O Descarte de Lixo pelo Mundo

Embora a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos sólidos ainda não aconteçam em todo o território brasileiro, alguns países são mundialmente reconhecidos pelo comprometimento com a sustentabilidade e a cada dia reduzem a produção de lixo de maneira efetiva.

 

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) o Brasil perde bilhões de reais por ano, pois recicla apenas 3% do lixo produzido.

 

A Alemanha lidera o ranking com iniciativas eficientes sustentáveis e recicla cerca de 64% de seus resíduos sólidos. No país há contêineres específicos para os resíduos e calendários de coleta todos os anos. Além disso, o não cumprimento das regras gera multas individuais e para os grandes geradores.

Já a Coreia do Sul aderiu os “3Rs”: reduzir, reutilizar e reciclar. A população reaproveita ao máximo os resíduos e evita descartá-los, já que existe um sistema de cobrança para a coleta de lixo sobre a quantidade de resíduos e alimentos desperdiçados e descartados.

 

A meta adotada pela Áustria é reciclar 50% dos resíduos domésticos ou similares até 2020.  O país possui uma política de controle contra o desperdício e conta ainda com o empenho da população que sugere soluções para melhoria da reciclagem.

 

Na Suécia a gestão de resíduos é prioridade nacional. Uma prova disso é o sistema de reaproveitamento dos resíduos, que de tão eficiente, importa o lixo de outros países Europeus para tratá-los em suas usinas de reciclagem ou para gerar energia para a indústria local. Outro exemplo que impressiona é o sistema Envac, onde os municípios disponibilizam lixeiras conectadas a uma rede de tubos subterrâneos que direcionam o lixo a uma área de coleta seletiva, evitando, inclusive, o trânsito de veículos coletores e a emissão desnecessária de Co2.

 

No Japão existem leis nacionais e regionais que incentivam a coleta seletiva e a reciclagem, assim como, o investimento em tecnologias que reaproveitem os resíduos. Para a reciclagem de eletrodomésticos há fábricas que desmontam as peças e cada parte é separada uma a uma entre plástico, metal e outros materiais. Já as garrafas PET são compostas a partir de resinas recicladas, isso significa a redução em 90% de uso de novos plásticos.

 

A cidade americana de São Francisco estipulou como meta em 1989 zerar o envio de resíduos sólidos para os aterros sanitários até 2020. Foi a primeira cidade do país a proibir a distribuição de sacolas plásticas no comércio, e, a percursora a implementar programas e incentivos de reciclagem e compostagem. Já no início dos anos 90, os moradores de São Francisco que realizassem compostagem teriam redução no valor da taxa municipal de lixo.

 

Na contramão dos exemplos de sucesso, os países da América Latina e África ainda enfrentam barreiras no gerenciamento dos resíduos urbanos de forma consciente e eficaz. A maiorias dos países destes continentes caminham horizontalmente em relação a reciclagem e a geração de energia através dos resíduos, mas permanecem com altos índices de geração e descarte inadequado.

Waste Expo Brasil está chegando!

A Feira e Fórum Waste Expo Brasil 2019 são considerados os mais significativos e completos eventos do país dedicados exclusivamente a gestão dos resíduos sólidos urbanos, limpeza pública, reciclagem, tratamento de sucatas e a geração de energia através dos resíduos.

 

Grandes e importantes fabricantes de máquinas, equipamentos e veículos – de 16 países - vão expor seus produtos, tecnologias e soluções na Feira Waste Expo Brasil.

Quem visita a Feira? Geradores de resíduos sólidos e de biomassa, recicladores, operadores e concessionários de limpeza pública, processadores de sucata, agências e órgãos reguladores, administradores públicos municipais e engenheiros, de todo o Brasil e vários outros países, vão encontrar o que existe de mais moderno e disponível no mercado global.

 

O extenso e dinâmico conteúdo técnico é atração à parte, com duração de três dias e disponibilizado em paralelo à Feira através do Fórum Waste Expo Brasil, contará com painéis setoriais de importantes entidades:

 

ABIPLAST - Associação Brasileira da Indústria do Plástico

ABLP - Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública

ABREN – Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos

ANAP - Associação Nacional dos Aparistas de Papel

INESFA - Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço

SINDINESFA – Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço

 

A ABLP, principal entidade técnica do setor, também realizará o SENALIMP - Seminário Nacional de Limpeza Pública, reconhecidamente o mais importante evento setorial promovido no país, e ainda, o Curso Técnico de Implantação e Operação de Aterros Sanitários

 

NÃO FIQUE DE FORA DO PRINCIPAL EVENTO DO SETOR NO PAÍS! ANOTE NA SUA AGENDA E PREPARE-SE!

Vai Descartar? Faça da Maneira Correta

Se você separa seu lixo, mas não limpa os recipientes antes de descartá-los é melhor parar agora!

 

Resíduos recicláveis sujos não são reaproveitados e invariavelmente vão parar em aterros sanitários. Muitas pessoas separam as principais categorias de resíduos; papel, plástico, metais e vidros, mas jogam nas lixeiras sem a menor ideia que um produto “contaminado” com restos de alimentos ou misturado com outro material não reciclável inviabilizará a reciclagem. Neste caso, a pessoa quem fez a separação apenas perdeu seu tempo, pois o material provavelmente irá acabar em um aterro sanitário.

Quem já não viu um fumante usando uma latinha de alumínio como cinzeiro? Ou alguém, que ao brincar com uma garrafa de água, tira o seu rótulo e joga o papel para dentro? Inacreditável, mas a bituca, no caso da latinha e o rótulo de papel no caso da garrafa de vidro ou PET inviabiliza a suas reciclagens. Potes de iogurte sem lavar? Também não serão reciclados. Embalagem de lanche com pingos de ketchup ou um pote de vidro com um pouquinho de extrato de tomate? Nem pensar!

 

Vai descartar? Faça da maneira correta! Sem desperdício desnecessário de água, mas com uso consciente, procure tirar o excesso dos alimentos das embalagens antes de jogá-las fora.

 

Copos de café: A maioria dos copos não pode ser reciclado, pelo menos não atualmente. Isto é principalmente devido ao revestimento de plástico ao redor do copo de papel, que é difícil de quebrar.

 

Embalagens plásticas: Embora seja tentador jogar fora sua caixa manchada de molho sem enxaguar ou aquele pote de iogurte com restos de morango, o resíduo pode vazar para outros materiais da lixeira. Assim, além de descartar errado, você vai contaminar o lixo de quem descartou corretamente. Sempre lave seus plásticos antes de colocar na lixeira.

 

Pasta e escovas de dentes: Os tubos de pasta de dentes são compostos de um componente de plástico, tornando-os difíceis de quebrar. A própria escova de dentes é de plástico e é difícil de reciclar. Mudar para uma escova de dentes de bambu significa que menos plásticos descartáveis vão para o solo.

Irlanda Lidera Reciclagem de Resíduos Eletrônicos

A quantidade de lixo eletrônico produzido globalmente vem crescendo a cada ano e há muito tempo já representa uma grande ameaça ao meio ambiente. Segundo dados divulgados pela Organizações das Nações Unidas (ONU), em 2016, foram geradas 44,7 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos, representando um aumento de 8% na comparação com 2014. A estimativa é que a produção deste tipo de lixo cresça 4% a cada ano, podendo chegar a 52,2 milhões de toneladas métricas produzidas apenas em 2021.

 

Algumas nações já trabalham com políticas públicas que visam aumentar a reciclagem desses tipos de materiais. A Europa foi responsável por 12,5 milhões de toneladas métricas de lixo eletrônico produzidos globalmente em 2016 e reciclou 35% desse total. Os Estados Unidos, responsáveis por 6,2 milhões de toneladas métricas, reciclou 25% desse montante. O Brasil produziu 1,5 milhão de tonelada em 2016 e reaproveitou apenas 4% deste total.

 

A baixa adesão do Brasil na reciclagem de eletroeletrônicos deve-se principalmente à falta da conscientização da população, assim como, a ausência de políticas públicas ao não incentivar a coleta seletiva e implementar ecopontos, e a excessiva demora em colocar em prática a logística reversa setorial, prevista desde 2010 e em vigor desde agosto de 2014 na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 

O país que mais recicla lixo eletrônico atualmente é a Irlanda, com 36.131 toneladas de eletrônicos e 856 toneladas de baterias coletadas para reciclagem em 2018.

 

Entre os itens mais reciclados naquele país estão 3,2 milhões de lâmpadas, 195 mil televisores e monitores e 13 milhões de unidades de eletro portáteis. Os grandes eletrodomésticos, como as máquinas de lavar, constituíram cerca de 48% de toda a sucata eletrônica.

 

Como resultado, a reciclagem de eletroeletrônicos na Irlanda atingiu o equivalente a 10,2 kg de material eletrônico por cidadão, e é novamente a melhor índice da Europa, diz Leo Donovan, CEO da Ireland WEEE. Ele acrescenta que é "incrível" ver 83% do material coletado voltar para a cadeia produtiva.

A Maior Montanha de Lixo no Mundo é na Índia

e deve Ultrapassar o Taj Mahal em 2020

Aterro perto de Nova Délhi já passou de 65 metros de altura e pode superar um dos principais pontos turísticos do país, o Taj Mahal, construído em 1633 e considerado umas das sete maravilhas do mundo moderno. A obra é o principal ponto turístico da Índia e um dos mais altos, com 73 metros de altura.

Mas tudo indica que o monumento será ultrapassado no próximo ano por uma montanha de lixo que não para de crescer nos arredores de Nova Délhi, capital da Índia. O aterro de Ghazipur (que de aterro não tem nada) tem atualmente cerca de 65 metros e não para de receber entre 2.000 e 2.500 toneladas de resíduos todos os dias.

 

A nível de exemplo local, outra, das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor carioca já poderia ter sido inteiramente encoberto pela montanha de lixo, já que a estatua mede 38m de altura x 28 de largura.

 

Chamada de ‘monte Everest’ pelos moradores da região, a montanha de lixo indiana está tão grande que em breve deve receber luzes de sinalização para aviação, como as que ficam nos topos de prédios das grandes cidades.

 

Ao que tudo indica, até o ano que vem, ela deve chegar aos 73 metros de altura e ultrapassar o gigante e icônico mausoléu indiano, e, em 2021, o prédio da FIESP na cidade de São Paulo.

Últimas Notícias sobre Poluição Marinha no Brasil

Materiais de plástico e bitucas de cigarro representam mais de 90% dos resíduos encontrados

no ambiente marinho brasileiro. Os resíduos correspondem a 52,4% e 40,4%, respectivamente, do número de objetos coletados no litoral do município de Santos, em São Paulo.

 

Dados internacionais mostram que, no exterior, os materiais plásticos também são os mais recolhidos em ambientes marinhos (45,5%), seguidos das bitucas e filtros de cigarro (28%).

 

O estudo divulgado recentemente aponta ainda que as áreas de ocupação irregular, os sistemas de drenagem e a orla das praias são as principais fontes de vazamento de lixo para o mar.

 

No Brasil, são 274 municípios costeiros que podem auxiliar na poluição marinha, por meio de lixo descartado inadequadamente em vias públicas, depositados em lixões e até mesmo em áreas de preservação.

 

Fonte: ABRELPE

Governo Federal lança o “Programa Lixão Zero”

O Governo Federal publicou recentemente a Portaria 307/2019 do Ministério do Meio Ambiente, que aprova o Programa Nacional Lixão Zero, com foco no fortalecimento de gestão integrada, coleta seletiva, reciclagem, logística reversa, recuperação energética e disposição ambientalmente adequada dos rejeitos.

 

Desde 2010, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) solicita a União programas sólidos que aportem recursos financeiros e técnicos suficientes e acessíveis a todos os Municípios brasileiros. Para que se cumpra a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a União e os Estados, bem como a iniciativa privada, precisam se tornar protagonistas da implementação da lei.

 

A CNM destaca a iniciativa do governo federal, mas reforça que não participou da construção do plano de ações do programa e aguarda informações do MMA sobre o apoio aos Municípios. No site da pasta, é possível verificar um Plano de Ação, com descrições de várias iniciativas, mas sem informar metas e os custos para a execução, além de uma agenda de atividades, que serão atualizados de acordo com a evolução do programa. É possível também visualizar mapas, gráficos e indicadores relacionados a gestão de resíduos sólidos urbanos e logística reversa.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), implementada pela Lei 12.305/2010, atribuiu obrigações à União, aos Estados, aos Municípios, ao setor empresarial e à própria sociedade. Passados quase nove anos, a legislação obrigou a realização de planos de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, coleta seletiva, compostagem, reciclagem e disposição final em aterros sanitários apenas de rejeitos. Entretanto, nenhum município conseguiu cumprir 100%.

