Contagem Regressiva na Europa para Acabar com Canudos,
Copos e Hastes de Cotonetes de Plástico

Os europeus estão se despedindo da cultura descartável de forma lenta, porém efetiva, adotando medidas para atender às diretrizes da UE sobre a proibição de plásticos descartáveis.

Em uma primeira etapa exigida pelos Países-Membros da UE, talheres, pratos, palitos de mexer, porta-balões, palhas e cotonetes, bem como copos e caixas de poliestireno, não estarão mais em circulação até 3 de julho de 2021. A partir de 2029, é uma meta de coleta de 90% para garrafas de plástico e essas garrafas deverão conter pelo menos 25% de conteúdo reciclado até 2025.

 

Políticas sustentáveis também se estendem aos fabricantes de tabaco, que devem cortar o plástico em seus filtros de cigarro e aos fabricantes de equipamentos de pesca, que terão que pagar pelo custo da recuperação de materiais perdidos no mar, como as redes de pesca, frequentemente encontradas nos oceanos.

 

Os alemães reivindicam um papel de liderança em dar um bom exemplo e levar a proibição a sério. Por outro lado, o Reino Unido adiou a data em que proíbe o uso de plásticos de uso único, inicialmente estipulado para abril de 2021 naquele país, foi adiado por seis meses devido ao surto de Corona vírus.

 

Ironicamente, muitos consumidores estão recorrendo a talheres e louças de plástico de uso único como uma alternativa 'mais segura' durante a pandemia global. No entanto, já é comprovado que as louças reutilizáveis são seguras se lavadas adequadamente; portanto, a segurança pessoal e a segurança ambiental podem andar de mãos dadas.

 

Setor de Resíduos Sólidos Pode se Beneficiar

com o Novo Marco Legal do Saneamento

Empresários do setor acreditam em crescimento de 50% desse mercado

 

Com a sanção do novo marco legal do saneamento, os municípios brasileiros serão obrigados a implementar uma forma de arrecadação específica para custear os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos. Caso contrário, a gestão municipal ficará impossibilitada de receber recursos federais complementares para esta atividade.

 

Esta é uma regra que já existia desde a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010, mas nunca foi posta em prática. Agora, empresários do setor estão confiantes com a mudança da legislação e estimam que ela pode significar um crescimento de 50% neste mercado em dois anos, ao mesmo tempo em que deve trazer impactos ambientais positivos como diminuição da quantidade de lixo gerado e aumento da reciclagem.

 

Para o SELUR - Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana, o crescimento do mercado ocorre porque, com o novo marco, as prefeituras poderão delegar o serviço por meio de concessão, com empresas públicas e privadas competindo em pé de igualdade em processos licitatórios. No modelo atual, as prefeituras prestam os serviços diretamente ou então os delegam por meio de contratos de programa. “A mudança fará com que municípios próximos se unam a fim de formular uma solução regionalizada para a gestão de resíduos, dando maior viabilidade financeira ao negócio”, diz Marcio Matheus, presidente da entidade. Segundo ele, os recursos virão de uma fonte específica, como uma taxa ou tarifa cobrada diretamente da população, assim como serviços de água, luz e gás, colocando em prática o princípio do poluidor-pagador, recomendado pela OCDE, e desvinculando a atividade do orçamento geral do município.

 

Essa medida também contribuirá para que haja o fim dos mais de três mil lixões espalhados pelo Brasil. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (ABETRE), a destinação irregular de resíduos pode ser solucionada com a construção de cerca de 500 aterros sanitários regionais, que atenderiam blocos de cidades, a um investimento de R$ 2,6 bilhões para as cidades que ainda não possuem aterros (pouco mais de R$ 60 per capita).

 

FONTE: Infraroi

Magazine Luiza Deverá Operar 214 Lojas apenas com energia solar

A rede Magazine Luiza fechou contrato de aluguel para o fornecimento e a expectativa é que a energia seja entregue a partir do próximo ano.

 

O Magazine Luiza fechou acordo com a GreenYellow para o fornecimento de energia solar para 214 das suas mais de 1.100 lojas. O contrato, que funciona no modelo de aluguel, prevê a entrega de 9307,1 MWh por ano. O acordo foi firmado ainda no primeiro trimestre deste ano, mas a expectativa é de que a energia seja entregue a partir de 2021. As 214 lojas da rede passarão, então, a funcionar 100% a base da energia sustentável.

 

A iniciativa da varejista não é inédita, segundo dados de junho da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), 39,5% da energia solar consumida no País já fica com o setor de comércio e serviços. Recentemente, inclusive, a Nike anunciou que sua principal central logística passou a gerar 80% da própria demanda por energia. Em operação desde o primeiro trimestre, a usina solar do centro de distribuição em Louveira (SP) gera, em média, 100 mil kWh por mês. Esse é o maior potencial em um empreendimento logístico no País.

 

No caso do Magalu, porém, o modelo escolhido foi o de aluguel, o que significa que a empresa não vai instalar placas fotovoltaicas em seu

parque de lojas e, sim, usar a energia comprada de um parceiro, a GreenYellow, subsidiária do grupo francês Casino. A empresa investiu mais de R$ 18 milhões nas usinas que devem fornecer energia para o novo contrato. Farão parte do projeto as fotovoltaicas de Coroados e Riolândia, no Estado de São Paulo, e de Florestópolis, no Paraná. Juntas, elas têm 4.861 de KW de potência instalada, suficiente para abastecer, por ano, 4,2 mil casas ou 23.825 TVs, por exemplo.

 

Tendência

 

A decisão da varejista segue tendências de gestão sustentável do ponto de vista financeiro e do

meio ambiente. “O modelo de aluguel de energia é interessante para empresas que tenham outra atividade fim. Assim, elas podem centralizar seus esforços no que é mais importante para o negócio, enquanto fazem até mesmo economia com energia”, diz o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia. Ele explica que esse tipo de energia tem ficado mais barata com o passar do tempo. O avanço da tecnologia, o aumento da escala de produção e a maior competitividade entre as geradoras são algumas das razões que levam esse segmento a ficar mais interessante do ponto de vista financeiro. “Desde 2010 até agora, energia solar viu seu preço cair 86%, segundo dados da Bloomberg”, diz Sauaia.

