Municípios estão sem recursos para acabar com lixões

Mesmo após a mudança de prazo, os municípios brasileiros não deverão se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A falta de orientação técnica e recursos financeiros têm colaborado para as prefeituras adiarem projetos nessa área. A penúria é geral em todas as cidades brasileiras. Apesar do panorama geral no país, as prefeituras paulistas encontram-se em situação bem melhor conforme levantamento da Cetesb”, aponta o engenheiro Luiz Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES/SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

Dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública) apontam que as prefeituras acumulam, desde 2016, R$ 15bilhões de dívidas com companhias do setor. Ainda segundo a associação, a taxa de inadimplência chegou a 40% em 2016, ante 10% a 15% de períodos anteriores.

 

Sancionada em 2 de agosto de 2010, a PNRS estabelecia até o final de 2014 o prazo para as prefeituras se adequarem às novas regras. Em julho de 2015, o Senado estendeu a data-limite para o fim dos lixões. Além das capitais e regiões metropolitanas, os municípios de fronteira e os que contam com mais de 100 mil habitantes, com base no Censo de 2010, ganharam prazo até 2019. Cidades com população entre 50 e 100 mil habitantes têm até 31 de julho de 2020 para resolver essa questão. Já os municípios menores, com menos de 50 mil habitantes, devem estar de acordo com a lei até 31 de julho de 2021.

 

Em São Paulo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) tem adotado políticas para proporcionar a redução de lixões no Estado. Segundo a edição de 2017 do Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos, da CETESB, a evolução da quantidade de resíduos dispostos adequadamente passou de 84,7% do total gerado, em 2011, para 98,0% em 2017. O documento mostra ainda que o número de cidades que contavam com instalações de disposição final de resíduos urbanos enquadradas na condição adequada passou de 492, em 2011, para 615, em 2017, correspondentes a 96,1% dos municípios paulistas.

 

Fonte: Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente – APECS

Feira Waste Expo Brasil 2018 será o ponto de encontro

das empresas de limpeza pública no país

A Feira Waste Expo Brasil será o grande ponto de encontro da indústria ao reunir agentes públicos do legislativo, executivo e do ministério público, importantes associações do setor, operadores e concessionários de limpeza pública e de saneamento, fabricantes e prestadores de serviços para a completa gestão dos resíduos sólidos do Brasil e do exterior.

 

Com 10 painéis temáticos, o Fórum Internacional acontecerá em paralelo à feira e será fonte de informação e palco para apresentações e debates. A grande novidade no Fórum deste ano fica por conta das parcerias que a Waste Expo Brasil fez com importantes Associações e Câmaras Setoriais para deixar o conteúdo ainda mais completo e dinâmico.

Já estão confirmados os seminários da ANAP – Associação Nacional dos Aparistas, o da ABRECON – Associação Brasileira para a Reciclagem de Residuos da Construção e Demolição e, o Congresso INESFA / SINDINESFA, que irão divulgar depois de 3 anos um detalhado Panorama Nacional da Sucata Ferrosa e Não Ferrosa, trazendo a luz inéditas e importantes informações da indústria em todo o país.

 

A ABLP - Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública também estará presente e celebrará o seu 48° aniversário em evento próprio dentro da Waste Expo Brasil, e ainda, a memorável e extraordinária “Centésima” edição da Revista Limpeza Pública será entregue em primeira mão aos visitantes da Feira.

 

Além destes, acontecerá o Congresso da APM - Associação Paulista de Municípios, que terá a assistência da CNM – Confederação Nacional dos Municípios e da FNP – Frente Nacional dos Prefeitos, o que, certamente, levará ao evento um grande número de prefeitos e autoridades de todo o país.

 

A Feira e o Fórum Waste Expo Brasil contam com o apoio e a participação do Governo Federal através do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Cidades, que irão estar com suas equipes durante todo o evento para receber e apresentar aos visitantes as novidades, incentivos e projetos do Governo para a Gestão dos Residuos Sólidos.

Logo, com a somatória de todas as entidades e associações que participarão de forma ativa, com a exposição de máquinas, veículos e equipamentos de última geração, é certo que a Waste Expo Brasil será um grande e importante evento dedicado exclusivamente a gestão dos resíduos sólidos.

Chile se junta aos cerca de 60 países do mundo que tomaram medidas

para reduzir poluição causada pelas 10 milhões de sacolas que são

consumidas por minuto no planeta

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, promulgou no último dia 3 a lei que proíbe a distribuição em todo o território de sacolas de plástico no comércio, tornando o país o primeiro da América do Sul a adotar esta estrita legislação.

 

O Chile se soma, assim, aos cerca de 60 países do mundo que tomaram medidas para reduzir a poluição causada pelas 10 milhões de sacolas que são consumidas por minuto.

 

A partir do dia 3 de agosto e até o fim do prazo de adaptação de seis meses, o grande comércio chileno poderá entregar “um máximo de duas sacolas plásticas aos consumidores para cada compra que realizarem”, diz o texto da lei.

 

Após esse prazo, a proibição será total para supermercados, farmácias e outros grandes comércios.

 

A legislação exclui as embalagens primárias de alimentos “que sejam necessárias por motivos de higiene ou porque seu uso ajuda a prevenir o desperdício de alimentos”.

Foi estabelecida, além disso, uma multa de 370 dólares para cada sacola de plástico entregue para os que infringirem a lei em todo o Chile, onde segundo dados do governo são produzidas 3,2 bilhões de sacolas de plástico por ano.

 

“Uma sacola plástica é produzida em segundos, utilizada por menos de 30 minutos, do supermercado até a casa, e depois demora 400 anos para se degradar. Ou seja, por um minuto, ou por alguns minutos, depois a natureza sofre o efeito da sacola plástica por mais de 400 anos”, disse Piñera na sexta-feira.