 

Eliminar os lixões ainda é um dos maiores desafios para o poder público. Por esse motivo, a CNM elogia a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente de lançar o Programa Nacional Lixão Zero, que faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana. Segundo o MMA, com foco na população residente nas grandes metrópoles, o documento orienta para políticas públicas urgentes, mais efetivas e eficientes, que integrem condutas nos diferentes níveis de tomadas de decisão.

 

Apesar de constar no plano de ações do Lixão Zero, a CNM não participou da construção do documento e aguarda retorno do Ministério para compreender melhor como os Municípios receberão apoio técnico e financeiro para encerrar os lixões e aterros controlados ainda em 2019, conforme prevê o referido Programa. A preocupação da CNM é com o apoio aos consórcios, que está previsto para 2020, mas, em razão do alto custo dos aterros sanitários, a regionalização deveria ser priorizada de modo a reduzir os custos e maximizar os benefícios.

 

Outra preocupação da CNM é que a Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana não foque apenas nas metrópoles, conforme consta no site do MMA. A demanda por apoio técnico e financeiro deve ser centrada em pequenos Municípios para que o problema dos resíduos sólidos seja de fato resolvido no país. Caso o MMA atue apenas por editais, como definido no plano, a CNM entende que a priorização deve ser feita para atender Municípios que de fato necessitam de apoio.

 

Fonte: Professor Resíduo

Faltam Seis Meses para a realização da Waste Expo Brasil:
Principal e mais significativo evento comercial no país
sobre Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos.

Com pouco mais de 6 meses para a realização, a Waste Expo Brasil registra um grande interesse por parte de novas empresas, nacionais e internacionais, o que já está resultando em uma área de exposição bem maior que a da última edição, com maior diversificação dos equipamentos que serão expostos, mais máquinas e tecnologias que vão estar disponíveis para os visitantes.

 

A retomada da economia, as novas perspectivas do mercado, o crescimento do consumo, e consequentemente, o aumento na geração de resíduos, estão encorajando as empresas investirem na divulgação dos seus serviços e produtos.

Outro fator determinante para o crescimento da Waste Expo Brasil foram as parcerias com associações e entidades de classe atuantes e respeitadas, já que estão levando seus Seminários setoriais para dentro do evento, tornando o evento mais robusto e horizontal.

 

A Waste Expo Brasil 2019 é considerada hoje o evento comercial mais significativo e completo do país dedicado exclusivamente a gestão dos resíduos sólidos, reciclagem, tratamento de sucatas e a geração de energia através dos resíduos.

 

Os visitantes são qualificados e, em sua maioria, são gestores públicos ou privados com poder de decisão. Grandes geradores de resíduos sólidos, operadores e concessionários de limpeza pública e de biomassa, recicladores e processadores de sucata, agências federais e órgãos reguladores, compradores e engenheiros de todo o país visitam a Waste Expo Brasil à procura de novidades, tendências e oportunidades.

 

O conteúdo do Fórum Internacional Waste Expo Brasil é atração à parte. Através de 15 Painéis Temáticos, o Fórum trará informações atualizadas e até mesmo inéditas sobre diferentes assuntos. Este ano, a novidade está por conta da Curadoria de associações de classe de todo o país, e que, juntas, vão oferecer ao público informações exclusivas e preparadas pera serem divulgadas durante o evento.

 

“Indiscutivelmente o melhor lugar hoje para fazer negócios e encontrar pessoas relevantes e conhecidas da indústria”. Podemos encontrar nesta feira o que há de moderno e relacionado a gestão dos resíduos sólidos, de A a Z”. Dr. João Gianesi, Presidente da ABLP - Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública.

Dia Internacional da Reciclagem

RECICLAGEM – Ato ou efeito de se recuperar a parte útil dos dejetos e de reintroduzi-la no ciclo de produção de que eles provêm.

 

Todos os anos produzimos bilhões de toneladas de resíduos com condições de serem transformados, reciclados e reutilizados. Em algum momento haverá escassez de recursos naturais, e por isso, devemos repensar sobre o que jogamos fora como lixo.

 

Reciclar (seja industrial ou doméstico) economiza emissões de CO2 ao mesmo tempo em que protege os valiosos recursos naturais do planeta.

 

O Dia Internacional da Reciclagem foi instituído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura), a ser comemorado no dia 17 de maio. É uma data de reflexão sobre as questões ambientais e sobre o consumismo

 

 

Engenheira Química inventou um novo tipo de plástico que se “desfaz” na água

O volume de resíduo plástico que não é reciclado e descartado de forma inadequada vem aumentando consideravelmente há décadas, e encontrar formas para resolver este problema tornou-se uma questão de prioridade máxima.

 

Cerca de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidos em todo o mundo a cada ano. Todos nós usamos itens de plástico em nossa vida cotidiana e é impossível imaginar a vida sem eles. No entanto, o plástico convencional não é ecologicamente correto e, quando jogado fora, pode permanecer na natureza por décadas e até séculos, representando uma ameaça tanto para os animais, ao meio ambiente e para as pessoas.

 

Segundo especialistas, o tempo médio de biodegradação é de 50 anos para copos plásticos, 200 anos para os canudos e 450 anos para garrafas plásticas.

 

Sharon Barak, engenheira química de Israel, deixou a fábrica de embalagens plásticas onde trabalhava para ajudar o mundo a combater a poluição.

 

Sharon e sua equipe passaram muito tempo misturando vários componentes diferentes, até que finalmente encontraram a fórmula certa. O "falso" plástico que a Sharon inventou consiste em materiais 100% ecológicos que se dissolvem facilmente na água e podem até mesmo ser ingeridos com a água pelo homem.

 

Se uma sacola feita com o material que Sharon inventou for parar acidentalmente no oceano, ela se dissolverá em apenas alguns minutos, não representando ameaça para animais marinhos, ao contrário de um saco plástico comum.

 

 

Brasil fica de fora do acordo mundial para lidar com resíduos plásticos

O Brasil decidiu não fazer parte do acordo internacional para limitar o volume mundial de resíduos plásticos, que, no entanto, foi assinado por outras 187 nações. Assim como Estados Unidos, o Brasil se opôs à iniciativa definida pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) em uma conferência que durou duas semanas sobre produtos perigosos ocorrida recentemente em Genebra (Suíça).

 

Por serem mal administrados, grande parte do lixo plástico vai parar todos os anos nos mares, impactando a biodiversidade marinha. Calcula-se que até 2050 o volume de rejeitos plásticos deverá superar a quantidade de peixes nas águas do mundo. A iniciativa proposta pelas ONU visa a reduzir a partir de 2020 a quantidade de resíduos plásticos difíceis de reciclar enviados para nações mais pobres. Isto significa que os países que exportam produtos em embalagens plásticas precisarão do consentimento dos países importadores quando se trata de lixo plástico contaminado, misto ou não reciclável – o que não acontecia até então.

O Brasil é o 4° maior produtor de plástico no planeta, mas recicla apenas 1,28% deste total, e bem abaixo da média global de reciclagem plástica, de 9%.

 

Segundo comunicado da ONU, a medida deve tornar o comércio global de resíduos plásticos “mais transparente e mais bem regulado” e, ao mesmo tempo, garantir que o processo seja “mais seguro para a saúde humana e para o meio ambiente”.

 

A China era a maior importadora mundial de sucata de plástico até 2018, quando parou de aceitar esse comércio, deixando milhares de toneladas desse resíduo no limbo. Sua postura levou a uma série de leis similares em vários países do sudeste asiático, incluindo Vietnã e Malásia, que foram sobrecarregados com o desperdício após a proibição da China.

O Futuro do Saneamento Básico no Brasil

Caminha em ritmo acelerado no Congresso a Medida Provisória 868, que altera o Marco Legal do Saneamento, conjunto de leis e diretrizes para a implementação do saneamento básico nas cidades do país.

 

Além do governo, empresários e multinacionais que atuam com saneamento são defensores das novas regras e argumentam que o Estado não está dando conta dos investimentos necessários.

 

Uma maior abertura para o capital privado pode, segundo os críticos, acarretar maiores tarifas para a população, já que as empresas privadas não desfrutam dos mesmos privilégios que as públicas na hora de fazer um empréstimo e não têm de atender determinada função social.

 

Como funciona o saneamento hoje no Brasil:

 

A implementação de saneamento básico no país é regida pela Lei 11.445 de 2007. O artigo 2º estabelece que o saneamento é o conjunto de serviços operacionais de abastecimento de água potável:

  1.  Esgotamento sanitário, envolvendo coleta, transporte, tratamento e disposição final no meio ambiente;
  2.  Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
  3.  Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.

 

As responsabilidades do serviço de Saneamento Básico são dos municípios, e estes têm três possibilidades para gerir estas atividades:

 

  1. Administração pública direta, quando o município se encarrega de prestar os serviços de saneamento;
  2. Contratos de programa, instrumento utilizado pelo município para contratar empresas estatais (Sabesp, por exemplo) para realizar o serviço de saneamento;
  3. Licitação para contratação de empresas privadas.

 

Não há dúvida que as privatizações geram melhores serviços, mais ágeis e competentes. A exemplo das rodovias brasileiras já privatizadas, também não existirá questionamento se as tarifas aumentarem dentro de uma razoabilidade, desde que os usuários dos serviços obtenham serviços de qualidade.

 

No entanto, especialistas advertem para a possibilidade de cidades menores não serem devidamente atendidas justamente por não serem economicamente atraentes, e, caberá ao Congresso Nacional incluir dispositivos legais para proteger pequenos municípios.

 

De qualquer forma, é certo haver melhorias à vista.

Projeto START UP Gestão de Resíduos

Waste Expo Brasil abre espaço para empresas emergentes que tem como objetivo desenvolver ou aprimorar modelos de negócios voltados a gestão dos resíduos sólidos, reciclagem e tratamento de lixo.

 

Empresas criadas a partir de janeiro de 2016, ainda em fase de desenvolvimento, têm condições comerciais exclusivas na Waste Expo Brasil para expor seu projeto na principal feira do país destinada aos resíduos sólidos urbanos.

 

Mais informações através do www.wasteexpo.com.br ou info@wasteexpo.com.br

 

 

Coletando Grandes Parcerias

A Waste Expo Brasil segue com a proposta de unir a cadeia produtiva dos diferentes segmentos na gestão dos resíduos sólidos, conectando ao mesmo tempo e no mesmo lugar, os geradores de resíduos sólidos, operadores e concessionários de limpeza pública e de biomassa, recicladores e processadores de sucata, agências federais e órgãos reguladores, administradores públicos, engenheiros e ambientalistas.

 

As entidades de classe têm papel fundamental em nossa iniciativa para conectar as pessoas, já que são através das associações que empresas e empresários se organizam e se capacitam.

A ABLP – Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública, o INESFA - Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço e o SINDINESFA – Sindicato das Empresas de Sucatas de Ferro e Aço, renovaram a parceria com a Waste Expo Brasil e novamente vão estar presentes na Feira e no Fórum Internacional com Painéis Temáticos específicos.

 

A ABLP vem capacitando profissionais com qualidade técnica de excelência por quase meio século, auxiliando empresas do setor e gestores públicos de todo o país identificarem oportunidades e se adequarem a normativas do setor.

 

O INESFA e o SINDINESFA representam e defendem com grandeza e atenção os interesses de empresas que processam sucatas metálicas.

 

Em breve divulgaremos os conteúdos inéditos dos Painéis Temáticos que a ABLP, INESFA e SINDINESFA irão promover.

Lixo Orgânico: Problema ou Parte da Solução?

O Brasil produz anualmente cerca de 37 milhões de toneladas de lixo orgânico com potencial econômico para virar gás combustível, energia e adubo. No entanto, apenas 1% do que é descartado é reaproveitado de alguma maneira.

 

O lixo orgânico que não é tratado vai parar nos aterros sanitários ou nos lixões a céu aberto, gerando durante a sua decomposição o gás metano (CH4) que é altamente inflamável, é nocivo ao ser humano e perigoso ao meio ambiente por atingir diretamente a camada de ozônio.

 

Um dos processos mais tradicionais de recuperação desse material é a compostagem, onde fungos e bactérias transformam o lixo sólido em adubo rico em nutrientes.

 

O presidente da AMLURB, órgão responsável pela gestão dos resíduos em São Paulo, Sr. Edson Tomaz, diz que o plano da cidade é aumentar a capacidade de compostagem, passando dos atuais 5 para 11 pátios de tratamento até o fim de 2019.

 

Iniciativas privadas também estão sendo engajadas para dar uma nova função ao lixo orgânico. Os empresários Leandro Toledano da Homebiogás, Camilo Terranova da Impacto Energia e Eduardo Prates da Eco Circuito se conheceram há pouco tempo por compartilharem o mesmo objetivo empresarial, que é o de comercializar soluções para tratar o resíduo orgânico.