 

Sendo assim, para além do ganho de imagem que as empresas têm ao fazer anúncios do tipo, há perspectivas de que o investimento em energia limpa proporcione melhores resultados nas contas das varejistas. “Enquanto a solar fica mais barata ano após ano, a elétrica tem reajustes acima da inflação. Em 2021, podemos ainda ver aumento da tarifa afim de compensar o reajuste que não foi feito neste ano”, afirma o presidente da Absolar.

 

Para o coordenador do MBA em gestão empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV),

Ricardo Teixeira, a busca por energia limpa é uma tendência global. Ele acredita que o Brasil tem, inclusive, a chance de se tornar um dos grandes fornecedores desse bem no mundo. Isso porque o País tem sol o ano todo, além de bons ventos e espaço para parque eólicos. Ele explica que criar uma imagem de quem se preocupa com o planeta é positivo para as companhias, pois isso fideliza os clientes.

 

 

FONTE: Talita Nascimento e Wellington Bahnemann, O Estado

              de São Paulo

Distrito Federal inaugura um dos mais modernos
Centros de Triagem e Reciclagem do Brasil

Ocupando uma área total de 80.000m² do aterro sanitário da Estrutural, o Distrito Federal está entregando neste mês de agosto à população do DF um moderno complexo de reciclagem, composto por duas CTRs

- Centrais de Triagem e Reciclagem, sendo uma para plásticos e outra para vidros, e uma Central de Comercialização, o que totalizam juntos quase 7.000m² de área construída.

 

Com investimentos superiores a R$ 53 milhões, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal, através do SLU – Serviço de Limpeza Urbana, prevê o emprego de 750 pessoas, em sua maioria compostos por catadores de materiais recicláveis que trabalhavam no lixão da Estrutural antes da conversão para aterro sanitário.

 

As CTRs vão contar com moinhos de alta rotação, lavadoras, secadoras, aglutinadores, extrusoras e granuladores para a recuperação e reciclagem destes tipos de resíduos gerados pela população do DF, e a entrega deste espaço pela Secretaria de Meio Ambiente é muito relevante, pois além do ganho ambiental, social e financeiro, elevará a vida útil do aterro sanitário de Samambaia, atual destino dos resíduos da região.

Soluções sob medida para atender às suas necessidades

É seguro afirmar que bilhões de pessoas entram diariamente em contato com as tecnologias que a Bühler oferece para suprirem suas necessidades básicas de comida e mobilidade.

 

Estima-se que 2 bilhões de pessoas por dia consomem alimentos produzidos em equipamentos da Bühler, e 1 bilhão de pessoas utilizam veículos fabricados com peças produzidas nas máquinas da marca.

 

Com toda essa relevância global, a subsidiaria brasileira da Bühler está em uma posição única para transformar desafios globais em negócios sustentáveis.

 

E é com esse intuito que a Bühler renova com a Waste Expo Brasil 2020 para expor a linha de equipamentos ópticos para indústrias de processamento e reciclagem de plástico que exigem os mais altos padrões de pureza, precisão e desempenho consistente.

 

Confira as novidades das linhas SORTEX e SANMAK entre 10 ne 12 de novembro na Waste Expo Brasil 2020.

Coca-Cola Avança para Reciclar 100% de suas Embalagens PET

O principal engarrafador independente da Coca-Cola, a Coca-Cola European Partners (CCEP), está progredindo em seu projeto para usar 100% de PET reciclado em suas embalagens.

 

A CCEP, em parceria com a CuRe Technology, objetiva eliminar totalmente o PET à base de fósseis virgens de suas embalagens no início da próxima década. Isso significa que mais de 200.000 toneladas de PET virgem serão substituídas por rPET (PET reciclado de alta qualidade) a cada ano.

 

 

 

A tecnologia consiste em aplicar um processo de despolimerização parcial do início ao fim, permitindo que o PET opaco e difícil de reciclar seja convertido em rPET, podendo ser usado com segurança para embalagens de alimentos em um processo contínuo dentro da mesma fábrica.

 

A parceria através do apoio financeiro da CCEP à CuRe está alinhada com os investimentos estratégicos já feitos pela The Coca-Cola Company para ampliar as tecnologias de despolimerização e tornar realidade a economia circular do PET.

 

As tecnologias de reciclagem de despolimerização são complementares aos processos de reciclagem mecânica usados atualmente para a reciclagem de PET. Mas eles também têm a vantagem de poder reciclar o PET de pior qualidade, que atualmente não pode ser reciclado por meios mecânicos. Isso significa que o PET de pior qualidade não é recuperado no momento e é destinado à incineração ou aterro.

 

Nesse sentido, essas tecnologias de despolimerização contribuirão para aumentar significativamente a oferta de rPET. Favorecendo a transição para uma economia circular de garrafas PET.

 

Na Europa Ocidental, a Coca-Cola trabalha para eliminar o PET virgem baseado em fósseis no futuro. Especificamente, as previsões da empresa apontam para 70% de suas fontes de materiais provenientes de reciclagem mecânica, 25% de reciclagem por despolimerização e 5% de PET de fontes renováveis de plantas. Por sua vez, todos eles serão 100% recicláveis.

 

Fim dos lixões no Brasil está próximo e a reciclagem irá aumentar com os novos recursos viabilizados pelo novo Marco Legal do Saneamento

Dez anos depois do lançamento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o presidente Jair Bolsonaro sancionou no último dia 15 de julho o novo marco regulatório do saneamento básico, que estabelece metas de saneamento com investimentos que podem ultrapassar R$ 700 Bilhões em dez anos, estimula a participação da iniciativa privada, e, finalmente, abre caminho para o Brasil acabar com os lixões a céu aberto.