 

Um total de 90% das sacolas termina em lixões ou no mar, onde são consumidas por aves e peixes.

 

“Não podemos seguir por esse caminho”, afirmou o presidente ao promulgar a iniciativa em Santiago, acrescentando que, por este motivo, o Chile está se tornando “um dos primeiros países do mundo a dizer tchau às sacolas plásticas”.

 

Além do Chile, a Colômbia aplica um imposto desde o ano passado às sacolas, e o Panamá também aprovou em janeiro uma proibição total em comércios, embora tenha dado um prazo maior (18 meses) para que estes se adaptem à norma antes de sua entrada em vigor. Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize e Costa Rica e algumas cidades como Buenos Aires implementaram medidas de luta contra as sacolas de plástico.

 

No Chile, apenas 4% dos 17,5 milhões de habitantes reciclam o lixo.

 

De acordo com os dados da ONU, 5 trilhões de sacolas de plástico são consumidas por ano no mundo, em sua maioria feitas de polietileno, um derivado do petróleo que leva cerca de 500 anos para se degradar. A cada ano, 13 milhões de toneladas de plásticos chegam aos oceanos.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br

Waste Expo Brasil cresce 30% e projeta aumento de 50% para 2018

Realizada em São Paulo na última semana, a Waste Expo Brasil, único evento sobre gestão de resíduos sólidos da América Latina, reuniu durante 3 dias, no centro de eventos Pro Magno, muitos gestores públicos, incluindo o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, empresas e entidade ambientais, para debater o presente e especialmente o futuro da gestão de resíduos sólidos no Brasil. O evento encerrou com crescimento de 30% em volume de expositores e com projeção de crescimento de mais de 50% para a edição de 2018.

 

Além de reunir quase 60 expositores locais e internacionais do setor e fornecer um rico conteúdo em seu fórum, o evento ainda foi palco do lançamento do Atlas dos Resíduos Sólidos na América Latina,

realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU PNUMA) e do anúncio da união, para setembro de 2018, da Waste Expo Brasil com a FENASAN, uma das maiores e mais importantes feiras do setor de saneamento do Brasil e do exterior. Além desta poderosa união entre Waste Expo Brasil e FENASAN, os dois eventos firmaram parceria estratégica com a IFAT, o maior evento global em tecnologias ambientais, gestão de resíduos, reciclagem e tratamento de água, que traz a experiência de mais de 50 anos na organização de feiras na Europa.

 

Para Jesus Gomes, diretor executivo da Samba Eventos e da Waste Expo Brasil, “é um orgulho organizar esse evento que cresce a cada ano, e a parceira com IFAT, que trará ganhos imensuráveis e permitirá enriquecer a oferta de soluções e conhecimentos necessários para a mudança do cenário de sustentabilidade ambiental brasileiro”. Para Gomes a qualidade dos visitantes, expositores e palestrantes são o grande diferencial da Waste Expo: “reunimos muita gente de qualidade, engajada de verdade no desenvolvimento do setor e do planeta e isso nos deixa confiantes em continuar crescendo e nos motiva a fazer sempre mais, mesmo diante de todas as crises”, afirma.

Save the Date: A edição de 2018 está programada para os dias 18 a 20 de setembro, no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo.

 

Para saber mais sobre a Waste Expo Brasil, acesse:

http://www.wasteexpo.com.br/assets/profile_17_br.pdf

 

Informações para imprensa:

Bruna Carvalho - carvalho.bruna@baruco.com.br

+5511 3539-9901 / 3284-2066 / 98749-6742

 

Ministro do Meio Ambiente do Brasil destaca que a luta para
evitar a mudança do clima é irreversível e universal

O Brasil e quase outras 200 nações avançam nas ações para conter o aquecimento global, que está associado a danos como secas e enchentes mundo afora. A 23ª Conferência do Clima está acontecendo esta semana na cidade de Bonn, na Alemanha, e vai até o dia 17 de novembro com a tarefa de dar novos passos na regulamentação do Acordo de Paris, um esforço mundial para conter o aumento da temperatura média do planeta.

 

O Ministério do Meio Ambiente do Brasil organizará durante a COP 23 diferentes debates, workshops e apresentações ao longo das duas semanas da Conferência, objetivando envolver o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil de vários países para debater temas ligados à mudança climática.

 

A luta para evitar a mudança do clima é irreversível e universal, afirmou o Chefe da delegação brasileira, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

 

O Acordo de Paris foi concluído em 2015 durante a COP 21, e representa um esforço mundial para manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C. Nesse contexto, cada país apresentou sua meta de redução de emissões para fazer sua parte frente ao aquecimento global, e a meta Brasileira apresentada à época é considerada uma das mais ambiciosas, propondo redução de 37% das emissões até 2025 e de 43% até 2030.

 

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, ONU PNUMA, lançará de forma inédita no dia 21 de novembro o Atlas dos Resíduos Sólidos na América Latina durante o Fórum Internacional Waste Expo Brasil 2017.

A publicação Latin America Waste Management Outlook - LAWMO faz parte de uma série de boletins da ONU PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e que objetiva fornecer uma visão geral da Gestão de Resíduos no continente Latino Americano. O LAWMO vem complementar outras publicações que abordam de forma regional as perspectivas de Gerenciamento de Resíduos para Ásia, Ásia Central, Regiões de Montanha, Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e África. Segundo a ONU, as Perspectivas Regionais permitem análises mais profundas e propõem recomendações mais adaptadas a cada região.