 

Os três empresários seguem exemplos de muitos outros países que há muito tempo usam o lixo orgânico como matéria prima. Atualmente, Toledano, Terranova e Prates importam os equipamentos de compostagem, com tecnologias e aplicações distintas, capazes de transformar o lixo orgânico de uma cozinha industrial em adubo em poucas horas, ou até mesmo gerar gás combustível a partir dos restos de uma refeição de uma pequena família.

Conheça melhor estas 3 tecnologias já disponíveis no Brasil:

 

Eco Circuito: https://www.ecocircuito.com.br

Homebiogás: https://homebiogas.com.br

Impacto Energia: https://www.impactoenergia.com.br

Industria Automobilística Usará Alumínio Reciclado para Fazer Carros Novos

Uma pesquisa conjunta entre o Reino Unido e a Holanda está tentando desenvolver ligas de alumínio de "alta resistência" produzidas a partir de metais 100% reciclados.

 

O Centro Brunel para Tecnologia Avançada de Solidificação no Reino Unido estabeleceu um projeto especial com o objetivo de aumentar o conteúdo de alumínio reciclado no setor automotivo.

 

Os especialistas britânicos uniram forças com a fabricante de produtos de alumínio Constellium, com sede na Holanda. Juntos, a equipe espera encontrar uma maneira de criar "uma nova geração" de ligas de nível automotivo provenientes inteiramente de metais reciclados.

 

As ligas de alumínio são conhecidas por sua incrível baixa densidade e alta resistência à corrosão, observa o professor Zhongyun Fan, que lidera o projeto. Esses benefícios viram a popularidade do alumínio disparar no setor de transportes nos últimos anos.

Ele estima que mais de um bilhão de toneladas de alumínio foram produzidas desde o início dos anos 1900. No entanto, a produção de alumínio consome anualmente 3,5% do fornecimento de eletricidade do mundo, enquanto produz 1% das emissões globais de dióxido de carbono.

 

O professor Fan diz que o projeto STEP (Strain Enhanced Precipitation - Precipitação Aprimorada por Estirpes) desenvolverá ligas com "ultra-alta resistência", o que significa que elas são duas vezes mais fortes que as ligas de alumínio existentes. Além disso, as ligas recicladas terão uma ductilidade significativamente melhorada, bem como alta resistência ao choque e alta condutividade térmica.

 

Em um futuro breve, esperamos andar em veículos não poluentes e fabricados com materiais reciclados!

 

FONTE: Recycling International Magazine

O Brasil receberá a primeira estação de geração de energia através de resíduos indesejáveis.

Lixo e esgoto serão matéria-prima para uma usina de geração de biogás no Paraná, convertendo esses materiais em eletricidade que abastecerá as casas da região.

 

Com a concessão de licença por parte do Instituto Ambiental do Paraná à empresa CS Bioenergia, a usina, quando em plena capacidade de funcionamento, produzirá cerca de 2,8 megawatts de eletricidade, abastecendo duas mil casas paranaenses, ou dez mil pessoas.

 

Para a produção de energia, caminhões serão responsáveis por transportar toneladas de esgoto e lixo bruto para a usina todos os meses, além do biogás, biofertilizante necessário para a conversão.

 

Os detritos serão desviados de estações de tratamento de esgoto e aterros sanitários da região.

 

De acordo com a CS Bioenergia, a estimativa é 1000 m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico dos aterros sejam desviados.

O Brasil põe em prática uma tecnologia bastante utilizada e comum na Europa: a produção de biogás a partir da chamada biodigestão. Por lá, já existem 14 mil dessas usinas. Só a Alemanha abriga 8 mil.

 

O potencial brasileiro para a geração de biogás é enorme. Atualmente, o componente tem uma pequena participação na nossa matriz energética quando comparado às outras fontes de energia.

Os biocombustíveis e biomassa (como o bagaço de cana) são responsáveis por 9% da energia gerada por aqui.

 

FONTE: Professor Resíduo

WASTE EXPO BRASIL 2019

A Feira Waste Expo Brasil reafirma uma vez mais a sua posição e empenho em conectar as empresas e as entidades de classe que trabalham a favor do meio ambiente através da correta gestão dos resíduos sólidos urbanos.

 

A única feira no país focada na completa gestão dos resíduos mudou de lugar para atender as crescentes e promissoras demandas do setor. A Waste Expo Brasil 2019, que já tem a presença confirmada de empresas líderes em seus segmentos, terá uma área de exposição maior, com mais estandes e mais expositores, e acontecerá no Expo Center Norte entre os dias 12 e 14 de novembro.

 

Fabricantes de máquinas, veículos, equipamentos, implementos, integradores e prestadores de serviços especializados vão expor seus catálogos para centenas de visitantes qualificados e focados em encontrar soluções adequadas às suas demandas.

 

Os grandes geradores de resíduos, operadores e concessionários de limpeza pública e de biomassa, recicladores e processadores de sucata, agências federais e órgãos reguladores, administradores públicos municipais, engenheiros e ambientalistas de todo o país já sabem que a Waste Expo Brasil é um evento completo, e com profundo conteúdo técnico de alto nível, disponibilizado através do Fórum Internacional, que acontece em paralelo à Feira.

Traga a sua empresa para a única feira comercial no país com foco na Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos. Mais informações através do info@wasteexpo.com.br ou (11) 2611-0800.

VEJA QUAIS SÃO OS PAÍSES QUE MAIS RECICLAM NO MUNDO

Com 65% dos resíduos sólidos urbanos sendo reciclados, a Alemanha serve de inspiração para muitas outras nações ao redor do globo.

 

Esta informação foi divulgada em um relatório da OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Organization for Economic Co-operation and Development), que revelou os 10 países que mais reciclam no mundo.

 

Com uma inspiradora taxa de reciclagem de 65%, a Alemanha é o país que mais recicla em todo o mundo. A população daquele país conquistou essa posição através de uma sólida e contínua educação pública aplicada ao longo de décadas, que informa a população sobre como identificar e separar os diferentes tipos de resíduo, o que pode servir para compostagem e o que é descarte, de modo que a maior parte do trabalho é feita dentro das residências, pelas famílias. A população também foi obrigada a pagar mais pelo uso elevado das embalagens, encorajando a não geração e a redução no consumo de embalagens.

 

A Coreia do Sul é o segundo maior reciclador de resíduos sólidos urbanos. O país investiu 2% do seu PIB em programas de incentivo à reciclagem. Este investimento, juntamente com incentivos públicos e medidas de fiscalização, levou a Coréia do Sul a atingir uma taxa de 59% de reciclagem e compostagem.

O país tem ainda programas semelhantes aos da Alemanha, onde os geradores de resíduos pagam pelos volumes produzidos. Esta regra incentiva a comunidade local a criar menos resíduos, separar e reciclar mais.

 

A Eslovênia e a Áustria compartilham a terceira posição na lista dos países que mais reciclam no mundo. Ambos os países conseguem reciclar ou compostar 58% dos resíduos sólidos urbanos. Embora a Eslovénia tenha tido uma melhoria mais rápida nos seus programas de reciclagem, auxiliados pelas iniciativas “Zero Waste”, a falta de incineradores no país também ajudou a aumentar as taxas de reciclagem. Na Áustria, o governo local realmente se comprometeu com a meta estipulada anos atrás pela União Europeia de aumentar a reciclagem para 50% até 2020. A Áustria superou esse objetivo estipulando leis internas, como a de reciclar os plásticos das embalagens e ao impor a meta de reciclar ou reutilizar 80% do vidro usado no país.

 

Outros países da lista dos maiores recicladores pertencem à UE e incluem a Bélgica (55%), Suíça (51%), Suécia (50%), Holanda (50%), Luxemburgo (48%), Islândia (45%), Dinamarca (44%) e Reino Unido (43%).

 

Ao converter o que alguns consideram lixo em itens reutilizáveis, a reciclagem ajuda a reduzir a demanda por novos recursos, como madeira e minerais, uso de energia, contaminação do ar e da água. Ao reciclar, a poluição produzida pela fabricação de novos produtos é bastante reduzida. Na verdade, este é um fator crítico no corte das emissões que levam ao efeito estufa e à mudança climática global. Outro benefício é que aumentar a reciclagem e a compostagem também ajuda a criar novos empregos nessas indústrias. No mundo de hoje, onde os recursos naturais estão sendo esgotados em taxas alarmantes, os benefícios da reciclagem e da compostagem não podem ser exagerados. A dedicação desses países é algo que outros governos deveriam aspirar alcançar.

 

FONTE: OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. A OCDE é uma organização econômica intergovernamental com 36 países-membros, criada em 1961 para estimular o progresso econômico e o comércio mundial.

RELATÓRIO DESTACA A INEXPRESSIVA RECICLAGEM

 DE PLÁSTICOS NO BRASIL

Em recente relatório divulgado pelo World Wildlife Fund - WWF, coloca o Brasil como o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia, mas recicla apenas 1,28% do total produzido. Estados Unidos, China e Índia reciclam 34,6%, 21,9% e 5,7% respectivamente.

 

Dentre os maiores produtores de lixo plástico no planeta, o Brasil é o que menos recicla, ficando atrás de países como Yêmen e Síria, e bem abaixo da média mundial que é de 9%.

 

Segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas do material são descartados de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

 

A poluição pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água, já que o material absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza.

 

Os entraves no Brasil para uma taxa mais alta de reciclagem e descarte correto do lixo são muitos e passam por diferentes fatores, como a falta de estrutura para fazer coleta seletiva em larga escala e a questão da educação ambiental de fazer a separação do lixo.

 

Os dados inéditos do estudo realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês), serão apresentados na Assembleia

das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março.

 

Veja os números:

• Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano

• Cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana

• Somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas

• 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular

• 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários

• Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país

 

FONTE: World Wildlife Fund - WWF

GREENPEACE REVELA AS 5 MAIORES "EMPRESAS POLUIDORAS"

Mais de 75% dos 10.000 quilos de lixo coletados durante um projeto de limpeza de três meses do Greenpeace eram de plástico. Quase 65% dos materiais recuperados das margens norte-americanas vieram das marcas Coca-Cola, PepsiCo e Nestlé.

 

Em todo o mundo, 239 missões de limpeza e auditorias do Greenpeace foram realizadas em 42 países nos seis continentes, e ajudaram a ONG criar um detalhado "mapa de resíduos" marinho. Este instantâneo global revela que os invólucros de balas eram o item mais comum encontrado, seguido por garrafas de polietileno, copos de bebida descartáveis, tampas de garrafas e sacolas de compras descartáveis.

 

Os "piores criminosos"

 

Globalmente, as cinco principais "empresas mais poluidoras" foram identificadas; A Coca-Cola Company foi “eleita” a maior poluidora, seguida pela PepsiCo., Nestlé, Danone e Mondelez International. Na América do Norte, as empresas mais poluidoras são a Nestlé, a Tim Hortons (Restaurante), a PepsiCo, a Coca-Cola Company e a McDonald’s.

 

Ainda sobre a América do Norte, o relatório do Greenpeace alerta que os copos para café de plástico, assim como para outras bebidas são o terceiro tipo de plástico encontrado mais comum, com Tim Hortons, McDonald’s e Starbucks sendo os principais responsáveis. A Starbucks ficou em 7º lugar na lista geral dos resíduos encontrados.

 

O que pode ser feito?

 

A Nestlé respondeu ao relatório dizendo que "o verdadeiro problema" é o descarte inadequado do lixo reciclável. A empresa argumenta que

os resultados "demonstram uma necessidade clara e premente para o desenvolvimento de uma infraestrutura adequada para gerenciar os resíduos de forma eficaz em todo o mundo".

 

A marca acrescentou que se esforça para tornar 100% de suas embalagens reutilizáveis ou recicláveis até 2025. A Nestlé diz que também está explorando soluções de embalagem com seus parceiros industriais para reduzir o uso de plástico e desenvolver novas abordagens para eliminar o lixo plástico.

 

Da mesma forma, a PepsiCo comenta que quer que todas as suas embalagens sejam recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025, e também está tentando aumentar as taxas de reciclagem e reduzir as embalagens.

 

FONTE: GREENPEACE

COMO A RAPOSA IRÁ CUIDAR DA GALINHA DOS OVOS DE OURO?

Nós, da Waste Expo Brasil, queremos externar nossa profunda preocupação com o anúncio da união do Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura. Estes dois ministérios que, ao longo da história, estiveram por muitas vezes em lados opostos ao defenderem interesses distintos.