 

São muitas as leis que proíbem lixões no Brasil, mas os prefeitos sempre alegaram não ter recursos para resolver o problema e realizar uma gestão adequada dos resíduos em seus municípios.

 

No entanto, a nova Lei do saneamento estabelece novos prazos para que as prefeituras promovam a destinação apropriada dos resíduos e, o mais importante, disponibiliza instrumentos legais para os gestores financiarem estas operações, como a criação de uma taxa específica  para Resíduos Sólidos Urbanos. A intenção é que os serviços de coleta e manejo dos RSU sejam igualados aos de fornecimento de água e  tratamento de esgoto, com cobrança de tarifa específica ao munícipe gerador do resíduo.

Portanto, os brasileiros, que já estão habituados a pagar pela água que consomem em suas residências, vão precisar em breve se acostumar a pagar para o município coletar, tratar e destinar adequadamente o lixo que produzem, já que pela nova Lei, todos os municípios deverão apresentar até o último dia de 2020 um plano de como pretendem arrecadar do munícipe a “taxa de RSU”.

 

Também pela nova regra, em agosto de 2021 termina o prazo para que todas as capitais e cidades das regiões metropolitanas resolvam o destino adequado dos resíduos. Depois delas, a data limite para os municípios com mais de 100 mil habitantes será em agosto do ano seguinte. Em 2023, para os municípios com população entre 50 mil e 100 mil. E em 2024, para aqueles com menos de 50 mil habitantes.

 

Ou seja, os quase 3 mil depósitos de lixo a céu aberto que ainda existem no país, poluindo o ar, as águas, o solo, e atraindo vetores que espalham doenças, deverão ser erradicados em 4 anos com implementação da nova Lei.

 

O mercado de gestão de resíduos sólidos movimenta R$ 28 bilhões por ano e emprega quase 350 mil pessoas no Brasil, mas a expectativa com o Marco Legal é de 50% de crescimento já nos próximos dois anos com a promessa de aumento das oportunidades para a iniciativa privada.

 

A tendência é que ocorra uma série de benefícios ambientais, principalmente por conta da mudança de comportamento da população, como a redução da quantidade de lixo gerado – já que o munícipe passará a pagar pelo que produz, o aumento da destinação correta e consequente extinção dos lixões, além de um aumento exponencial nos índices de reciclagem.

 

Segundo experiências de outros países, como o EUA, e de cidades brasileiras que já aplicam as taxas de RSU, como Joinville, Curitiba e Caxias do Sul, as cidades passaram gerar 50% menos lixo e viram a reciclagem aumentar em 40%.

Johnnie Walker terá garrafa de papel em 2021

Empresas em todo o mundo perseguem alternativas por embalagens mais sustentáveis, e, em meio a estas discussões, a gigante de bebidas Diageo informou que o whiskey Johnnie Walker chegará ao mercado em garrafas de papel no início de 2021.

 

As novas embalagens serão produzidas com celulose de origem sustentável e a expectativa é que sejam totalmente recicláveis.

 

Para a produção destas novas garrafas, a Diageo lançará, em parceria com o grupo Pilot Lite, uma nova empresa chamada Pulpex, que também produzirá embalagens para a Pepsico e Unilever.

SUTCO GmbH Apresentará na Waste Expo Brasil Sistemas Completos para Tratamento e Reciclagem de Resíduos

A Sutco RecyclingTechnik GmbH é um dos maiores e mais bem-sucedidos fabricantes mundiais de sistemas de tratamento e triagem para gerenciamento de resíduos.

 

Localizada na cidade de Bergisch Gladbach, norte da Alemanha, a Sutco atua na proteção ambiental e reciclagem de resíduos sólidos urbanos há 36 anos. Com ampla

 

experiencia, já montou mais de 480 plantas de tratamento e reciclagem em vários países, e possui diversificada expertise no tratamento

mecânico e biológico de RSU, processos de compostagem, coleta seletiva de embalagens, resíduos industriais e comerciais, resíduos da construção civil, cinzas de incineração e elaboração de CDR - combustível derivado de resíduos.

 

A Sutco está desde 2013 com empresa própria no Brasil e é expositor confirmado na Waste Expo Brasil 2020.

Aumento do emprego no setor de reciclagem é esperado com investimento de AU$ 600 milhões e a proibição das exportações até 2024

Espera-se que até 10.000 novos empregos sejam criados na indústria da reciclagem de com investimentos de AU$ 600 milhões do governo e da indústria.

 

O novo financiamento aumentará a capacidade de processamento da Austrália antes do prazo estabelecido pelo Conselho dos Governos Australianos, que concordou no final de 2019 em proibir as exportações de resíduos não processados até 2024.

 

O governo federal contribuirá com AU$ 190 milhões em um fundo que deverá atrair mais de AU$ 600 milhões no total - com outros AU$ 190 milhões programados para vir dos governos estaduais e cerca de AU$ 200 milhões da indústria de reciclagem.

O investimento será direcionado para a nova infraestrutura para classificar, processar e reutilizar materiais.

 

A ministra Australiana do Meio Ambiente, Sussan Ley, disse que a iniciativa geraria até 10.000 empregos na construção de plantas de processamento de resíduos e na contratação das equipes necessárias para operá-las.

 

"Quando deixarmos de enviar nossos resíduos para o exterior, a reciclagem feita no país remodelará nossa indústria de resíduos doméstica, impulsionando a criação de empregos e devolvendo materiais valiosos à economia".

 

Os australianos geram cerca de 67 milhões de toneladas de resíduos por ano, e, entre 2018-19, 4,4 milhões de toneladas desse resíduo foram exportadas, incluindo 1,4 milhão de toneladas de plástico, papel, vidro e pneus no valor de cerca de AU$ 290 milhões.