 

O Conselho de Administração da ONU PNUMA, através do Centro Internacional de Tecnologia Ambiental da ONU (IETC), vem desenvolvendo desde 2013 estes estudos globais, que procuram relatar sobretudo os desafios, as tendências e as políticas em relação à prevenção, a minimização e o ciclo de vida dos materiais, sempre em consulta com os governos e as partes interessadas, para fornecer orientação e planejamento adequado às políticas nacionais.

 

O Atlas de Resíduos sSlidos na América Latina da ONU PNUMA será divulgado pela primeira vez no dia 21 de novembro no Fórum Internacional Waste Expo Brail, logo após a Sessão Solene de Abertura com a presença do Ministro do Meio Ambiente do Brasil, Sr. José Sarney Filho.

 

O Fórum Internacional é um evento pago e a agenda completa e os valores estão disponíveis no site www.wasteexpo.com.br.

Brasil reciclou 280 mil toneladas de latas de alumínio em 2016 e o Meio Ambiente agradece.

 

 

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) anunciam que o país reciclou 280 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 286,6 mil toneladas disponíveis no mercado em 2016. Com isso, o índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas atingiu 97,7%, mantendo o Brasil entre os líderes mundiais desde 2001.

 

De acordo com o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da ABAL, Mario Fernandez, este é um segmento cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente. “A lata de alumínio para bebidas, cujo consumo chega a 110 unidades por brasileiro, anualmente, responde por quase 50% do volume de sucata de alumínio recuperada no ano”.

 

Em 2016, a coleta de latas de alumínio para bebidas foi responsável por injetar R$ 947 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de renda e de empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis.

 

Para Renault Castro, presidente-executivo da Abralatas, a estabilidade do índice, próximo a 100% nos últimos 10 anos, confirma o sucesso do modelo de reciclagem da lata e aponta um importante diferencial competitivo da embalagem sobre suas concorrentes. “Em tempos de aquecimento global, quando se busca uma economia de baixo carbono, esta é uma grande vantagem”.

Um Relatório elaborado pela Resource Recycling Systems (RRS), consultoria internacional de sustentabilidade, confirmou que a lata de alumínio é a embalagem para bebidas mais reciclada do mundo.

 

O estudo foi realizado a pedido das associações de fabricantes da lata no Estados Unidos (CMI), na Europa (BCME) e no Brasil (Abralatas) e constatou uma taxa de reciclagem global de 69% das latinhas comercializadas, contra 43% do PET e 46% do vidro.

 

O estudo registrou os índices de reciclagem da embalagem em 2015 no Brasil (98%), na Polônia (79%), no Japão (77%), na Itália (72%) e nos Estados Unidos (55%).

 

FONTE: Jornal O NORTÃO, Publicada em 28/10/2017.

Onde foram parar as 1,1 bilhão de garrafas plásticas produzidas pela Coca-Cola no ano passado?

 

3.400 garrafas de plástico por segundo. Este número impressionante foi estimado pela organização Greenpeace sobre a quantidade de PETs fabricadas, em 2016, pela gigante multinacional de refrigerantes Coca-Cola. A empresa divulgou que houve crescimento da produção e com isso, no ano passado, ela despejou no mercado 110 bilhões de garrafas, um aumento de 1 bilhão de unidades, em relação ao ano anterior.

 

Todavia, apenas uma pequena fração destas garrafas é reciclada. Acredita-se que menos de 50% delas teve destinação correta, como centros de reciclagem, e somente 7% foi transformada em novas garrafas.

 

Os números acima fazem parte de uma nova campanha liderada pelo Greenpeace do Reino Unido, que lançou uma petição para pressionar a Coca-Cola a se posicionar de maneira mais sustentável e responsável em relação ao meio ambiente. A iniciativa local, agora se transforma numa ação global.

 

A organização acusa a multinacional de estar sufocando os oceanos com plástico. Como é a maior fabricante de refrigerantes do mundo, a Coca-Cola precisa tomar uma atitude.

 

O impacto das garrafas plásticas

 

Calcula-se que um milhão de garrafas plásticas são vendidas por minuto no planeta, algo em torno de 20 mil compradas a cada segundo.

 

Um levantamento divulgado pelo jornal britânico The Guardian revelou que, apenas em 2016, foram comercializadas 480 bilhões de garrafas feitas com plástico. E se este consumo já não fosse suficientemente alarmante, ele deve crescer mais 20% até 2021, chegando a 583 bilhões de unidades. Os dados são da pesquisa Global Packaging Trends Report da consultoria Euromonitor International.

Especialistas afirmam que o impacto ambiental provocado pelo lixo plástico no planeta, sobretudo nos oceanos, deverá ser pior do que aquele causado pelas mudanças climáticas.

 

O plástico surgiu como uma das grandes invenções da humanidade. Leve, prático e barato, serve como embalagem para tudo. E com isso, sua produção deu saltos gigantescos ao longos das últimas décadas.  Em 1964, foram 15 milhões de toneladas fabricadas. Em 2015, este número pulou para 322 milhões de toneladas.

 

Apesar de grande parte das garrafas serem feitas com polietileno tereftalato (PET), um polímero termoplástico, e perfeitamente passível de reciclagem, a quantidade monstruosa de unidades produzidas por segundo no planeta torna esta tarefa praticamente impossível. Estima-se que menos da metade das garrafas compradas no ano passado foram recicladas. O que sobra desta montanha enorme de lixo plástico vai parar em aterros sanitários ou nos oceanos.

 

FONTE: Portal Conexão Planeta por Suzana Camargo

Fórum Waste Expo Brasil 2017 tem agenda técnica surpreendente

e de alto nível, dizem especialistas.