 

Enquanto um trabalhava para diminuir as reservas florestais para que os limites da pecuária e do agronegócio fossem expandidos, o outro, lutava pela conservação de biomas, da fauna e da flora. Enquanto um era a favor da ampliação do uso de agrotóxicos e pesticidas, o outro, corria atrás dos prejuízos ambientais causados por mineradoras, pelas madeireiras clandestinas, pela caça e pesca predatórias.

 

Somos apartidários, e reitero que a Waste Expo Brasil é um evento técnico e comercial que procura difundir práticas sustentáveis para a gestão de resíduos sólidos e para a universalização do saneamento básico, e, portanto, nosso único interesse, é para com o Meio Ambiente do nosso país e do nosso planeta.

 

Em junho, dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente indicavam que a devastação do Cerrado, a savana brasileira, era 60% a mais do que a perda na Amazônia nos últimos sete anos. No total, foram 80 mil km² de terras devastadas, contra 50 mil km² da Amazônia.

 

Os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia respondem por 62% do total perdido, e, é justamente nessa região que o agronegócio brasileiro mais se expande, chegando ser apontada como a nova fronteira do agronegócio brasileiro - dedicada sobretudo à produção de soja, óleo de palma e criação de gado.

 

O desmatamento ocorrido no Brasil tem afetado não só a vida dos animais, mas também a oferta de água doce - o que ajuda a explicar as recorrentes crises hídricas que têm ocorrido, como a que deixou

em risco o abastecimento da região Sudeste nos últimos anos. Isto porque as regiões mais afetadas, onde estão cerrado e Amazônia, são

justamente as que abrigam os principais mananciais da malha hidrográfica brasileira.

 

De acordo com as metas da convenção da Organização das Nações Unidas para a biodiversidade, pelo menos 17% dos ecossistemas de cada país precisariam estar em áreas protegidas para a conservação. O Brasil, país que tem a maior biodiversidade do planeta, está distante desse número. Apenas 8% do cerrado está protegido. No Pantanal, apenas 2% das áreas estão protegidas.

 

É positivo reduzir as estruturas do governo, mas cada caso deve ser analisado dentro de suas especialidades. É desejável que órgãos públicos sejam enxutos, ágeis e menos burocráticos, mas, quando negam a relevância da nossa própria história e a importância do meio ambiente para um futuro melhor, ficamos mais do que apreensivos e inquietos.

 

Lamentável, sobretudo, não atentarem que a raposada não é a guardiã mais adequada para cuidar do galinheiro.

 

 

O Brasil perde R$ 3 bilhões por ano ao deixar de reciclar seu lixo

O valor representa o que poderia ter sido alcançado com cerca de 45 milhões de toneladas de resíduos recicláveis, mas que foram parar em aterros sanitários ou lixões nos últimos 5 anos.

 

A paralisação quase por completo das políticas públicas no setor provocou o aumento da quantidade de lixo enviado para locais inadequados nos últimos anos. A volta dos lixões não apenas gera mais impactos ao ambiente e à saúde da população, como faz com que o Brasil desperdice oportunidades econômicas com o tratamento do lixo.

 

Estimativas do Ministério do Meio Ambiente e do IBGE apontam que nos últimos cinco anos foram enviados 45 milhões de toneladas de materiais recicláveis para locais inadequados, mas que poderiam ter movimentado mais de R$ 3 bilhões por ano.

 

Desde que a Política Nacional de Residuos Sólidos foi implementada e entrou em vigor em agosto de 2014, os índices de reciclagem no país permanecem praticamente os mesmos, ano após ano, apesar, do enorme potencial com o desenvolvimento de novos empregos, geração de riqueza, redução nos gastos com a saúde pública e, claro, com o meio ambiente.

Segundo Marcio Matheus, presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo, a equação econômica não fecha para os municípios e é insustentável porque as prefeituras resistem cobrar algum tipo de tarifa ou taxa do poluidor.

 

De acordo com o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana publicado pelo SELUR, 61,6% dos municípios brasileiros não têm fonte de arrecadação para custear a limpeza pública. Mas entre as cidades que têm alguma remuneração específica para coleta e destinação do lixo, 70% destinam os resíduos sólidos de forma adequada.

 

FONTE: https://sustentabilidade.estadao.com.br

CONFIRA A AGENDA DO FÓRUM WASTE EXPO BRASIL 2018!

O conteúdo do Fórum Internacional Waste Expo Brasil está ainda mais dinâmico, com mais palestras, novos tópicos e com a participação de renomados especialistas do Brasil e do exterior.

 

Durante os três dias de evento, os participantes vão ter a oportunidade de debater e conhecer as últimas novidades, as tendências globais e as soluções mais adequadas para cada uma das regiões no país em diversos segmentos.

 

O Fórum acontece em simultâneo à Feira Waste Expo Brasil, de 21 a 23 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, e foi especialmente preparado para ser um dos mais específicos debates técnicos integralmente focado na Gestão dos Resíduos Sólidos, abordando importantes temas como:

  • Aspectos Financeiros e Técnicos para Implantação e Manutenção de um Plano Municipal de Resíduos Sólidos
  • Potencial e Desafios para os Resíduos Orgânicos
  • As Tendências, Metas, Desafios e Oportunidades da Logística Reversa no Brasil
  • Resíduos Biológicos - Tecnologias e processos para produção de Biogás
  • Desafios atuais para a Gestão da Limpeza Pública e Destino Adequado dos Resíduos Sólidos Urbanos
  • Soluções Inteligentes para o Gerenciamento de Resíduos Plásticos
  • A Geração de Energia através dos Resíduos Sólidos Urbanos
  • Oportunidades e Desafios para a Reciclagem de Resíduos Automotivos
  • O Panorama da Sucata Ferrosa e Não Ferrosa no Brasil e as Perspectivas para o Próximo Ano
  •  

Acesse agora a Agenda do Fórum ATRAVÉS DESTE LINK e realizar o credenciamento – VAGAS LIMITADAS!

 

Obs.: Certificados de Participação serão disponibilizados.

Estudo diz que apenas 54% dos municípios brasileiros têm plano
de resíduos

Levantamento do Ministério do Meio Ambiente aponta que pouco mais da metade dos municípios brasileiros – 54,8% – têm um Plano Integrado de Resíduos Sólidos. De acordo com os dados, a gestão de resíduos sólidos tende a ser maior em municípios mais populosos, variando de 49% em cidades de 5 mil a 10 mil habitantes até 83% em cidades com mais de 500 mil habitantes.

 

Os números mostram que, entre as regiões, os percentuais mais elevados são em municípios do Sul (78,9%), Centro-Oeste (58,5%) e Sudeste (56,6%). Abaixo da média nacional estão as regiões Norte (54,2%) e Nordeste (36,3%).

 

Ainda de acordo com a pesquisa, no recorte estadual, os maiores índices são os do Mato Grosso do Sul (86,1%) e do Paraná (83,1%) e os menores, da Bahia (22,1%) e do Piauí (17,4%). Estados com população elevada, como o Rio de Janeiro (43,5%) e Minas Gerais (43,7%), se mantêm abaixo da média nacional.

 

O panorama constitui um conjunto de informações relevantes para a avaliação e o monitoramento da implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e subsidiará a reformulação das ações do Ministério do Meio Ambiente no sentido de promover a gestão ambientalmente adequada dos resíduos sólidos no país.

A Lei nº 12.305 de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelece que cada município brasileiro precisa elaborar um plano de gestão integrada de resíduos sólidos como condição para acessar recursos da União para projetos na área.

 

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Pesquisas revelam tendência de aumento nas vendas dos
recicladores de papel

O mercado global de reciclagem de papel irá testemunhar um crescimento de 3,4% nos próximos cinco anos, de acordo com um novo relatório da Mart Research.

 

A região da Ásia-Pacífico, notadamente China, Japão e Índia, deverá apresentar a maior taxa de crescimento durante o período 2018-2025. A indústria mundial de reciclagem de papel valerá US$ 55 bilhões até 2025, acima dos US$ 42 bilhões em 2016, apontam analistas de mercado.

 

"A crescente preocupação com a proteção ambiental é o principal fator que impulsiona o crescimento do mercado global de reciclagem de papel usado", afirma o relatório. Além disso, as regulamentações governamentais reduziram o suprimento de matéria-prima para a manufatura, levando ao aumento dos preços do papel virgem e por maior demanda de fibras recuperadas.

Além disso, a urbanização somada as taxas mais altas de alfabetização aumentaram a demanda por produtos como papel de jornal, embalagem e papel para escrita. Outro fator é que os consumidores tendem a preferir embalagens mais sustentáveis. Esse fenômeno é impulsionado por regulamentações destinadas a minimizar o consumo de plástico.

 

FONTE: Kirstin Linnenkoper, Recycling International

 

CONFIRA A AGENDA DO FÓRUM WASTE EXPO BRASIL 2018!

O conteúdo do Fórum Internacional Waste Expo Brasil está extraordinário e será apresentado por renomados especialistas, técnicos, autoridades, ambientalistas e empresários do setor, do Brasil e também do exterior.

Durante os três dias de evento e os nove Painéis Temáticos, o público terá a oportunidade de debater e conhecer as últimas novidades disponíveis para no Brasil, as tendências globais e as soluções mais adequadas para cada uma das regiões no país.

O Fórum acontece em simultâneo à Feira Waste Expo Brasil, de 21 a 23 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, e foi especialmente preparado para ser um dos mais específicos debates técnicos integralmente focado na Gestão dos Resíduos Sólidos, abordando importantes temas como:

  • Aspectos Financeiros e Técnicos para Implantação e Manutenção de um Plano Municipal de Resíduos Sólidos
  • Desafios atuais para a Gestão da Limpeza Pública e Destino Adequado dos Resíduos Sólidos Urbanos
  • Soluções Inteligentes para o Gerenciamento de Resíduos Plásticos
  • As Tendências, Metas, Desafios e Oportunidades da Logística Reversa no Brasil
  • A Geração de Energia através dos Resíduos Sólidos Urbanos
  • Resíduos Biológicos - Tecnologias e processos para produção de Biogás
  • Oportunidades e Desafios para a Reciclagem de Resíduos Automotivos
  • O Panorama da Sucata Ferrosa e Não Ferrosa no Brasil e as Perspectivas para o Próximo Ano
  • Maturidade na Gestão de Resíduos: Comercialização de Sobras, Subprodutos e Resíduos

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Obs.: Certificados de Participação serão disponibilizados.

A ONU afirma que um terço do lixo da América Latina e Caribe acaba em lixões ou em locais inadequados.

Todos os dias, 145 mil toneladas de lixo são descartadas de maneira incorreta — a quantidade equivale ao que é gerado por 27% da população latino-americana e caribenha ou 170 milhões de pessoas. Estes dados foram divulgados recentemente na pesquisa “Perspectiva sobre a Gestão de Resíduos na América Latina e no Caribe” da Secretaria de Meio Ambiente das Nações Unidas.

Segundo a análise do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA, que estimula os países fecharem os lixões, um terço de todos os resíduos urbanos gerados na América Latina e no Caribe ainda acaba em lixões ou no meio ambiente, contaminando o solo, a água, o ar, afetando a saúde das pessoas que moram no seu entorno, gerando gases do efeito estufa e ameaçando a biodiversidade.

As nações da América Latina e Caribe avançaram na coleta de resíduos, que já cobre cerca de 90% da população. Porém, diariamente, cerca de 35 mil toneladas de lixo não são coletados, um problema que afeta especialmente as áreas pobres e comunidades rurais, com impactos na vida de mais de 40 milhões de pessoas.

A região enfrenta ainda o desafio de chegar a uma economia circular: apenas 10% dos resíduos são reaproveitados por meio da reciclagem ou de outras técnicas de recuperação de materiais, segundo o relatório.

A pesquisa da organização mostra que a geração de resíduos na região cresce continuamente e irá aumentar em pelo menos 25% até 2050. Segundo o documento, melhorar a gestão dos resíduos é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), acordado em 2015 por diversos líderes mundiais.

“Uma verdadeira agenda de desenvolvimento sustentável deve incluir a gestão adequada de resíduos. Os benefícios ambientais, sociais e econômicos associados a este setor são substanciais e vão desde a redução de gases de efeito estufa e economia de matérias-primas até a melhoria da matriz energética dos países, criação de empregos e aumento do investimento”, destaca Leo Heileman. diretor regional da ONU Meio Ambiente.

 

O relatório das Nações Unidas também destaca que os resíduos orgânicos representam, em média, 50% do lixo gerado pelos países latino-americanos e caribenhos. A falta de tratamento específico para esses resíduos leva à liberação injustificada de gases do efeito estufa na atmosfera, como o metano, e à produção de chorume. Este problema também diminui a qualidade de materiais recicláveis, e, de forma a contornar esta questão, a ONU Meio Ambiente recomenda promover a separação dos resíduos orgânicos na fonte e incentivar a compostagem.