 

No entanto, em 2018, a China, o principal destino de exportação da Austrália para reciclagem de resíduos, anunciou uma grande repressão ao seu volume de importações de resíduos. Várias nações importadoras importantes estão seguindo a publicação Chinesa, como Índia, Taiwan, Malásia e Tailândia, anunciando ou prenunciando restrições semelhantes.

 

Atualmente, a Austrália recicla 12% de seus plásticos e o restante é enviado para aterros sanitários.

 

O executivo-chefe da empresa de reciclagem de plástico e aço Pact Group, Sanjay Dayal, disse que o novo investimento irá com certeza gerar novos empregos. "Para cada 10.000 toneladas de aterro sanitário, há três pessoas envolvidas no processamento, mas se você converter este resíduo para o processo de reciclagem, terá 10 empregos", disse Dayal.

 

O coronavírus atrasou o lançamento das proibições, mas o Pact Group, que tem instalações em todo o país, ainda planeja investir AU$ 120 milhões para expandir seus negócios, incluindo uma planta de AU$ 40 milhões em Melbourne.

 

 

Mike Foley

The Sydney Morning Herald

O Estado de Vermont se torna o primeiro dos EUA a proibir restos de comida no lixo para diminuir a quantidade de resíduos e combater as mudanças climáticas

Vermont se tornou o primeiro estado do país a promulgar uma proibição de desperdício de alimentos. A regra, que se aplica a indivíduos e empresas, incluindo restaurantes e supermercados, foi anunciada no site do governo do estado com a seguinte frase: "Se já fez parte de algo vivo, como uma planta ou um animal, não pertence ao aterro sanitário".

 

Os moradores e as empresas do estado norte-americano de Vermont não podem mais jogar restos de comida em suas latas de lixo, mas, em vez disso, são incentivados a alimentar com os restos de comida as galinhas e outros animais, isolar o lixo para compostagem ou levá-lo para um local designado para entrega.

 

A remoção de restos de comida do lixo libera espaço nos aterros sanitários e é fundamental para combater o aquecimento global que impulsiona as mudanças climáticas, de acordo com Anne Bijur, analista ambiental do Departamento de Conservação Ambiental de Vermont.

 

"Temos apenas um aterro em funcionamento em Vermont, de modo que o espaço do aterro é limitado, e precisamos guardá-lo para os materiais que não têm mais para onde ir", disse Bijur.

Materiais orgânicos, alimentos ou plantas que terminam em um aterro emitem metano, um gás de efeito estufa muito poderoso, mas, ações que coíbem o envio dos resíduos orgânicos para os aterros dando outra utilidade para eles, reduzem as emissões de gases de efeito estufa e auxiliam em muito o meio ambiente.

 

Em pesquisa recente da Penn State University, uma família clássica americana desperdiça 31,9% dos alimentos que compra. Já o Departamento de Agricultura dos EUA estima que o total nacional de desperdício seja em torno de 132 Kg por pessoa / por ano, aumentando ainda mais quando calculamos o que os varejistas jogam fora. Em 2010, a perda e o desperdício de alimentos totalizaram 31% do suprimento de alimentos dos EUA, ou cerca de 61 bilhões de Kg a um custo de US$ 162 bilhões, de acordo com o USDA.

 

Somente em Vermont, cerca de 20% de todo o lixo em aterros sanitários vem de alimentos, disse Bijur.

 

A Organização Alimentar e Agrícola das Nações Unidas estima que os alimentos produzidos e não consumidos geram cerca de 3,3 giga toneladas de gases de efeito estufa a cada ano em todo o mundo. Se restos de comida fossem um país, eles seriam o maior produtor de gases de efeito estufa atrás dos EUA e da China, segundo a FAO.

 

A compostagem diminui bastante o impacto porque os alimentos se decompõem de maneira diferente nos aterros sanitários. Alimentos em pilhas de compostagem são expostos a mais oxigênio, que bloqueia o metano.

 

A compostagem que fazemos em casa, ou mesmo em maior escala, não afeta a camada de ozônio porque a decomposição da matéria orgânica é feita com a ajuda do oxigênio, no entanto, os restos de comida enviados para um aterro são soterrados e compactados, transformando em um processo anaeróbico (sem oxigênio) químico, o que libera o metano.

 

As autoridades de Vermont esperam que a proibição faça com que os produtores e consumidores de alimentos pensem duas vezes sobre a quantidade de alimentos que eles desperdiçam.

 

FONTE: Jan Wesner Childs, weather.com

 

 

O NOVO MARCO LEGAL DO SANEAMENTO É APROVADO

Após dois anos entre diálogos e discussões, o Senado brasileiro aprovou no último dia 24 de junho o novo marco legal para o saneamento no país, estabelecendo importantes mecanismos para normatizar o setor e atrair altos investimentos.

 

As principais metas do PL 4.162/19, que agora aguarda a sanção presidencial, estipulam o fornecimento de água potável para 99% da população, e, 90% de cobertura na coleta e tratamento de esgoto até o final de 2033.

Tais magnitudes colocam o marco legal como um dos principais estímulos à retomada da economia no país após a crise do Corona vírus, com investimentos entre R$ 500 bilhões e R$ 700 bilhões, e a geração de cerca de 1 milhão de novos empregos nos próximos cinco anos.

 

O Saneamento no Brasil é uma responsabilidade do município, no entanto, como a grande maioria das cidades brasileiras têm população e estruturas diminutas e não possuem recursos financeiros ou técnicos para implementar estes serviços, o nível de investimento em redes de saneamento permanece defasado há décadas.

 

Portanto, além de possibilitar que milhões de pessoas passem a ter acesso ao saneamento básico, implicando melhores condições de vida com mais saúde e dignidade, o novo marco proporciona importantes regulações, segurança jurídica e sustentabilidade financeira às empresas investidoras.

 

O documento também prevê adequação na Política Nacional de Residuos Sólidos, aperfeiçoando a garantia de sustentabilidade econômico-financeira para os serviços de limpeza urbana e manejo dos resíduos, vinculando formas de financiamento para custear especificamente os planos de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos.