Os temas abordados durante o Fórum Waste Expo Brasil 2017 são de extrema relevância e de alto nível, afirmam técnicos e especialistas do Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades e da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, a ABRELPE. O Fórum Internacional acontece em simultâneo à feira e contará com técnicos e especialistas renomados, professores, empresários e autoridades que vão debater de forma iterativa com a plateia os seguintes temas:

 

  • Desafios para o Cumprimento da Política Nacional dos Resíduos Sólidos
  • Soluções Inteligentes para a Gestão dos Resíduos Sólidos, Fechamento de Lixões e Recuperação de Áreas Degradadas
  • Aspectos Financeiros e Técnicos para Implantação e Manutenção de um Plano Municipal de Resíduos Sólidos
  • Sensibilização Ambiental para otimizar o Gerenciamento dos Resíduos Sólidos
  • A Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos como Ferramenta de Proteção Climática e Preservação de Recursos
  • Recursos Financeiros e Financiamento para Gestão dos RSU
  • Acordos Setoriais, Avanços na Logística Reversa e Economia Circular como Oportunidade para Melhorar a Gestão de Resíduos

Taxa do lixo vira bandeira de especialistas em meio a piora na gestão de resíduos

 

FONTE: Tulio Kruse, Especial para o Estado em 18 Outubro 2017

 

Em meio ao aumento no número de cidades que usam lixões e aterros inadequados no Brasil, especialistas em sustentabilidade têm defendido a adoção de taxas para a gestão da limpeza pública. Parte do movimento, encampado por líderes de associações setoriais, é baseado em uma pesquisa que aponta como a coleta, a reciclagem e o descarte correto é maior em cidades que adotam arrecadação específica para cuidar do lixo.

 

O resultado aparece na última edição do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), que avalia o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Criado pela consultoria PwC, em parceria com o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado de São Paulo (Selur), o índice aponta que a taxa do lixo está associada a desempenhos melhores em todos os aspectos avaliados. A arrecadação específica também é defendida por entidades como a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe) e de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre).

 

Em primeiro lugar no ranking do ISLU, a cidade de Maringá, no Paraná, passou a cobrar pelo serviço em 2008. Hoje a taxa é incorporada à fatura do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Pouco mais de 43% dos municípios avaliados no ISLU utilizam alguma forma de arrecadação específica para a gestão do lixo. Entre eles, 70% dispõem corretamente os resíduos, em aterros sanitários. Já em lugares onde não há arrecadação específica, a proporção é inversa: 68% utiliza lixões ou aterros controlados, que não têm estrutura adequada para impedir a contaminação do solo – o que é proibido pela PNRS.

A maior parte das cidades opta por incluir a taxa do lixo no boleto do IPTU – 87% das cobranças vêm nesse formato, enquanto só 7% inclui o valor nas contas de luz ou água, e o restante utiliza um boleto específico.

 

A pesquisa mostra, no entanto, que a cobrança associada às contas de luz ou água costumam ter resultados melhores. Nesse caso, os serviços de coleta alcançam 90% da população, a porcentagem de material reciclado é maior e o índice geral é melhor em cidades que adotam outros modelos de arrecadação. Para os pesquisadores, isso ocorre porque o contribuinte dificilmente deixa de pagar contas de água e luz, já que o serviço pode ser cortado rapidamente em caso de inadimplência.

 

A regionalização da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos é boa alternativa para acabar com lixões

 

Como a limpeza pública é o serviço que mais pesa no orçamento municipal, ficando atrás apenas do custo com a folha de pagamento, é necessário que o poder público adote medidas que contemplem a sustentabilidade e a prestação contínua deste serviço essencial, como, por exemplo, criação de receita vinculada e sistemas de arrecadação.

 

Uma das alternativas na área de limpeza pública é a sistematização de contratos de adesão para a regionalização do serviço de disposição de rejeitos domésticos, com a participação da União e dos Estados.

 

A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes - ABETRE, Dr. Carlos Fernandes. Segundo ele, trata-se, na prática, da criação de consórcios municipais para a regionalização dos serviços públicos de tratamento e coleta de resíduos.

 

A proposta da ABETRE prevê que os estados e a União assumam parte da competência na gestão de resíduos dos municípios onde não há viabilidade financeira para manter a operação de forma individualizada, sobretudo as cidades de pequeno porte.

 

“Um aterro que recebe até 300 toneladas de resíduos ao dia, torna a operação praticamente inviável do ponto de vista econômico, já que o custo seria proibitivo”, aponta Fernandes.

 

Na prática, tratar os resíduos de forma correta e individual só é viável

financeiramente para municípios com mais de 300 mil habitantes, que compõem hoje apenas 20% do total de cidades brasileiras. Por isso, estados e União devem induzir via incentivos a adesão dos municípios em programas regionais de gestão de resíduos.

 

Diversos municípios do País já adotam o modelo de destinação regional de resíduos, como, por exemplo, o Rio Grande do Sul, a Grande São Paulo e a região de Campinas.

A ABETRE é importante parceira da a Waste Expo Brasil 2017, e o Dr. Carlos Fernandes falará no Fórum Internacional sobre “A Importância dos Consórcios Intermunicipais e a Construção de Aterros Sanitários Regionais”.

Hong Kong está no limite da capacidade de armazenar lixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hong Kong está se aproximando de um grave ponto de ruptura. O crescente centro urbano está quase sem espaço para armazenar as 15 mil toneladas de lixo que produz todos os dias.

 

Com uma população de quase 7,4 milhões de pessoas espremidas em um espaço de pouco mais de 1.106 quilômetros quadrados, Hong Kong se qualifica como o quarto território mais densamente povoado do mundo. Essa densidade extrema significa que Hong Kong tem pouca terra para sua alta produção de resíduos e está ficando sem aterros em uma taxa alarmante.