A pesquisa aponta que cerca de 90% dos resíduos coletados são destinados a locais de descarte, sejam aterros ou lixões, ou seja, não são reaproveitados nem reciclados. A ONU Meio Ambiente pede que a região abandone esse esquema insustentável. A Organização defende que os resíduos sejam tratados como recursos valiosos e não como passivos ambientais. O lixo pode, desta forma, tornar-se matéria-prima secundária ou fonte alternativa de energia para substituir os combustíveis fósseis.

Para orientar governos em suas políticas de gestão, a publicação lembra experiências bem-sucedidas na região, como um programa no México que promove a reciclagem de telefones celulares; a coleta seletiva no município de Alvarado, na Costa Rica; a proibição de sacolas plásticas em Antígua e Barbuda; e o sistema de troca de lixo reciclável por alimentos, desenvolvido em Curitiba, no Brasil, há mais de duas décadas.

FONTE: https://nacoesunidas.org

O estado de São Paulo poderá punir empresas sem plano de logística reversa, associando a logística reversa da empresa ao licenciamento ambiental

Começou a valer em São Paulo as regras que punem empresas instaladas no estado e que não tenham apresentado um plano de destinação do lixo resultantes dos seus produtos, a chamada logística reversa. Entre as penalidades, está o bloqueio da licença ambiental. A medida faz parte do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de 2010, que foi regulamentado por lei estadual de 2015 e por resolução da diretoria da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

A decisão da CETESB de abril deste ano inclui diversos setores, como o de lubrificantes de carros, baterias automotivas, pilhas e baterias portáteis, lâmpadas fluorescentes, pneus, agrotóxicos, tintas imobiliárias, óleos comestíveis, produtos alimentícios, bebidas, produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, produtos de limpeza, produtos eletroeletrônicos de uso domésticos, medicamentos domiciliares.

Inicialmente serão exigidos os Planos Ambientais das empresas com instalações acima de 10 mil metros quadrados, e, a partir de 2019, as empresas que tenham área acima de 1 mil metros quadrados. Este  planejamento será exigido no momento de solicitação ou na renovação

 

da licença ambiental. Até o ano de 2021 todas as empresas do estado deverão se enquadrar a nova determinação da CETESB, que na verdade, está pondo em prática a PNRS, Lei 12.305 de 2010 que entrou em vigor em agosto de 2014.

São Paulo é o primeiro estado no país a estabelecer critérios e normas que associam o plano de logística reversa ao licenciamento ambiental, o que, certamente, deverá servir de parâmetro para outros estados em breve.

 

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br

As empresas que mais produzem lixo plástico no mundo, por GREENPEACE

Um relatório divulgado recentemente pelo Greenpeace mostra que Coca-Cola, PepsiCo e Nestlé são as empresas que mais contribuem para a poluição com plásticos no mundo. Para chegar ao resultado, o grupo ambientalista e o movimento Break Free From Plastic analisaram 187 mil pedaços de plásticos, recolhidos em 239 ações de coleta realizadas em 42 países. O objetivo era ter uma ideia de como grandes corporações contribuem para o problema da poluição.

Os pedaços analisados continham embalagens de milhares de empresas. Segundo o estudo, embalagens das Coca-Cola, Pepsico e Nestlé foram as que apareceram com maior frequência – são responsáveis por 14% do total encontrado. A marca Coca-Cola, maior produtora de refrigerantes do mundo, foi encontrada em pedaços de plásticos em 40 dos 42 países que tiveram coleta realizada. Danone, Mondelez, Procter & Gamble, Unilever, Mars e Colgate também foram citadas no relatório.

No geral, o poliestireno, que não é reciclável na maioria dos locais, era o tipo mais comum de plástico encontrado, seguido pelo PET, material usado em garrafas, recipientes e outras embalagens. “Essas auditorias oferecem uma prova inegável do papel que as corporações desempenham na perpetuação da crise global da poluição por plásticos", disse Von Hernandez, coordenador global da Break Free From Plastic.  O movimento reúne 1,3 mil organizações do mundo que trabalham na coleta, redução e contenção do plástico no mundo.

Nas Américas do Norte e do Sul, as marcas Coca-Cola, PepsiCo e Nestlé foram os principais poluidores identificados, responsáveis por 64 e 70% de toda a poluição de plástico da marca, respectivamente. No Brasil, onde foi realizado uma coleta, as dez marcas encontradas foram: Coca-Cola, PepsiCo, Nestlé, Danone, Mondelez, Univeler, Hershey, Ferrero e Kraft-Heinz.

A Coca-Cola e a Nestlé anunciaram recentemente medidas para mitigar o uso de embalagens de plástico. A Coca se comprometeu a coletar e reciclar uma garrafa ou lata para cada uma que vender até 2030 e a Nestlé disse que quer tornar todas suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025.

 

FONTE: Revista Época

A Volkswagen Caminhões e Ônibus apresentará um “Supercaminhão” durante a Waste Expo Brasil 2018

Um Supercaminhão destinado à coleta de resíduos sólidos urbanos, versão customizada do VW Constellation 17.260 8×2, conhecido como Super Brutus Centopeia, e, desenvolvido em parceria com o Grupo Solví será apresentado aos visitantes da Waste Expo Brasil.

Com nova caixa compactadora de 19 m³ de alta capacid¬¬ade, o novo caminhão permite maior disponibilidade, aumento da carga útil, durabilidade do equipamento e também otimização na operação.

“O veículo tem tudo que há de mais moderno em termos de chassis, suspensão, manutenção, consumo, distribuição de carga, balança embarcada, computador de bordo e outros itens para revolucionar o mercado de coleta”, afirma Luiz Fernando Lopes, gerente de Suprimentos e Equipamentos do Grupo Solví, que também terá um estande garantido na exposição Waste Expo Brasil.

 

A Caterpillar é a marca mais admirada em seu segmento em todo o mundo

Recente pesquisa da Revista norte americana Forbes aponta que a CAT permanece não apenas a líder global em tamanho, escopo e alcance. A Caterpillar foi também eleita a empresa mais admirada nos segmentos em que atua. Já no Brasil, a Caterpillar, que é representada no Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste pela empresa SOTREQ, alcançou o título inédito de única empresa do país a estar entre as cinco melhores empresas para trabalhar por 10 anos consecutivos.

A Caterpillar e a Sotreq vão estar presentes na Waste Expo Brasil, expondo dois equipamentos campeões de venda, o Trator de Esteiras D6T e a Carregadeira de Rodas SEM 618B/QC.

Waste Expo Brasil Recebe o Apoio do Programa das Nações Unidas

para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat)

De forma ímpar e com muita honra, a Waste Expo Brasil entra no Circuito Urbano 2018 do ONU-Habitat Brasil, objetivando ampliar as discussões e promover práticas adequadas e sustentáveis para a correta gestão dos resíduos sólidos durante a Feira e o Fórum.

 

Visando um futuro urbano melhor, todos os anos o ONU-Habitat realiza e apoia diversos eventos ao redor do mundo durante o mês de outubro. A campanha é mundialmente intitulada de “Outubro Urbano” porque se inicia com o Dia Mundial do Habitat, que é celebrado sempre na primeira segunda-feira deste mês. e finaliza com o Dia Mundial das Cidades, no dia 31 de outubro.

Em comemoração a esta data, o Escritório do ONU-Habitat no Brasil promoverá o Circuito Urbano 2018 nos meses de setembro, outubro e novembro. Procurando abordar temas que sejam relevantes para as cidades e aos gestores municipais, a ONU-Habitat elege a cada ano um tema para cada uma dessas datas comemorativas.

 

Neste ano, o tema  do Dia Mundial do Habitat é “Gestão Municipal de Resíduos Sólidos”, e a Waste Expo Brasil foi convidada  para fazer parte deste Circuito por oferecer relevante informação técnica e comercial.

 

Se inscreva através do nosso site – www.wasteexpo.com.br e participe deste grande evento!

Estados Unidos coletou 4 mil toneladas de baterias em 2017

Um total de 4 mil toneladas de baterias foram coletadas para reciclagem no ano passado em todo o país, segundo o principal programa de reciclagem de baterias da América do Norte chamado Call2Recycle.

Segundo a entidade, o estado americano que mais destinou pilhas e baterias para a reciclagem foi o pequeno estado de Vermont, que, embora a sua população represente apenas 0,2% de toda a população dos EUA, a reciclagem superou 880% a mais que o esperado!

 

O presidente da Call2Recycle, Carl Smith, afirma que o intenso envolvimento da população foi graças ao fato deste estado ser o primeiro do país a implementar um plano específico de logistica reversa para este produto, financiado pelos fabricantes.

 

Os maiores riscos são as baterias recarregáveis de íons e de lítio encontradas em muitos dos dispositivos portáteis de hoje, como celulares, laptops, tablets e ferramentas elétricas.

 

Call2Recycle recolhe e recicla baterias há 21 anos e já evitou que aproximadamente 59 milhões de quilos de baterias fossem parar em aterros sanitários.

 

 

Fórum Waste Expo Brasil 2018 terá agenda técnica
diversificada através dos seus nove Painéis temáticos

O Fórum Waste Expo Brasil está reunindo profissionais, técnicos, gestores públicos, renomados professores e empresários de todo o país para discutir e apresentar as novidades e as tendências sobre relevantes temas que envolvam a “Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos”.

 

O Fórum acontecerá no mesmo local da Feira Waste Expo Brasil, bairro da Casa Verde, entre os dias 21 e 23 de novembro, em São Paulo. O Fórum tem vagas limitadas e todos aqueles que participarem vão receber o “Certificado de Participação”.

Os temas dos Painéis Temáticos são:

  • “Aspectos Financeiros e Técnicos para Implantação e Manutenção de um Plano Municipal de Resíduos Sólidos”
  • “Desafios atuais para a Gestão da Limpeza Pública e Destino Adequado dos Resíduos Sólidos Urbanos”
  • “Soluções Inteligentes para a Gerenciamento de Resíduos Plásticos”
  • “As Tendências, Metas, Desafios e Oportunidades da Logística Reversa no Brasil”
  • “A Geração de Energia através dos Resíduos Sólidos Urbanos, Waste-to-Energy”
  • “Resíduos biológicos - Tecnologias e processos para produção de Biogás”
  • “Oportunidades e Desafios para a Reciclagem de Resíduos Automotivos”
  • “O Panorama da Sucata Ferrosa e Não Ferrosa no Brasil e as Perspectivas para o Próximo Ano”
  • “Maturidade na Gestão de Resíduos: Comercialização de Sobras, Subprodutos e Resíduos”

 

As inscrições para o Fórum podem ser feitas diretamente no site do evento – www.wasteexpo.com.br, ou clicando neste LINK.

 

 

Lixões a Céu Aberto, Descaso das Autoridades

e Ignorância da População Persistem

Lixão em Barcarena, na região metropolitana de Belém - Eduardo Anizelli

Cresce o número de municípios brasileiros que fazem uso de lixões a céu aberto, sem qualquer planejamento ou medidas de proteção ao meio ambiente e à saúde pública. Locais insalubres onde restos de alimentos juntam-se com sobras da construção civil e materiais cirúrgicos contaminados, mostrando total desrespeito às Leis Ambientais e a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Um completo descaso por ampla parte das prefeituras, seus gestores e do ministério público, assim como, uma absoluta ignorância de nossa população para com o meio ambiente e as gerações futuras. A baixa oferta dos pontos de coleta seletiva e a total ausência de uma educação ambiental, contribuem negativamente para a falta de conscientização e o descaso dos munícipes.

 

Estudo recente mostra que em um ano a coleta seletiva andou de lado no país. No ano de 2016 cerca de 1.692 cidades nem sequer tinham uma iniciativa para separação e seleção de resíduos, e, em 2017 o número de municípios que possuíam um sistema seletivo de recolhimento de materiais caiu para 1.647.

 

Já a quantidade de resíduos enviada para os lixões ou para áreas inadequadas teve um aumento pelo segundo ano consecutivo. Em 2017 foram enviados para depósitos de lixo sem nenhum tipo de preparo cerca de 12,9 milhões de toneladas de resíduos urbanos, o que representa um aumento de 4,2% em relação ao volume verificado em 2016.

 

A falta de recursos técnicos contribui diretamente para que as prefeituras deixem de cumprir as rígidas leis ambientais e, principalmente, a Lei 12.305 de 2010 que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas, é justamente pela escassez de dinheiro nos caixas municipais que quase 50% dos prefeitos em todo o país fazem uso de lixões, mesmo conscientes que a destinação inadequada do lixo é proibida desde 1981 e, transformada em crime ambiental inafiançável em 1998.