A TOMRA Recycling apresentará na Waste Expo Brasil
a nova geração do AUTOSORT®

O dia 9 de junho marcou o lançamento global das novidades e avançadas soluções de seleção da TOMRA Sorting Recycling para atender à demanda por triagem de material mais rápida, eficiente e inteligente. A TOMRA Sorting Recycling lançou dois novos produtos que deveriam ter ocorrido originalmente na IFAT 2020, mas com o evento cancelado devido a COVID-19, a TOMRA adaptou seus planos para o lançamento global de forma digital, porém mantém o lançamento no Brasil durante a feira Waste Expo Brasil 2020 para o mercado regional. LEIA MAIS

 

Sob o tema "Sinfonia de todos os tipos", a TOMRA Sorting Recycling lançou formalmente dois novos produtos - a nova geração da tecnologia AUTOSORT® e o AUTOSORT® SPEEDAIR da TOMRA, e apresentou planos para o lançamento de uma terceira novidade, o AUTOSORT® CYBOT.

 

Especialistas da equipe global da TOMRA fizeram apresentações sobre os lançamentos para aproximadamente 1000 participantes digitais em todo o mundo, incluindo representantes de imprensas internacionais e regionais. As sessões interativas de perguntas e respostas permitiram aos participantes obter mais informações sobre os novos produtos e ouvir as previsões da TOMRA para o futuro global da seleção baseada em sensores.

 

Pelo feedback positivo recebido dos participantes, a TOMRA Sorting acredita no grande interesse pelo modelo mais avançado de seu sistema AUTOSORT® nova geração. O sistema de seleção baseado em sensores altamente compacto pode ser usado para diversas aplicações de separação de materiais. Compacto, altamente flexível e atualizável, o AUTOSORT® reúne as mais recentes tecnologias da TOMRA para oferecer alta precisão de tarefas complexas de separação com alta capacidade. O sistema pode ser facilmente integrado a qualquer processo de seleção existente ou novo, como confirmou muitos projetos-piloto iniciais.

 

Equipado com diversos sensores e utilizando análise de dados para identificar os objetos, o sistema é capaz de separar materiais difíceis ou anteriormente impossíveis de serem separados usando tecnologias convencionais. Incorporada como item de série no mais recente AUTOSORT® está a tecnologia SHARP EYE da TOMRA, que aumenta a intensidade da iluminação enquanto mantém o consumo de energia, aprimora a nitidez da seleção e melhora a eficiência de separação de frações complexas.

 

O sistema também apresenta uma nova versão e aprimorada da tecnologia de detecção avançada FLYING BEAM® exclusiva e patenteada da TOMRA, que oferece uma série de benefícios. Melhor eficiência de luz permite maior desempenho com baixos custos operacionais; design compacto permite instalação fácil e flexível; e a eficiência aprimorada do sinal de luz resulta em melhor detecção.

 

Graças à integração da tecnologia SHARP EYE e FLYING BEAM®, o AUTOSORT ® oferece consistentemente alto desempenho em termos de precisão de separação em todas as frações alvo - mesmo nas aplicações mais complexas.

 

Entre os opcionais do sistema tem o novo DEEP LAISER, que se destaca por sua flexibilidade e diversidade de informações que é capaz de obter. O reconhecimento de objetos permite uma otimização mais profunda da identificação o que melhora significativamente o desempenho do processo de seleção. Outra área de aplicação é o uso de Inteligência Artificial via Deep Learning. O DEEP LAISER é um dos primeiros sistemas de Deep Learning totalmente integrados do mercado.

 

Fabrizio Radice, vice-presidente comercial e marketing global da TOMRA Sorting Recycling, comenta: “Trabalhamos em estreita colaboração com nossos clientes e integradores de linhas completas para garantir que nossos produtos atendam consistentemente aos requisitos exigidos pelos clientes finais. Nosso sistema AUTOSORT nova geração é um desenvolvimento incrivelmente empolgante, pois o uso de sensores versáteis e software inteligente permitirá atender às demandas de toda uma série de aplicações de seleção atuais e futuras”.

 

Os participantes do evento de lançamento digital da TOMRA também conheceram outra novidade desenvolvida pela TOMRA - AUTOSORT® SPEEDAIR - um componente adicional da linha AUTOSORT® da TOMRA. O AUTOSORT® SPEEDAIR é um sistema altamente personalizável, projetado para estabilizar materiais leves, como filmes plásticos ou papel na esteira de aceleração, promovendo uma capacidade maior e melhorando a qualidade da seleção.

A demanda da indústria por maiores capacidades reflete na necessidade de esteiras de aceleração com velocidades ainda mais alta, o AUTOSORT® SPEEDAIR incorpora entradas de ar acionadas por ventiladores controlados que geram um fluxo de ar constante sobre a esteira de aceleração para impedir que o material na esteira de aceleração se mova. Ao dobrar a velocidade das esteiras de aceleração para até 6 metros por segundo, a capacidade é muito maior e a qualidade da saída é consistentemente alta. Os clientes se beneficiam de um melhor retorno do investimento, além de menores custos de instalação e operação. Além disso, é o primeiro sistema no mercado sem fechamento sobre a esteira, o acesso à unidade para manutenção é muito mais rápido e a probabilidade de um bloqueio de material é muito menor em comparação aos sistemas convencionais no mercado, assim como o risco de parada do sistema.

 

Além do lançamento da nova geração AUTOSORT® e AUTOSORT® SPEEDAIR, o terceiro e último produto mencionado no evento foi o lançamento do primeiro robô da TOMRA, o AUTOSORT CYBOT. O sistema compreende um scanner AUTOSORT nova geração, um sensor eletromagnético e um braço robótico. É o primeiro robô do mercado que combina quatro tecnologias ao mesmo tempo: espectroscopia de infravermelho próximo (NIR) e luz visível (VIS), DEEP LAISER e, se necessário, indução para recuperação de metais ferrosos e não ferrosos. O braço robótico AUTOSORT® CYBOT é capaz de separar simultaneamente o fluxo de material em quatro frações diferentes, dependendo do tamanho do material, cor e critérios das frações alvo.