Atualmente, Hong Kong tem três “aterros estratégicos” ativos, mas um total de 13 outros locais de lixo já foram preenchidos até a sua  capacidade e agora estão fechados, tendo sido selados e transformados em lugares como campos de golfe e parques de recreação.

 

Quanto às três instalações restantes, elas podem estar com os dias contados. Em 2013, estimava-se que esses aterros estratégicos terão a capacidade atingida até 2019, o que significa que Hong Kong terá que recorrer a meios alternativos para se livrar de seu lixo.

 

“Estamos ficando sem espaço e, em algumas áreas, as pessoas se aproximam cada vez mais dos aterros”, disse a subsecretária de meio ambiente de Hong Kong, Christine Loh.

 

Parte do problema é a capacidade de reciclagem de Hong Kong. Apesar dos esforços para reforçar a reciclagem, uma falta histórica de plantas de reciclagem em grande escala significa que os materiais destinados à reutilização são processados em outros lugares: em países como a Malásia e a Tailândia.

 

Alguns planos para contornar, mesmo que parcialmente e temporariamente o problema, incluem a construção de uma usina de processamento de alimentos para reciclar alimentos descartados, um incinerador de lixo de 10 bilhões de dólares, que poderia estar funcionando até 2025, com a capacidade de queimar até 30% da produção de lixo de Hong Kong, e o incentivo a não geração e a reciclagem.

Imagem da Semana

 

O fotógrafo Californiano especializado em capturar imagens da natureza foi indicado ao prêmio de melhor foto na categoria “vida selvagem” deste ano, mas desejou em sua rede social que esta foto “nunca existisse”. Justin Hofman tirou a foto enquanto mergulhava perto da Ilha de Subawa, na Indonésia.

 

Mais de 8 milhões de toneladas de plástico acabam no oceano a cada ano e, de acordo com as Organização das Nações Unidas, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes até 2050.

 

 

 

FONTE: National Geographic

Foto: Justin Hofman

 

 

Novidade

 

O Secretário de Estado do Meio Ambiente de Portugal, Dr. Eng. Carlos Martins, uma das mais representativas e importantes autoridades daquele país confirmou presença na Waste Expo Brasil 2017!

 

O Dr. Carlos Martins virá ao Brasil e representará o Governo Português na solenidade de abertura da Feira e do Fórum Waste Expo Brasil às 13h00 do dia 21 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno , em São Paulo, ao lado do seu colega brasileiro, o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e das demais autoridades já confirmadas.

 

O Secretário de Estado do Ambiente Português falará ainda sobre o “Modelo Organizacional de Energias Renováveis e para o Meio Ambiente Português” em sua palestra no Fórum Internacional Waste Expo Brasil, que acontece em simultâneo à Feira.

O que acontecerá após a temporada de furacões?

 

Em sendo tão poderosos como são, não é surpreendente que os furacões após chegarem à terra firme causem todos os tipos de dano e destruição. E quando vão embora encontraremos um enorme rastro de devastação que, normalmente, exige uma completa reconstrução. Após o furacão, milhares de toneladas de todos os tipos de produtos precisam ser substituídos, arrumados e reciclados.

 

O furacão "Harvey", que devastou as principais cidades do Estado do Texas no final de agosto, já teve um grande impacto sobre os recicladores devido à substancial sucata gerada pelas

 

famílias, empresas e marinhas afetadas. Não mencionando os resíduos orgânicos que aumentaram razoavelmente à medida que centenas de árvores foram desarraigadas através da rota de Harvey.

 

Logo após Harvey, o furacão "Irma" que atingiu a costa oeste da Flórida no último domingo foi intitulado "um furacão com intensidade e extensão sem precedentes sobre o Atlântico" pelo USA Weather Office, deixado por trás de milhares de barcos esmagados, veículos inundados, casas, edifícios, pontes, móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos que precisarão ser derrubados e destruídos, gerando uma enorme quantidade de sucata.

 

Outra questão relevante é a reconstrução do trabalho de grandes volumes de metal, concreto e outros bens de construção, comumente transportados por navios de carga. No entanto, o fornecimento de todos os tipos de materiais está sofrendo um grande desafio logístico no Texas e na Flórida, especialmente porque os navios precisam permanecer em segurança e porque os três principais portos de carga no Texas foram afetados, bem como o Porto de Tampa Bay, o maior porto de frete do estado da Flórida, sofreu danos.

 

No entanto, o furacão "José" ainda está para vir e mostrar a sua força, e depois de José, onze outros furacões devem aparecer antes da temporada terminar.

 

Atrás de toda a tragédia e sofrimento em milhões, a reciclagem, pelo menos, acelerará um pouco o tratamento adequado para a sucata e a reconstrução.

A Geração de Lixo caiu no Brasil

 

A geração de lixo no Brasil reduziu 2,04% em 2016 na comparação com 2015, segundo o Panorama do Resíduos Sólidos, divulgado no último dia 31 de agosto pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais - ABRELPE. Ano passado foram gerados 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos, contra 79,89 milhões em 2015.

 

A redução na geração dos resíduos infelizmente nada tem a ver com a conscientização ambiental da população, mas à crise econômica que o país enfrentou, afetando diretamente o poder de consumo dos Brasileiros.

 

Um dos poucos índices que não caíram e permaneceram estáveis foi o da coleta seletiva, quando em 2015 estava presente em 69,3% dos municípios, e 2016 passou a estar presente em 69,6% dos municípios.

Um dos poucos índices que não caíram e permaneceram estáveis foi o da coleta seletiva, quando em 2015 estava presente em 69,3% dos municípios, e 2016 passou a estar presente em 69,6% dos municípios.