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Waste Expo Brasil cresce 30% e projeta aumento de 50% para 2018

Realizada em São Paulo na última semana, a Waste Expo Brasil, único evento sobre gestão de resíduos sólidos da América Latina, reuniu durante 3 dias, no centro de eventos Pro Magno, muitos gestores públicos, incluindo o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, empresas e entidade ambientais, para debater o presente e especialmente o futuro da gestão de resíduos sólidos no Brasil. O evento encerrou com crescimento de 30% em volume de expositores e com projeção de crescimento de mais de 50% para a edição de 2018.

 

Além de reunir quase 60 expositores locais e internacionais do setor e fornecer um rico conteúdo em seu fórum, o evento ainda foi palco do lançamento do Atlas dos Resíduos Sólidos na América Latina,

realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU PNUMA) e do anúncio da união, para setembro de 2018, da Waste Expo Brasil com a FENASAN, uma das maiores e mais importantes feiras do setor de saneamento do Brasil e do exterior. Além desta poderosa união entre Waste Expo Brasil e FENASAN, os dois eventos firmaram parceria estratégica com a IFAT, o maior evento global em tecnologias ambientais, gestão de resíduos, reciclagem e tratamento de água, que traz a experiência de mais de 50 anos na organização de feiras na Europa.

 

Para Jesus Gomes, diretor executivo da Samba Eventos e da Waste Expo Brasil, “é um orgulho organizar esse evento que cresce a cada ano, e a parceira com IFAT, que trará ganhos imensuráveis e permitirá enriquecer a oferta de soluções e conhecimentos necessários para a mudança do cenário de sustentabilidade ambiental brasileiro”. Para Gomes a qualidade dos visitantes, expositores e palestrantes são o grande diferencial da Waste Expo: “reunimos muita gente de qualidade, engajada de verdade no desenvolvimento do setor e do planeta e isso nos deixa confiantes em continuar crescendo e nos motiva a fazer sempre mais, mesmo diante de todas as crises”, afirma.

Save the Date: A edição de 2018 está programada para os dias 18 a 20 de setembro, no Pavilhão Branco do Expo Center Norte, em São Paulo.

 

Para saber mais sobre a Waste Expo Brasil, acesse:

http://www.wasteexpo.com.br/assets/profile_17_br.pdf

 

Informações para imprensa:

Bruna Carvalho - carvalho.bruna@baruco.com.br

+5511 3539-9901 / 3284-2066 / 98749-6742

 

Ministro do Meio Ambiente do Brasil destaca que a luta para
evitar a mudança do clima é irreversível e universal

O Brasil e quase outras 200 nações avançam nas ações para conter o aquecimento global, que está associado a danos como secas e enchentes mundo afora. A 23ª Conferência do Clima está acontecendo esta semana na cidade de Bonn, na Alemanha, e vai até o dia 17 de novembro com a tarefa de dar novos passos na regulamentação do Acordo de Paris, um esforço mundial para conter o aumento da temperatura média do planeta.

 

O Ministério do Meio Ambiente do Brasil organizará durante a COP 23 diferentes debates, workshops e apresentações ao longo das duas semanas da Conferência, objetivando envolver o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil de vários países para debater temas ligados à mudança climática.

 

A luta para evitar a mudança do clima é irreversível e universal, afirmou o Chefe da delegação brasileira, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

 

O Acordo de Paris foi concluído em 2015 durante a COP 21, e representa um esforço mundial para manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C. Nesse contexto, cada país apresentou sua meta de redução de emissões para fazer sua parte frente ao aquecimento global, e a meta Brasileira apresentada à época é considerada uma das mais ambiciosas, propondo redução de 37% das emissões até 2025 e de 43% até 2030.

 

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, ONU PNUMA, lançará de forma inédita no dia 21 de novembro o Atlas dos Resíduos Sólidos na América Latina durante o Fórum Internacional Waste Expo Brasil 2017.

A publicação Latin America Waste Management Outlook - LAWMO faz parte de uma série de boletins da ONU PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e que objetiva fornecer uma visão geral da Gestão de Resíduos no continente Latino Americano. O LAWMO vem complementar outras publicações que abordam de forma regional as perspectivas de Gerenciamento de Resíduos para Ásia, Ásia Central, Regiões de Montanha, Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e África. Segundo a ONU, as Perspectivas Regionais permitem análises mais profundas e propõem recomendações mais adaptadas a cada região.

 

O Conselho de Administração da ONU PNUMA, através do Centro Internacional de Tecnologia Ambiental da ONU (IETC), vem desenvolvendo desde 2013 estes estudos globais, que procuram relatar sobretudo os desafios, as tendências e as políticas em relação à prevenção, a minimização e o ciclo de vida dos materiais, sempre em consulta com os governos e as partes interessadas, para fornecer orientação e planejamento adequado às políticas nacionais.

 

O Atlas de Resíduos sSlidos na América Latina da ONU PNUMA será divulgado pela primeira vez no dia 21 de novembro no Fórum Internacional Waste Expo Brail, logo após a Sessão Solene de Abertura com a presença do Ministro do Meio Ambiente do Brasil, Sr. José Sarney Filho.

 

O Fórum Internacional é um evento pago e a agenda completa e os valores estão disponíveis no site www.wasteexpo.com.br.

Brasil reciclou 280 mil toneladas de latas de alumínio em 2016 e o Meio Ambiente agradece.

 

 

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) anunciam que o país reciclou 280 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 286,6 mil toneladas disponíveis no mercado em 2016. Com isso, o índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas atingiu 97,7%, mantendo o Brasil entre os líderes mundiais desde 2001.

 

De acordo com o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da ABAL, Mario Fernandez, este é um segmento cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente. “A lata de alumínio para bebidas, cujo consumo chega a 110 unidades por brasileiro, anualmente, responde por quase 50% do volume de sucata de alumínio recuperada no ano”.

 

Em 2016, a coleta de latas de alumínio para bebidas foi responsável por injetar R$ 947 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de renda e de empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis.

 

Para Renault Castro, presidente-executivo da Abralatas, a estabilidade do índice, próximo a 100% nos últimos 10 anos, confirma o sucesso do modelo de reciclagem da lata e aponta um importante diferencial competitivo da embalagem sobre suas concorrentes. “Em tempos de aquecimento global, quando se busca uma economia de baixo carbono, esta é uma grande vantagem”.

Um Relatório elaborado pela Resource Recycling Systems (RRS), consultoria internacional de sustentabilidade, confirmou que a lata de alumínio é a embalagem para bebidas mais reciclada do mundo.

 

O estudo foi realizado a pedido das associações de fabricantes da lata no Estados Unidos (CMI), na Europa (BCME) e no Brasil (Abralatas) e constatou uma taxa de reciclagem global de 69% das latinhas comercializadas, contra 43% do PET e 46% do vidro.

 

O estudo registrou os índices de reciclagem da embalagem em 2015 no Brasil (98%), na Polônia (79%), no Japão (77%), na Itália (72%) e nos Estados Unidos (55%).

 

FONTE: Jornal O NORTÃO, Publicada em 28/10/2017.

Onde foram parar as 1,1 bilhão de garrafas plásticas produzidas pela Coca-Cola no ano passado?

 

3.400 garrafas de plástico por segundo. Este número impressionante foi estimado pela organização Greenpeace sobre a quantidade de PETs fabricadas, em 2016, pela gigante multinacional de refrigerantes Coca-Cola. A empresa divulgou que houve crescimento da produção e com isso, no ano passado, ela despejou no mercado 110 bilhões de garrafas, um aumento de 1 bilhão de unidades, em relação ao ano anterior.

 

Todavia, apenas uma pequena fração destas garrafas é reciclada. Acredita-se que menos de 50% delas teve destinação correta, como centros de reciclagem, e somente 7% foi transformada em novas garrafas.

 

Os números acima fazem parte de uma nova campanha liderada pelo Greenpeace do Reino Unido, que lançou uma petição para pressionar a Coca-Cola a se posicionar de maneira mais sustentável e responsável em relação ao meio ambiente. A iniciativa local, agora se transforma numa ação global.

 

A organização acusa a multinacional de estar sufocando os oceanos com plástico. Como é a maior fabricante de refrigerantes do mundo, a Coca-Cola precisa tomar uma atitude.

 

O impacto das garrafas plásticas

 

Calcula-se que um milhão de garrafas plásticas são vendidas por minuto no planeta, algo em torno de 20 mil compradas a cada segundo.

 

Um levantamento divulgado pelo jornal britânico The Guardian revelou que, apenas em 2016, foram comercializadas 480 bilhões de garrafas feitas com plástico. E se este consumo já não fosse suficientemente alarmante, ele deve crescer mais 20% até 2021, chegando a 583 bilhões de unidades. Os dados são da pesquisa Global Packaging Trends Report da consultoria Euromonitor International.

Especialistas afirmam que o impacto ambiental provocado pelo lixo plástico no planeta, sobretudo nos oceanos, deverá ser pior do que aquele causado pelas mudanças climáticas.

 

O plástico surgiu como uma das grandes invenções da humanidade. Leve, prático e barato, serve como embalagem para tudo. E com isso, sua produção deu saltos gigantescos ao longos das últimas décadas.  Em 1964, foram 15 milhões de toneladas fabricadas. Em 2015, este número pulou para 322 milhões de toneladas.

 

Apesar de grande parte das garrafas serem feitas com polietileno tereftalato (PET), um polímero termoplástico, e perfeitamente passível de reciclagem, a quantidade monstruosa de unidades produzidas por segundo no planeta torna esta tarefa praticamente impossível. Estima-se que menos da metade das garrafas compradas no ano passado foram recicladas. O que sobra desta montanha enorme de lixo plástico vai parar em aterros sanitários ou nos oceanos.

 

FONTE: Portal Conexão Planeta por Suzana Camargo

Fórum Waste Expo Brasil 2017 tem agenda técnica surpreendente

e de alto nível, dizem especialistas.

Os temas abordados durante o Fórum Waste Expo Brasil 2017 são de extrema relevância e de alto nível, afirmam técnicos e especialistas do Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades e da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, a ABRELPE. O Fórum Internacional acontece em simultâneo à feira e contará com técnicos e especialistas renomados, professores, empresários e autoridades que vão debater de forma iterativa com a plateia os seguintes temas:

 

  • Desafios para o Cumprimento da Política Nacional dos Resíduos Sólidos
  • Soluções Inteligentes para a Gestão dos Resíduos Sólidos, Fechamento de Lixões e Recuperação de Áreas Degradadas
  • Aspectos Financeiros e Técnicos para Implantação e Manutenção de um Plano Municipal de Resíduos Sólidos
  • Sensibilização Ambiental para otimizar o Gerenciamento dos Resíduos Sólidos
  • A Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos como Ferramenta de Proteção Climática e Preservação de Recursos
  • Recursos Financeiros e Financiamento para Gestão dos RSU
  • Acordos Setoriais, Avanços na Logística Reversa e Economia Circular como Oportunidade para Melhorar a Gestão de Resíduos

Taxa do lixo vira bandeira de especialistas em meio a piora na gestão de resíduos

 

FONTE: Tulio Kruse, Especial para o Estado em 18 Outubro 2017

 

Em meio ao aumento no número de cidades que usam lixões e aterros inadequados no Brasil, especialistas em sustentabilidade têm defendido a adoção de taxas para a gestão da limpeza pública. Parte do movimento, encampado por líderes de associações setoriais, é baseado em uma pesquisa que aponta como a coleta, a reciclagem e o descarte correto é maior em cidades que adotam arrecadação específica para cuidar do lixo.

 

O resultado aparece na última edição do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), que avalia o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Criado pela consultoria PwC, em parceria com o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado de São Paulo (Selur), o índice aponta que a taxa do lixo está associada a desempenhos melhores em todos os aspectos avaliados. A arrecadação específica também é defendida por entidades como a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe) e de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre).

 

Em primeiro lugar no ranking do ISLU, a cidade de Maringá, no Paraná, passou a cobrar pelo serviço em 2008. Hoje a taxa é incorporada à fatura do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Pouco mais de 43% dos municípios avaliados no ISLU utilizam alguma forma de arrecadação específica para a gestão do lixo. Entre eles, 70% dispõem corretamente os resíduos, em aterros sanitários. Já em lugares onde não há arrecadação específica, a proporção é inversa: 68% utiliza lixões ou aterros controlados, que não têm estrutura adequada para impedir a contaminação do solo – o que é proibido pela PNRS.

A maior parte das cidades opta por incluir a taxa do lixo no boleto do IPTU – 87% das cobranças vêm nesse formato, enquanto só 7% inclui o valor nas contas de luz ou água, e o restante utiliza um boleto específico.