 

Com instalações de triagem e reciclagem que exigem níveis de automação ainda mais altos do que nunca, o AUTOSORT® CYBOT estará disponível em breve e é outro componente de valor agregado que complementa a linha AUTOSORT®, mas também pode operar como uma unidade autônoma. Antes de seu lançamento oficial, testes de material podem ser realizados no Centro de Testes da TOMRA para confirmar suas excelentes capacidades.

 

Valerio Sama, vice-presidente de desenvolvimento de produtos, acrescenta: “A adição de um braço robótico ao nosso sistema AUTOSORT® oferece novas oportunidades de soluções altamente automatizadas no processo de triagem e seleção, e proporcionará um nível ainda mais alto de controle de qualidade de recicláveis como PEAD, PET e PP”.

 

Tom Eng, vice-presidente sênior da TOMRA Sorting Recycling, conclui: “Estamos muito satisfeitos com o desempenho do evento de lançamento digital. A COVID-19 estimulou novas maneiras de trabalhar e se comunicar e, como tal, ficamos mais do que felizes em testar uma plataforma de lançamento digital pela primeira vez e provavelmente não a última, devido ao seu sucesso! O lançamento proporcionou uma oportunidade de mostrar nossa variedade de tecnologias complementares, conectadas e perfeitamente harmonizadas que, juntas, oferecem uma sinfonia capaz de selecionar todo tipo de resíduo com desempenhos de seleção incomparáveis e com capacidade e eficiências impressionantes. Os participantes tiveram a chance de ouvir a sinfonia - os sons de todas as nossas máquinas - e foram cativados por ela!”.

 

A "Sinfonia de todos os tipos" da TOMRA continua e será agora realizada em diversos idiomas para encantar pessoas ao redor do mundo todo considerando a grande abrangencia de sua atuação. No Brasil, o evento em português ocorrerá no dia 19/06 às 9h também de forma digital.

 

Para mais detalhes sobre os produtos e as novidades da TOMRA apresentados no evento de lançamento digital realizado ontem, visite www.symphonyofallsorts.com/autosort.

 

Sobre a TOMRA Sorting Recycling

 

A TOMRA Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Cerca de 6.000 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo.

Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor infravermelho próximo (NIR) de alta capacidade do mundo para aplicações de seleção de resíduos, a TOMRA Sorting Recycling continua sendo pioneira no setor, dedicando-se a recuperar frações de alta pureza que maximizam tanto a rentabilidade quanto o lucro.

 

A TOMRA Sorting Recycling faz parte da TOMRA Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A TOMRA Sorting pertence à empresa norueguesa TOMRA Systems ASA, que está listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a TOMRA Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 815 milhões de euros e emprega mais de 4.000 pessoas globalmente.

 

Para mais informações sobre a TOMRA Sorting Recycling visite https:// www.tomra.com/pt/sorting/recycling  ou siga-nos no LinkedIn, Twitter or Facebook.

Contato com os meios de comunicação social

Emitido por:     Em nome de:

ALARCÓN & HARRIS (Nuria Martí)  TOMRA Soluções em Segregação

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28016 Madrid (España)   Brasil

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Reciclagem de embalagens em aerossol deve aumentar com novas tecnologias

Segundo estimativas da Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários (ABAS), o consumo dos produtos em embalagens aerossol têm aumentado consideravelmente no Brasil por causa da praticidade e pela facilidade que este tipo de recipiente representa.

Se por um lado a maior oferta dos produtos em aerossol facilita a vida das pessoas, por outro, acaba criando um problema para o meio ambiente após seu consumo, especialmente por causa das substâncias que ficam retidas no interior dos recipientes.

 

A maioria dos produtos disponíveis em aerossol tem em sua composição “compostos voláteis orgânicos” (VOC), ou seja, o aerossol tem alto índice de toxicidade e, principalmente, inflamabilidade por causa dos gases propelentes, que, se expostos a temperaturas próximas a 50°C podem explodir.

 

Portanto, as latas de aerossol de aço, que poderiam ser recicladas infinitamente, precisam de máquinas com tecnologia específica para reciclá-las. E como estes equipamentos ainda não estão amplamente disponíveis para as cooperativas de catadores e agentes ambientais, a reciclagem dos produtos em aerossol não chegam sequer a 1% em todo o país, ao contrário das latas de bebida de alumínio, que mantém índices de reciclagem superior a 98% há alguns anos, colocando o Brasil como o principal reciclador deste tipo de embalagem.

 

Após o consumo as embalagens de aerossol são invariavelmente descartadas com o lixo comum, contaminando as embalagens com restos de alimentos e outros produtos.

 

As latas de aerossol não devem ser descartadas com o lixo comum ou mesmo com outros metais recicláveis. O adequado é certificar-se que a lata esteja vazia e leva-la para pontos de coleta seletiva.

Rio de Janeiro reduz pela metade o uso de sacolas plásticas

De acordo com o último levantamento da Organização não governamental internacional World Wide Fund for Nature (WWF), o Brasil é o 4º país do mundo que mais gera lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas.

 

Apesar deste grande volume, a boa notícia vem do Rio de Janeiro, onde cerca de 2 bilhões de sacolas plásticas descartáveis deixaram de circular pelo Estado em 2019, representando uma queda de 50% ante ao ano anterior e um resultado acima do previsto em lei para esse período, que era de 40%.

Coleta Seletiva aumenta em todo país

Um recente balanço da ABRELPE - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais mostra um aumento de 28% na coleta de resíduos recicláveis em diferentes regiões do país no mês de maio.