A contaminação  de micro-plásticos na água de torneiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A contaminação através de micro-plásticos foi encontrada na água de torneiras em países de todo o mundo, levando os cientistas a pesquisas urgentes sobre as implicações para a saúde deste tipo de contaminação.

Amostras de água de torneira de mais de uma dúzia de países foram analisadas por cientistas que compartilharam as descobertas com o jornal Britânico "The Guardian", em 6 de setembro último. No geral, 83% das amostras foram contaminadas com fibras plásticas.

 

Os EUA tiveram a maior taxa de contaminação em suas amostras com assustadores 94%, em edifícios que incluem o Congresso Nacional, a sede da Agência de Proteção Ambiental dos EUA e Trump Tower em Nova York. Líbano e Índia tiveram as taxas mais próximas.

 

As nações europeias, incluindo o Reino Unido, a Alemanha e a França, tiveram a menor taxa de contaminação, mas mesmo assim, com índices de 72%. O número médio de fibras encontradas em cada amostra de 500 ml variou de 4,8 nos EUA para 1,9 na Europa.

Estas análises indicam uma abundante quantidade de contaminação micro plástica no meio ambiente como um todo. Trabalhos anteriores focavam a poluição plástica nos oceanos, o que nos sugere o consumo de micro plásticos através de frutos do mar e peixes contaminados.

 

A escala de contaminação por micro plástico está apenas começando a se tornar clara, quando estudos recentes na Alemanha encontraram fragmentos de fibras de plástico em todas as 24 marcas de cerveja analisadas, bem como em marcas de mel e açúcar.

 

Como os microplasticos acabam por beber água é por enquanto um mistério, mas a atmosfera é uma fonte óbvia, com fibras derramadas pelo desgaste e roupa todos os dias de roupas e tapetes. Os secadores de roupa são outra fonte potencial, com quase 80% dos domicílios dos EUA com secadores que costumam respirar ao ar livre.

 

As fibras plásticas também podem ser lavadas em sistemas de água, com um estudo recente descobrindo que cada ciclo de uma máquina de lavar roupa poderia liberar 700 mil fibras no meio ambiente. As chuvas também podem varrer a poluição microplástica, o que poderia explicar por que os poços domésticos utilizados na Indonésia estavam contaminados.

 

Quase 300 milhões de toneladas de plástico são produzidos a cada ano e, e apenas 20% são reciclados ou incinerados, o que significa que quase tudo acabam com o ar, terra e mar. Um relatório em julho deste ano descobriu que 8,3 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas desde a década de 1950, portanto, é completamente aterrador aprender o volume de plástico não tratado nos últimos 67 anos.

 

Os cientistas dizem que as análises da água da torneira levantam uma bandeira vermelha, mas são necessárias mais investigações para encontrar as fontes de contaminação e avaliar os possíveis impactos na saúde.

 

Não há dúvidas de que os plásticos são muito úteis, mas o gerenciamento de descarte deve ser drasticamente melhorado.

Estre Ambiental se funde a grupo americano e terá ações na Nasdaq

 

A americana Boulevard Acquisition Corporation e a brasileira Estre Ambiental, maior empresa de gestão de resíduos no Brasil e América Latina, anunciaram no último dia 17 de agosto a associação entre as duas empresas, que resultará na abertura

de capital da Estre Ambiental na Nasdaq, prevendo uma captação inicial de aproximadamente US$ 1,1 bilhão.

 

De acordo com o comunicado, a operação pressupõe um múltiplo de 7,7 vezes o resultado operacional (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - Ebitda) ajustado estimado para 2018

 

A Estre atende mais de 31 milhões de pessoas diariamente, em sete estados brasileiros, onde cerca de 50% da população brasileira está concentrada. A empresa, que deve gerar uma receita de US$ 466 milhões e Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 132 milhões em 2017, é especializada na coleta, tratamento e disposição final de resíduos não perigosos e perigosos para clientes municipais, industriais e comerciais.

 

Suas operações concentradas em 13 aterros sanitários destinam adequadamente seis milhões de toneladas de resíduos por ano. A empresa também deve adicionar cinco novos aterros às suas operações nos próximos anos. Conta também com duas instalações de geração de energia através do biogás, com capacidade instalada de cerca de 14 MW e potencial de geração de 80 MW, além de três instalações de tratamento de resíduos perigosos e resíduos de serviços de saúde.

 

FONTE: Ivo Ribeiro / Valor

Embalagens Plásticas

 

A Fundação Oceano Azul de Lisboa, lançou neste último mês a campanha “O que não acaba no lixo acaba no mar", e ressaltou que o plástico é o maior vilão da poluição marinha, chegando a compor até 80% de todo o lixo nos oceanos. Ainda segundo a Fundação Portuguesa, milhões de toneladas de plástico chegam no mar todos os anos, impactando os ecossistemas marinhos, matando peixes e mamíferos aquáticos.

 

Os números mais recentes da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) apontam que um milhão de aves e 100 mil mamíferos marinhos morrem anualmente devido a contaminação por plástico.

 

Já os dados das principais indústrias de embalagens plásticas mostram que a produção deste tipo de recipiente, apenas entre os anos de 2014 e 2017, representa a mesma quantidade de embalagens plásticas produzidas desde que o plástico foi inventado até o ano de 2014, ou seja, há cerca de 100 anos.

 

Outro dado alarmante para todo o meio ambiente aponta que algo entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anualmente. Apenas no Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas de plástico são distribuídas por hora.

 

O consumo excessivo de sacolas plásticas tem um alto custo ambiental já desde a sua produção, quando são consumidos petróleo, gás natural, água e energia, e depois de usadas, ao descarta-las de maneira incorreta, aumentando a poluição e ajudando a entupir bueiros que escoam as águas das chuvas ou indo parar nas matas e oceanos, sendo ingeridas por animais que morrem sufocados ou presos nelas.