 

A pesquisa mostra, no entanto, que a cobrança associada às contas de luz ou água costumam ter resultados melhores. Nesse caso, os serviços de coleta alcançam 90% da população, a porcentagem de material reciclado é maior e o índice geral é melhor em cidades que adotam outros modelos de arrecadação. Para os pesquisadores, isso ocorre porque o contribuinte dificilmente deixa de pagar contas de água e luz, já que o serviço pode ser cortado rapidamente em caso de inadimplência.

 

A regionalização da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos é boa alternativa para acabar com lixões

 

Como a limpeza pública é o serviço que mais pesa no orçamento municipal, ficando atrás apenas do custo com a folha de pagamento, é necessário que o poder público adote medidas que contemplem a sustentabilidade e a prestação contínua deste serviço essencial, como, por exemplo, criação de receita vinculada e sistemas de arrecadação.

 

Uma das alternativas na área de limpeza pública é a sistematização de contratos de adesão para a regionalização do serviço de disposição de rejeitos domésticos, com a participação da União e dos Estados.

 

A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes - ABETRE, Dr. Carlos Fernandes. Segundo ele, trata-se, na prática, da criação de consórcios municipais para a regionalização dos serviços públicos de tratamento e coleta de resíduos.

 

A proposta da ABETRE prevê que os estados e a União assumam parte da competência na gestão de resíduos dos municípios onde não há viabilidade financeira para manter a operação de forma individualizada, sobretudo as cidades de pequeno porte.

 

“Um aterro que recebe até 300 toneladas de resíduos ao dia, torna a operação praticamente inviável do ponto de vista econômico, já que o custo seria proibitivo”, aponta Fernandes.

 

Na prática, tratar os resíduos de forma correta e individual só é viável

financeiramente para municípios com mais de 300 mil habitantes, que compõem hoje apenas 20% do total de cidades brasileiras. Por isso, estados e União devem induzir via incentivos a adesão dos municípios em programas regionais de gestão de resíduos.

 

Diversos municípios do País já adotam o modelo de destinação regional de resíduos, como, por exemplo, o Rio Grande do Sul, a Grande São Paulo e a região de Campinas.

A ABETRE é importante parceira da a Waste Expo Brasil 2017, e o Dr. Carlos Fernandes falará no Fórum Internacional sobre “A Importância dos Consórcios Intermunicipais e a Construção de Aterros Sanitários Regionais”.

Hong Kong está no limite da capacidade de armazenar lixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hong Kong está se aproximando de um grave ponto de ruptura. O crescente centro urbano está quase sem espaço para armazenar as 15 mil toneladas de lixo que produz todos os dias.

 

Com uma população de quase 7,4 milhões de pessoas espremidas em um espaço de pouco mais de 1.106 quilômetros quadrados, Hong Kong se qualifica como o quarto território mais densamente povoado do mundo. Essa densidade extrema significa que Hong Kong tem pouca terra para sua alta produção de resíduos e está ficando sem aterros em uma taxa alarmante.

Atualmente, Hong Kong tem três “aterros estratégicos” ativos, mas um total de 13 outros locais de lixo já foram preenchidos até a sua  capacidade e agora estão fechados, tendo sido selados e transformados em lugares como campos de golfe e parques de recreação.

 

Quanto às três instalações restantes, elas podem estar com os dias contados. Em 2013, estimava-se que esses aterros estratégicos terão a capacidade atingida até 2019, o que significa que Hong Kong terá que recorrer a meios alternativos para se livrar de seu lixo.

 

“Estamos ficando sem espaço e, em algumas áreas, as pessoas se aproximam cada vez mais dos aterros”, disse a subsecretária de meio ambiente de Hong Kong, Christine Loh.

 

Parte do problema é a capacidade de reciclagem de Hong Kong. Apesar dos esforços para reforçar a reciclagem, uma falta histórica de plantas de reciclagem em grande escala significa que os materiais destinados à reutilização são processados em outros lugares: em países como a Malásia e a Tailândia.

 

Alguns planos para contornar, mesmo que parcialmente e temporariamente o problema, incluem a construção de uma usina de processamento de alimentos para reciclar alimentos descartados, um incinerador de lixo de 10 bilhões de dólares, que poderia estar funcionando até 2025, com a capacidade de queimar até 30% da produção de lixo de Hong Kong, e o incentivo a não geração e a reciclagem.

Imagem da Semana

 

O fotógrafo Californiano especializado em capturar imagens da natureza foi indicado ao prêmio de melhor foto na categoria “vida selvagem” deste ano, mas desejou em sua rede social que esta foto “nunca existisse”. Justin Hofman tirou a foto enquanto mergulhava perto da Ilha de Subawa, na Indonésia.

 

Mais de 8 milhões de toneladas de plástico acabam no oceano a cada ano e, de acordo com as Organização das Nações Unidas, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes até 2050.

 

 

 

FONTE: National Geographic

Foto: Justin Hofman

 

 

Novidade

 

O Secretário de Estado do Meio Ambiente de Portugal, Dr. Eng. Carlos Martins, uma das mais representativas e importantes autoridades daquele país confirmou presença na Waste Expo Brasil 2017!

 

O Dr. Carlos Martins virá ao Brasil e representará o Governo Português na solenidade de abertura da Feira e do Fórum Waste Expo Brasil às 13h00 do dia 21 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno , em São Paulo, ao lado do seu colega brasileiro, o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e das demais autoridades já confirmadas.

 

O Secretário de Estado do Ambiente Português falará ainda sobre o “Modelo Organizacional de Energias Renováveis e para o Meio Ambiente Português” em sua palestra no Fórum Internacional Waste Expo Brasil, que acontece em simultâneo à Feira.

O que acontecerá após a temporada de furacões?

 

Em sendo tão poderosos como são, não é surpreendente que os furacões após chegarem à terra firme causem todos os tipos de dano e destruição. E quando vão embora encontraremos um enorme rastro de devastação que, normalmente, exige uma completa reconstrução. Após o furacão, milhares de toneladas de todos os tipos de produtos precisam ser substituídos, arrumados e reciclados.

 

O furacão "Harvey", que devastou as principais cidades do Estado do Texas no final de agosto, já teve um grande impacto sobre os recicladores devido à substancial sucata gerada pelas

 

famílias, empresas e marinhas afetadas. Não mencionando os resíduos orgânicos que aumentaram razoavelmente à medida que centenas de árvores foram desarraigadas através da rota de Harvey.

 

Logo após Harvey, o furacão "Irma" que atingiu a costa oeste da Flórida no último domingo foi intitulado "um furacão com intensidade e extensão sem precedentes sobre o Atlântico" pelo USA Weather Office, deixado por trás de milhares de barcos esmagados, veículos inundados, casas, edifícios, pontes, móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos que precisarão ser derrubados e destruídos, gerando uma enorme quantidade de sucata.

 

Outra questão relevante é a reconstrução do trabalho de grandes volumes de metal, concreto e outros bens de construção, comumente transportados por navios de carga. No entanto, o fornecimento de todos os tipos de materiais está sofrendo um grande desafio logístico no Texas e na Flórida, especialmente porque os navios precisam permanecer em segurança e porque os três principais portos de carga no Texas foram afetados, bem como o Porto de Tampa Bay, o maior porto de frete do estado da Flórida, sofreu danos.

 

No entanto, o furacão "José" ainda está para vir e mostrar a sua força, e depois de José, onze outros furacões devem aparecer antes da temporada terminar.

 

Atrás de toda a tragédia e sofrimento em milhões, a reciclagem, pelo menos, acelerará um pouco o tratamento adequado para a sucata e a reconstrução.

A Geração de Lixo caiu no Brasil

 

A geração de lixo no Brasil reduziu 2,04% em 2016 na comparação com 2015, segundo o Panorama do Resíduos Sólidos, divulgado no último dia 31 de agosto pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais - ABRELPE. Ano passado foram gerados 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos, contra 79,89 milhões em 2015.

 

A redução na geração dos resíduos infelizmente nada tem a ver com a conscientização ambiental da população, mas à crise econômica que o país enfrentou, afetando diretamente o poder de consumo dos Brasileiros.

 

Um dos poucos índices que não caíram e permaneceram estáveis foi o da coleta seletiva, quando em 2015 estava presente em 69,3% dos municípios, e 2016 passou a estar presente em 69,6% dos municípios.

Um dos poucos índices que não caíram e permaneceram estáveis foi o da coleta seletiva, quando em 2015 estava presente em 69,3% dos municípios, e 2016 passou a estar presente em 69,6% dos municípios.

A contaminação  de micro-plásticos na água de torneiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A contaminação através de micro-plásticos foi encontrada na água de torneiras em países de todo o mundo, levando os cientistas a pesquisas urgentes sobre as implicações para a saúde deste tipo de contaminação.

Amostras de água de torneira de mais de uma dúzia de países foram analisadas por cientistas que compartilharam as descobertas com o jornal Britânico "The Guardian", em 6 de setembro último. No geral, 83% das amostras foram contaminadas com fibras plásticas.

 

Os EUA tiveram a maior taxa de contaminação em suas amostras com assustadores 94%, em edifícios que incluem o Congresso Nacional, a sede da Agência de Proteção Ambiental dos EUA e Trump Tower em Nova York. Líbano e Índia tiveram as taxas mais próximas.

 

As nações europeias, incluindo o Reino Unido, a Alemanha e a França, tiveram a menor taxa de contaminação, mas mesmo assim, com índices de 72%. O número médio de fibras encontradas em cada amostra de 500 ml variou de 4,8 nos EUA para 1,9 na Europa.

Estas análises indicam uma abundante quantidade de contaminação micro plástica no meio ambiente como um todo. Trabalhos anteriores focavam a poluição plástica nos oceanos, o que nos sugere o consumo de micro plásticos através de frutos do mar e peixes contaminados.

 

A escala de contaminação por micro plástico está apenas começando a se tornar clara, quando estudos recentes na Alemanha encontraram fragmentos de fibras de plástico em todas as 24 marcas de cerveja analisadas, bem como em marcas de mel e açúcar.

 

Como os microplasticos acabam por beber água é por enquanto um mistério, mas a atmosfera é uma fonte óbvia, com fibras derramadas pelo desgaste e roupa todos os dias de roupas e tapetes. Os secadores de roupa são outra fonte potencial, com quase 80% dos domicílios dos EUA com secadores que costumam respirar ao ar livre.

 

As fibras plásticas também podem ser lavadas em sistemas de água, com um estudo recente descobrindo que cada ciclo de uma máquina de lavar roupa poderia liberar 700 mil fibras no meio ambiente. As chuvas também podem varrer a poluição microplástica, o que poderia explicar por que os poços domésticos utilizados na Indonésia estavam contaminados.

 

Quase 300 milhões de toneladas de plástico são produzidos a cada ano e, e apenas 20% são reciclados ou incinerados, o que significa que quase tudo acabam com o ar, terra e mar. Um relatório em julho deste ano descobriu que 8,3 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas desde a década de 1950, portanto, é completamente aterrador aprender o volume de plástico não tratado nos últimos 67 anos.

 

Os cientistas dizem que as análises da água da torneira levantam uma bandeira vermelha, mas são necessárias mais investigações para encontrar as fontes de contaminação e avaliar os possíveis impactos na saúde.

 

Não há dúvidas de que os plásticos são muito úteis, mas o gerenciamento de descarte deve ser drasticamente melhorado.

Estre Ambiental se funde a grupo americano e terá ações na Nasdaq

 

A americana Boulevard Acquisition Corporation e a brasileira Estre Ambiental, maior empresa de gestão de resíduos no Brasil e América Latina, anunciaram no último dia 17 de agosto a associação entre as duas empresas, que resultará na abertura

de capital da Estre Ambiental na Nasdaq, prevendo uma captação inicial de aproximadamente US$ 1,1 bilhão.

 

De acordo com o comunicado, a operação pressupõe um múltiplo de 7,7 vezes o resultado operacional (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - Ebitda) ajustado estimado para 2018

 

A Estre atende mais de 31 milhões de pessoas diariamente, em sete estados brasileiros, onde cerca de 50% da população brasileira está concentrada. A empresa, que deve gerar uma receita de US$ 466 milhões e Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 132 milhões em 2017, é especializada na coleta, tratamento e disposição final de resíduos não perigosos e perigosos para clientes municipais, industriais e comerciais.

 

Suas operações concentradas em 13 aterros sanitários destinam adequadamente seis milhões de toneladas de resíduos por ano. A empresa também deve adicionar cinco novos aterros às suas operações nos próximos anos. Conta também com duas instalações de geração de energia através do biogás, com capacidade instalada de cerca de 14 MW e potencial de geração de 80 MW, além de três instalações de tratamento de resíduos perigosos e resíduos de serviços de saúde.