 

A Prefeitura de São Paulo também registrou crescimento na coleta seletiva na ordem de 39% nos primeiros 23 dias de junho em comparação com o mesmo período em 2019, mesmo com o fechamento temporário de diversos pontos de coleta seletiva. Acredita-se que esse resultado vem da maior permanência das pessoas em casa devido ao distanciamento social e do uso e descarte das embalagens utilizadas com as compras pela internet e com as entregas de alimentos.

Um Gesto de Gratidão

Como forma de reconhecimento pelo empenho que os profissionais da limpeza urbana, coleta e tratamento de resíduos dedicam sem parar, para manter as cidades limpas e livres de focos de infecção do COVID-19 e outras enfermidades, o GRUPO SOLVÌ criou no dia 21 de março a Campanha “Um Gesto de Gratidão”.

 

 A Campanha que vem crescendo a cada dia com a demonstração pela importância destes profissionais já incorporou outras ações solidárias; como as apresentações ao vivo através de redes sociais. As apresentações “Live do Bem” contam com participações e interações de artistas, atores e personalidades, e buscam doações de cestas básicas que serão distribuídas para famílias carentes em todo o país.

 

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Sinais de Recuperação no Mercado Global de Reciclagem

À medida que muitos países entram em uma nova fase da pandemia do Coronavírus, percebe-se que a demanda por sucata vem aumentando, conclui o BIR - Bureau of International Recycling - Agência Mundial de Reciclagem, em livre tradução, na sua mais recente atualização do mercado global.

 

China, Hong Kong e Taiwan estão lentamente retornando aos patamares normais e anteriores ao início da crise.

 

Os casos de COVID-19 na China estão em declínio acentuado nos últimos meses, enquanto não há novos casos em Taiwan há duas semanas. Os compradores de metais não ferrosos voltaram a adquirir normalmente, com volumes até 30% superiores em comparação com a semana anterior.

 

As novas compras estão sendo bastante impactadas com a nova classificação da China para “materiais reciclados”, programada para entrar em vigor para ligas de latão, cobre e alumínio fundido em 1º de julho. No setor global de sucata ferrosa as empresas também estão lentamente retornando ao trabalho e a demanda está aumentando.

 

Resíduo Eletrônico

 

O maior retorno à normalidade no setor de sucata eletrônica vem da Grécia, à medida que os fornecedores reiniciaram seus negócios e melhoraram o fornecimento de matérias-primas, principalmente através das exportações para a Índia.

 

Resíduo Plástico

 

O sentimento de incerteza persiste na indústria Europeia de reciclagem de plásticos em decorrência dos baixos preços do petróleo e dos altos volumes estocados deste óleo.

 

No entanto, já podemos ver a luz no final do túnel com um aumento gradual da demanda por causa da retomada na produção das indústrias e empresas, que vêm acontecendo com o fim das restrições, bloqueios e confinamento social.

 

Nota-se, em especial, a retomada dos negócios naqueles países que têm indústria automobilística, grandes produtores e consumidores de matérias-primas recicladas.

 

Obviamente, os recicladores europeus de plásticos têm pouca ideia de como a oferta - e, portanto, toda a estrutura de preços - se desenvolverá nas próximas semanas. Na China, as fábricas estão retomando a produção e, como sinal positivo, os preços do polipropileno e estirenos aumentaram nas últimas duas semanas.

 

Borracha

A maioria dos recicladores de borracha na Índia retomaram as  operações há algumas semanas e agora estão encomendando matéria prima tanto  quanto antes do surto do COVID-19. Os mercados europeus de pneus noticiaram problemas emergentes com a insuficiência de estoques, já que por vários meses carros e caminhões não circularam e, portanto, reduziram a disponibilidade de pneus inservíveis.

 

Mercado Francês

 

As taxas de reciclagem de papel e papelão na França caíram. Cerca de 77% das fábricas de papel estão abertas e 3% estão agendadas para reabrirem em breve. Dos 18.000 funcionários da indústria naquele país, 10,5% estão trabalhando em casa, 25% estão operando no regime de meio período e 7% não estão trabalhando.

 

Olhando de forma mais ampla o mercado francês, as coletas de papel e papelão caíram 20%, 37% para resíduos industriais, 82% para resíduos de construção, 24% para plásticos, 48% para madeira e 75% para metais. O volume de negócios total caiu 39% em março e 64% em abril.

 

Mercado Inglês

 

O primeiro-ministro Boris Johnson anunciou que os setores automotivo e de engenharia do país devem começar seu retorno nos próximos dias, o que certamente provocará uma demanda por matéria prima.

 

Baixa demanda de têxteis

 

O setor de reciclagem de têxteis vem enfrentando uma demanda muito baixa em muitos países, embora alguns mercados da Europa Oriental estejam mostrando os primeiros sinais de melhoria. Além disso, as coleções de tecidos usados na Europa Ocidental permanecem abaixo dos níveis normais, embora também estejam aumentando.

 

 

FONTE: Recycling International

 

Brasil é um dos poucos países onde a reciclagem de
materiais não é considerada essencial

O Bureau of International Recycling (BIR), que representa cerca de 30 mil recicladores em mais de 70 países em todo o mundo, incluindo 36 associações nacionais, divulgou estudo, com base em dados de 10 de abril, no qual mostra globalmente onde a atividade de reciclagem foi considerada essencial neste período de pandemia da Covid-19.

 

No Brasil, o INESFA - Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço, principal entidade do país que representa os recicladores de sucata de ferro e aço, divulgou nota através do seu presidente, o Sr. Clineu Nunes Alvarenga, sobre este assunto e pode ser escutado na integra ATRAVÉS DESTE LINK

A AST Ambiente possui soluções para o tratamento do chorume

A AST Ambiente, empresa especializada em tratamento e purificação de águas e efluentes líquidos está prestes a instalar no Brasil mais um sistema inteligente para o tratamento de chorume através da Osmose Reversa.

 

A nova usina de tratamento da AST irá tratar o chorume - líquido altamente poluente originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos, em um aterro sanitário no estado do Ceará.