 

As sacolas plásticas são motivo de enorme debate internacional. Seu consumo exagerado tem causado situações assustadoras. Na África do Sul, por exemplo, há tantas espalhadas pelas cidades, matas e rodovias que passaram a ser chamadas de "flor nacional", tamanha a quantidade vista em gramados, jardins e florestas. Na Índia, centenas de vacas morrem todos os anos ao ingerirem sacos plásticos. Milhares de tartarugas confundem as sacolas plásticas que chegam aos oceanos com águas-vivas, sua fonte básica de alimento, e

morrem sufocadas. Já os norte-americanos jogam fora pelo menos 100 bilhões de sacolas plásticas por ano, o que significa o desperdício de 12 milhões de galões de petróleo.

 

Porém, bons exemplos também podem ser encontrados em países como a Irlanda, onde foi instituída a cobrança pelas sacolas plásticas em 2002. Desde então, o consumo de sacolas plásticas caiu em 97%. Na China, a distribuição gratuita de sacolas plásticas foi proibida a partir de 2008: eram 3 bilhões de sacolas consumidas por dia! Na Austrália, os varejistas assinaram o programa do governo para banir as sacolas plásticas e já houve queda de 90% no consumo. Em 2007, os comerciantes de São Francisco, na Califórnia, foram obrigados por lei a banir as sacolas plásticas comuns.

 

A solução ambiental para as sacolas e outras embalagens plásticas envolve, necessariamente, a mudança de hábitos, uso consciente, reutilização, correto descarte e, antes de tudo, a redução drástica de seu consumo. Só diminuiremos os impactos ambientais das embalagens plásticas quando diminuirmos sua presença em nosso dia a dia e na natureza. Esta redução será facilitada quando alternativas para o descarte de lixo surgirem, especialmente a instituição da coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e da compostagem, que permitirá a correta destinação dos materiais recicláveis e dos resíduos orgânicos.

 

Na Feira e no Fórum Waste Expo Brasil 2017, que acontece entre 21 e 23 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno em São Paulo, você poderá conhecer novas tecnologias e serviços para aproveitar as embalagens plástica pós consumo.

Contagem Regressiva

 

Há pouco mais de 3 meses para o seu início, a Waste Expo Brasil consagra-se como o único evento em todo o país totalmente dedicado à gestão integrada dos resíduos sólidos, ao tratamento de sucatas, a reciclagem, a compostagem, a limpeza pública urbana e a recuperação energética através dos resíduos.

 

As mais representativas empresas globais e do Brasil vão expor máquinas, equipamentos, veículos, tecnologias e serviços essenciais para toda a cadeia dos resíduos sólidos, que vai desde a coleta, passando pelo transporte, separação, tratamento, reciclagem, compactação, até o destino final

adequado, seja em um aterro sanitário controlado ou em uma planta de recuperação energética (W-t-E), o que, auxilia o país resolver dois grandes problemas; o correto descarte do lixo e a diversificação da matriz energética.

 

A Waste Expo Brasil 2017 acontece de 21 a 23 de novembro em São Paulo e traz uma ampla, variada e atualizada agenda técnica que será apresentada durante a feira e no Fórum Internacional Waste Expo Brasil. Especialistas, professores, técnicos e autoridades nacionais e de outros países irão apresentar e discutir temas relevantes para nossa sociedade, nosso meio ambiente e o futuro sustentável de nossas empresas e casas.

Focados nos Gestores Públicos Municipais

 

Com o auxílio do Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica Federal, do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, do Banco Desenvolve SP e do Sebrae Nacional, assim como, os importantes apoios do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, da ANAMMA –

 Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente e da FNP – Frente Nacional dos Prefeitos, o Fórum Internacional Waste Expo Brasil 2017 trará administradores públicos de todas as regiões do país, para que tenham a oportunidade de conhecer o que há de mais avançado nestes temas para os seus municípios, ao mesmo tempo em que poderão trocar informações com renomados técnicos e especialistas, e ainda, consultar a forma mais adequada de financiamento para os seus projetos.

Novidades

 

A Informação é uma das chaves para garantirmos o sucesso, e o acesso a essa informação estará disponível durante a Waste Expo Brasil! Este ano três importantes associações nacionais e representativas em seus segmentos vão administrar seus próprios congressos dentro da Waste Expo Brasil 2017.

 

  • Dia 21 de novembro, das 9h30 às 12h30, a ABRELPE – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais organiza a “Oficina ABRELPE de Soluções: a Economia Circular na Prática da Gestão de Resíduos Sólidos”. A ABRELPE é a principal e a mais antiga entidade do setor no país. Através dos seus associados, representa cerca de 70% de toda coleta, transporte, tratamento e destino final dos resíduos sólidos no Brasil. Anualmente publica o “Panorama dos Resíduos Sólidos do Brasil”, que há anos é a mais importante fonte de informação sobre o setor.

 

 

 

 

  • Dia 22 de novembro, das 8h00 às 12h00, o GAIA – Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem vai organizar um seminário dedicado a capacitação e ao treinamento profissional, técnico e financeiro para cooperativas de catadores, recicladores e centrais de triagens mecanizadas. A GAIA é uma entidade sem fins lucrativos, baseada no município de Campinas e atuante em todo o país. Através da GAIA centenas de cooperativas de catadores conseguiram se organizar, aperfeiçoar seus trabalhos, modernizar suas instalações e capacitar os cooperados.