 

FONTE: Ivo Ribeiro / Valor

Embalagens Plásticas

 

A Fundação Oceano Azul de Lisboa, lançou neste último mês a campanha “O que não acaba no lixo acaba no mar", e ressaltou que o plástico é o maior vilão da poluição marinha, chegando a compor até 80% de todo o lixo nos oceanos. Ainda segundo a Fundação Portuguesa, milhões de toneladas de plástico chegam no mar todos os anos, impactando os ecossistemas marinhos, matando peixes e mamíferos aquáticos.

 

Os números mais recentes da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) apontam que um milhão de aves e 100 mil mamíferos marinhos morrem anualmente devido a contaminação por plástico.

 

Já os dados das principais indústrias de embalagens plásticas mostram que a produção deste tipo de recipiente, apenas entre os anos de 2014 e 2017, representa a mesma quantidade de embalagens plásticas produzidas desde que o plástico foi inventado até o ano de 2014, ou seja, há cerca de 100 anos.

 

Outro dado alarmante para todo o meio ambiente aponta que algo entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anualmente. Apenas no Brasil, cerca de 1,5 milhão de sacolinhas de plástico são distribuídas por hora.

 

O consumo excessivo de sacolas plásticas tem um alto custo ambiental já desde a sua produção, quando são consumidos petróleo, gás natural, água e energia, e depois de usadas, ao descarta-las de maneira incorreta, aumentando a poluição e ajudando a entupir bueiros que escoam as águas das chuvas ou indo parar nas matas e oceanos, sendo ingeridas por animais que morrem sufocados ou presos nelas.

 

As sacolas plásticas são motivo de enorme debate internacional. Seu consumo exagerado tem causado situações assustadoras. Na África do Sul, por exemplo, há tantas espalhadas pelas cidades, matas e rodovias que passaram a ser chamadas de "flor nacional", tamanha a quantidade vista em gramados, jardins e florestas. Na Índia, centenas de vacas morrem todos os anos ao ingerirem sacos plásticos. Milhares de tartarugas confundem as sacolas plásticas que chegam aos oceanos com águas-vivas, sua fonte básica de alimento, e

morrem sufocadas. Já os norte-americanos jogam fora pelo menos 100 bilhões de sacolas plásticas por ano, o que significa o desperdício de 12 milhões de galões de petróleo.

 

Porém, bons exemplos também podem ser encontrados em países como a Irlanda, onde foi instituída a cobrança pelas sacolas plásticas em 2002. Desde então, o consumo de sacolas plásticas caiu em 97%. Na China, a distribuição gratuita de sacolas plásticas foi proibida a partir de 2008: eram 3 bilhões de sacolas consumidas por dia! Na Austrália, os varejistas assinaram o programa do governo para banir as sacolas plásticas e já houve queda de 90% no consumo. Em 2007, os comerciantes de São Francisco, na Califórnia, foram obrigados por lei a banir as sacolas plásticas comuns.

 

A solução ambiental para as sacolas e outras embalagens plásticas envolve, necessariamente, a mudança de hábitos, uso consciente, reutilização, correto descarte e, antes de tudo, a redução drástica de seu consumo. Só diminuiremos os impactos ambientais das embalagens plásticas quando diminuirmos sua presença em nosso dia a dia e na natureza. Esta redução será facilitada quando alternativas para o descarte de lixo surgirem, especialmente a instituição da coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e da compostagem, que permitirá a correta destinação dos materiais recicláveis e dos resíduos orgânicos.

 

Na Feira e no Fórum Waste Expo Brasil 2017, que acontece entre 21 e 23 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno em São Paulo, você poderá conhecer novas tecnologias e serviços para aproveitar as embalagens plástica pós consumo.

Contagem Regressiva

 

Há pouco mais de 3 meses para o seu início, a Waste Expo Brasil consagra-se como o único evento em todo o país totalmente dedicado à gestão integrada dos resíduos sólidos, ao tratamento de sucatas, a reciclagem, a compostagem, a limpeza pública urbana e a recuperação energética através dos resíduos.

 

As mais representativas empresas globais e do Brasil vão expor máquinas, equipamentos, veículos, tecnologias e serviços essenciais para toda a cadeia dos resíduos sólidos, que vai desde a coleta, passando pelo transporte, separação, tratamento, reciclagem, compactação, até o destino final

adequado, seja em um aterro sanitário controlado ou em uma planta de recuperação energética (W-t-E), o que, auxilia o país resolver dois grandes problemas; o correto descarte do lixo e a diversificação da matriz energética.

 

A Waste Expo Brasil 2017 acontece de 21 a 23 de novembro em São Paulo e traz uma ampla, variada e atualizada agenda técnica que será apresentada durante a feira e no Fórum Internacional Waste Expo Brasil. Especialistas, professores, técnicos e autoridades nacionais e de outros países irão apresentar e discutir temas relevantes para nossa sociedade, nosso meio ambiente e o futuro sustentável de nossas empresas e casas.

Focados nos Gestores Públicos Municipais

 

Com o auxílio do Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica Federal, do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, do Banco Desenvolve SP e do Sebrae Nacional, assim como, os importantes apoios do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, da ANAMMA –

 Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente e da FNP – Frente Nacional dos Prefeitos, o Fórum Internacional Waste Expo Brasil 2017 trará administradores públicos de todas as regiões do país, para que tenham a oportunidade de conhecer o que há de mais avançado nestes temas para os seus municípios, ao mesmo tempo em que poderão trocar informações com renomados técnicos e especialistas, e ainda, consultar a forma mais adequada de financiamento para os seus projetos.

Novidades

 

A Informação é uma das chaves para garantirmos o sucesso, e o acesso a essa informação estará disponível durante a Waste Expo Brasil! Este ano três importantes associações nacionais e representativas em seus segmentos vão administrar seus próprios congressos dentro da Waste Expo Brasil 2017.

 

  • Dia 21 de novembro, das 9h30 às 12h30, a ABRELPE – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais organiza a “Oficina ABRELPE de Soluções: a Economia Circular na Prática da Gestão de Resíduos Sólidos”. A ABRELPE é a principal e a mais antiga entidade do setor no país. Através dos seus associados, representa cerca de 70% de toda coleta, transporte, tratamento e destino final dos resíduos sólidos no Brasil. Anualmente publica o “Panorama dos Resíduos Sólidos do Brasil”, que há anos é a mais importante fonte de informação sobre o setor.

 

 

 

 

  • Dia 22 de novembro, das 8h00 às 12h00, o GAIA – Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem vai organizar um seminário dedicado a capacitação e ao treinamento profissional, técnico e financeiro para cooperativas de catadores, recicladores e centrais de triagens mecanizadas. A GAIA é uma entidade sem fins lucrativos, baseada no município de Campinas e atuante em todo o país. Através da GAIA centenas de cooperativas de catadores conseguiram se organizar, aperfeiçoar seus trabalhos, modernizar suas instalações e capacitar os cooperados.

 

  • Dia 23 de novembro, das 8h00 às 12h00, a ANAP – Associação Nacional dos Aparistas de Papel vai organizar um workshop especifico para um dos segmentos mais importantes em toda a cadeia dos resíduos, que são as aparas de papel. A ANAP abrirá espaço para uma ampla reflexão sobre como se desenvolve o processo de reciclagem de papel e papelão em suas diversas etapas, analisando o mercado e realizando a perspectiva do setor para os próximos anos.

 

Anote na sua agenda e programe-se para visitar o melhor e o mais completo evento de toda a cadeia de resíduos sólidos no país!

Conheça nossos expositores!

 

A Doppstadt é um dos principais fabricantes mundiais de máquinas para processamento de todos os tipos de biocombustíveis, resíduos e materiais para reciclagem, contribuindo para a preservação do meio ambiente através dos seus equipamentos comercializados em mais de 40 países.

CLIQUE AQUI para ver os produtos Doppstadt  que vão estar demonstração na Waste Expo Brasil 2017

Boa Notícia!

 

O SINDINESFA - Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa do Estado de São Paulo, e o INESFA - Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço, renovam a importante parceria com a Waste Expo Brasil, e vão estar presentes com seu habitual e convidativo estande para receber associados, convidados e representantes do comércio atacadista de resíduos e sucatas metálicas.

fonte:  https://vimeo.com/103801887

O paraíso da reciclagem ainda não é aqui:

 

A União Europeia recentemente determinou que todos os seus países membros reciclem 50% de todo o lixo produzido até 2020, aumentando gradativamente a quantidade até 65% em 2030. Embora esta meta pareça utópica para a grande maioria das pessoas e para os governantes de muitos países, os Suecos já conseguem reciclar e reaproveitar quase todo o lixo que produzem.

Na Suécia a reciclagem é feita de forma tão eficiente, que desde 2011 o país se tornou líder mundial em tratamento de resíduos sólidos e na recuperação energética, destinando menos de 1% do lixo gerado para os aterros sanitários. O restante, cerca de 4,4 milhões de toneladas anuais de resíduos é dividido igualmente, sendo uma parte destinada para a reciclagem para que retorne a cadeia produtiva, e a outra parte é enviada como matéria prima para geração de energia (Waste to Energy ou W-t-E).

A geração de energia através dos resíduos na Suécia é levada muito a sério e feita através de incineração em 32 usinas

espalhadas pelo país, que produzem energia e aquecimento para residências, comércio e indústria.

Hoje, algumas destas plantas de tratamento de resíduos e geração de energia têm capacidade ociosa, e, portanto, o governo as autorizou que importassem lixo de outros países Europeus, como Reino Unido, Irlanda, Itália e Noruega. Neste contexto ganham os países exportadores que não têm como dar o tratamento adequado ao seu resíduo e o enxerga como um problema; e ganha a Suécia, que vê no resíduo uma importante matéria prima, produz mais energia limpa e poupa seus recursos naturais.

O tratamento de resíduos e sua história de sucesso na Suécia não é recente. A primeira planta de incineração foi inaugurada em 1904, e, em 1940 a construção de mais plantas permitiram que o gás gerado através da queima aquecesse as residências e gerasse energia para a indústria. A partir de 1970 e com uma maior quantidade de usinas térmicas, o país se tornou autossuficiente em energia e deixou de depender de combustíveis fosseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural.

No contra-ponto da Suécia, o Brasil ainda destina cerca de 58% dos seus residuos para aterros sanitários, 39% para aterros minimamente controlados, ou pior, para lixões a céu aberto. Ou seja, apenas 3% dos quase 80 milhões de toneladas de resíduos gerados anualmente no Brasil são reciclados, e o sistema de incineração de lixo ainda não é utilizado para gerar eletricidade em larga escala.

Portanto, o Brasil da sustentabilidade, da tecnologia verde e da geração de energia limpa tem um longo e trabalhoso caminho a percorrer.

O que, se por um lado é bastante desafiador, por outro lado, é encorajador para aqueles que acreditam no potencial, na geração de riqueza e no crescimento deste país.

 

Abraços à todos,

Jesus Gomes

Ministro Bruno Araújo

Ministério das Cidades confirma apoio a Waste Expo Brasil

 

O Ministério das Cidades através do Ministro Bruno Araújo reforça a importância da Waste Expo Brasil ao confirmar o apoio do ministério ao principal evento comercial e com amplo conteúdo técnico dedicado a Geração de Energia Limpa, ao Tratamento dos Resíduos e a Limpeza Pública.

 

O Ministro Bruno Araújo ressaltou no último dia 8 de Março a importância e a qualidade do evento ao confirmar seu apoio e a participação do Ministério das Cidades na Waste Expo Brasil 2017. Segundo o Ministro Bruno Araújo, um conteúdo técnico bem organizado como o do Fórum Internacional é muito importante para a capacitação de gestores e autoridades municipais de todo o país, assim como a apresentação de tecnologias, equipamentos e máquinas de vários países é fundamental para que técnicos e especialistas tenham acesso ao que existe de moderno atualmente.

Abertura da Waste Expo Brasil 2016

Waste Expo Brasil 2017 acontece de 21 a 23 de novembro no Centro de Eventos Pro Magno em São Paulo das 13h00 às 20h00.

 

A Waste Expo Brasil é um evento de caráter comercial, e com amplo conteúdo técnico, a Waste Expo Brasil tratará especificamente sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, a Limpeza Urbana e a Recuperação Energética através dos Resíduos. Já contamos com o apoio do Governo Federal do Brasil, através do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério das Cidades e do BNDES, através das Ilustres figuras do Sr. Ministro José Sarney Filho, do Sr. Ministro Bruno Araújo e da Sra. Presidente Maria Silvia Marques, já confirmados para a abertura oficial.