 

  • Dia 23 de novembro, das 8h00 às 12h00, a ANAP – Associação Nacional dos Aparistas de Papel vai organizar um workshop especifico para um dos segmentos mais importantes em toda a cadeia dos resíduos, que são as aparas de papel. A ANAP abrirá espaço para uma ampla reflexão sobre como se desenvolve o processo de reciclagem de papel e papelão em suas diversas etapas, analisando o mercado e realizando a perspectiva do setor para os próximos anos.

 

Anote na sua agenda e programe-se para visitar o melhor e o mais completo evento de toda a cadeia de resíduos sólidos no país!

Conheça nossos expositores!

 

A Doppstadt é um dos principais fabricantes mundiais de máquinas para processamento de todos os tipos de biocombustíveis, resíduos e materiais para reciclagem, contribuindo para a preservação do meio ambiente através dos seus equipamentos comercializados em mais de 40 países.

CLIQUE AQUI para ver os produtos Doppstadt  que vão estar demonstração na Waste Expo Brasil 2017

Boa Notícia!

 

O SINDINESFA - Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa do Estado de São Paulo, e o INESFA - Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço, renovam a importante parceria com a Waste Expo Brasil, e vão estar presentes com seu habitual e convidativo estande para receber associados, convidados e representantes do comércio atacadista de resíduos e sucatas metálicas.

fonte:  https://vimeo.com/103801887

O paraíso da reciclagem ainda não é aqui:

 

A União Europeia recentemente determinou que todos os seus países membros reciclem 50% de todo o lixo produzido até 2020, aumentando gradativamente a quantidade até 65% em 2030. Embora esta meta pareça utópica para a grande maioria das pessoas e para os governantes de muitos países, os Suecos já conseguem reciclar e reaproveitar quase todo o lixo que produzem.

Na Suécia a reciclagem é feita de forma tão eficiente, que desde 2011 o país se tornou líder mundial em tratamento de resíduos sólidos e na recuperação energética, destinando menos de 1% do lixo gerado para os aterros sanitários. O restante, cerca de 4,4 milhões de toneladas anuais de resíduos é dividido igualmente, sendo uma parte destinada para a reciclagem para que retorne a cadeia produtiva, e a outra parte é enviada como matéria prima para geração de energia (Waste to Energy ou W-t-E).

A geração de energia através dos resíduos na Suécia é levada muito a sério e feita através de incineração em 32 usinas

espalhadas pelo país, que produzem energia e aquecimento para residências, comércio e indústria.

Hoje, algumas destas plantas de tratamento de resíduos e geração de energia têm capacidade ociosa, e, portanto, o governo as autorizou que importassem lixo de outros países Europeus, como Reino Unido, Irlanda, Itália e Noruega. Neste contexto ganham os países exportadores que não têm como dar o tratamento adequado ao seu resíduo e o enxerga como um problema; e ganha a Suécia, que vê no resíduo uma importante matéria prima, produz mais energia limpa e poupa seus recursos naturais.

O tratamento de resíduos e sua história de sucesso na Suécia não é recente. A primeira planta de incineração foi inaugurada em 1904, e, em 1940 a construção de mais plantas permitiram que o gás gerado através da queima aquecesse as residências e gerasse energia para a indústria. A partir de 1970 e com uma maior quantidade de usinas térmicas, o país se tornou autossuficiente em energia e deixou de depender de combustíveis fosseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural.

No contra-ponto da Suécia, o Brasil ainda destina cerca de 58% dos seus residuos para aterros sanitários, 39% para aterros minimamente controlados, ou pior, para lixões a céu aberto. Ou seja, apenas 3% dos quase 80 milhões de toneladas de resíduos gerados anualmente no Brasil são reciclados, e o sistema de incineração de lixo ainda não é utilizado para gerar eletricidade em larga escala.

Portanto, o Brasil da sustentabilidade, da tecnologia verde e da geração de energia limpa tem um longo e trabalhoso caminho a percorrer.

O que, se por um lado é bastante desafiador, por outro lado, é encorajador para aqueles que acreditam no potencial, na geração de riqueza e no crescimento deste país.

 

Abraços à todos,

Jesus Gomes

Ministro Bruno Araújo

Ministério das Cidades confirma apoio a Waste Expo Brasil

 

O Ministério das Cidades através do Ministro Bruno Araújo reforça a importância da Waste Expo Brasil ao confirmar o apoio do ministério ao principal evento comercial e com amplo conteúdo técnico dedicado a Geração de Energia Limpa, ao Tratamento dos Resíduos e a Limpeza Pública.

 

O Ministro Bruno Araújo ressaltou no último dia 8 de Março a importância e a qualidade do evento ao confirmar seu apoio e a participação do Ministério das Cidades na Waste Expo Brasil 2017. Segundo o Ministro Bruno Araújo, um conteúdo técnico bem organizado como o do Fórum Internacional é muito importante para a capacitação de gestores e autoridades municipais de todo o país, assim como a apresentação de tecnologias, equipamentos e máquinas de vários países é fundamental para que técnicos e especialistas tenham acesso ao que existe de moderno atualmente.

Abertura da Waste Expo Brasil 2016

Waste Expo Brasil 2017 acontece de 21 a 23 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno em São Paulo das 13h00 às 20h00.

 

A Waste Expo Brasil é um evento de caráter comercial, e com amplo conteúdo técnico, a Waste Expo Brasil tratará especificamente sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, a Limpeza Urbana e a Recuperação Energética através dos Resíduos. Já contamos com o apoio do Governo Federal do Brasil, através do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério das Cidades e do BNDES, através das Ilustres figuras do Sr. Ministro José Sarney Filho, do Sr. Ministro Bruno Araújo e da Sra. Presidente Maria Silvia Marques, já confirmados para a abertura oficial.