 

O aterro passará a produzir mensalmente cerca de 10 a 11 milhões de litros de água desmineralizada, que poderão ser descartadas em corpo hídrico receptor ou mesmo ter diversos usos, sobretudo industrial, por se tratar de uma água ultra pura.

Com tecnologia europeia, a AST está instalada no Brasil há alguns anos e opera com sucesso o maior sistema de tratamento de chorume por Osmose Reversa do ocidente - com capacidade instalada para processar 1 mil metros cúbicos (m³) por dia no aterro sanitário CTR Seropédica, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

 

Os sistemas AST são automáticos, inteligentes e totalmente montados no interior de contêineres marítimos, o que viabiliza grande mobilidade sem perder a qualidade do tratamento.

Salvador Bahia Airport é primeiro aeroporto do brasil a reaproveitar 100% dos seus resíduos

O pioneirismo em sustentabilidade do aeroporto da cidade de Salvador, BA, rendeu ao local a conquista como o primeiro Aeroporto Zero Aterro do Brasil. Isso significa que 100% dos resíduos gerados naquele aeroporto são reutilizados como matéria prima em processos produtivos, conforme o conceito da economia circular. A marca de Zero Aterro foi conquistada dois anos antes do previsto e integra as metas do AirPact, estratégia ambiental global da VINCI Airports, rede do qual o aeroporto da capital baiana faz parte.

 

A construção da nova Central de Resíduos Sólidos foi uma das ações que permitiu ao aeroporto atingir o objetivo de ser Zero Aterro, integrando o fluxo operacional de resíduos para otimizar a recuperação dos itens recicláveis. A Central de Resíduos opera de forma que todos os resíduos gerados sejam segregados e possam ser incorporados em processos produtivos, eliminando assim o descarte em aterros sanitários.

 

Antes do início da operação da VINCI Airports em janeiro de 2018, o Aeroporto recuperava apenas 1% dos seus resíduos, destinando 99% para aterro sanitário. No final do mesmo ano, o índice de reaproveitamento era de 34% e, em dezembro de 2019, chegou a 69%. A meta da Concessionária era alcançar 100% até 2022, mas o feito foi conquistado ainda em janeiro de 2020. Para ter uma noção da dimensão da conquista, somente no referido mês foram geradas 112,14 toneladas de resíduos – peso equivalente ao de 125 carros populares.

Entre as medidas implementadas para a destinação correta de resíduos estão a implementação de novas lixeiras para coleta seletiva no terminal de passageiros, separação dos resíduos por toda a comunidade aeroportuária no momento da geração e o coprocessamento dos materiais orgânicos e dos não recicláveis, transformando os resíduos em energia e matéria prima para cimento.

 

Para diminuir a quantidade de resíduos sólidos gerados, o Salvador Bahia Airport está implementando o Programa “Plastic Free”. O objetivo é envolver toda a comunidade aeroportuária, especialmente o segmento de alimentação e bebidas, para reduzir o consumo de plástico, o que inclui sacolas, talheres, pratos, canudos, tigelas e guardanapos. Em relação ao uso de canudos, a ideia é a utilização apenas de reutilizáveis, comestíveis ou produzidos de materiais alternativos como papeis.

Brasil Mantém a Liderança Mundial de Reciclagem de Latas de Alumínio

O Brasil permanece entre os maiores recicladores mundiais de latas de alumínio para bebidas. Em 2018, foram coletadas e recicladas 96,9% dessas embalagens. O que equivale dizer que foram reaproveitadas cerca de 26 bilhões de unidades. Em números exatos, 319,9 mil toneladas de latas foram recicladas, de um total de 330,3 mil toneladas comercializadas naquele período.

 

Em relação a 2017, o consumo de latas de alumínio de bebidas em 2018 cresceu 8,7% e esse aumento foi acompanhado pela reciclagem, que avançou 8,1%, resultado do investimento da indústria do alumínio no sistema de reciclagem, criação de pontos de coleta em todo o país e uma rede logística estruturada.

 

O índice elevado de reaproveitamento das latas revela não só a eficiência do processo de reciclagem, mas também evidencia a firme decisão da indústria por essa prática sustentável. Estudos mostram que o processo de reciclagem consome apenas 5% da energia que seria utilizada na produção da mesma quantidade de alumínio primário. A Análise de Ciclo de Vida da lata aponta também que a reciclagem reduz em 95% a emissão de gases de efeito estufa.

Outra vantagem ambiental da reciclagem está relacionada à redução do impacto na mineração. Cada quilo de latinha reciclada representa uma economia de cinco quilos de bauxita, minério que dá origem ao alumínio, que deixa de ser extraído para a produção de alumínio primário.

 

Na área social, a atividade tem reflexo na geração de renda para os catadores de materiais recicláveis, além de estimular maior consciência da sociedade sobre a importância da reciclagem e da conservação dos recursos naturais.

O volume de lixo domiciliar dobra na coleta porta-a-porta

A situação extraordinária que estamos vivendo com o isolamento social e a prática do trabalho em casa elevaram significativamente o volume de lixo doméstico produzido nas residências em todo o país, exigindo um remanejamento logístico e operacional das empresas que fazem as coletas, organizam o transporte e a disposição final.

 

Agentes ambientais, garis e os caminhões coletores de resíduos que antes buscavam os entulhos da indústria, da construção e demolição, restaurantes, centros comerciais e empresariais, hoje, por causa da paralisação momentânea destas atividades, foram redirecionados para aumentar o contingente da coleta domiciliar e, claro, da hospitalar também.

 

Até mesmo os caminhões-pipa que até outro dia lavavam as ruas ao término das feiras livres, hoje banham vias inteiras com soluções desinfetantes no intuito de diminuir a proliferação do Coronavírus.

 

A prestação dos serviços de limpeza urbana e coleta de resíduos são essenciais para a proteção do meio ambiente e da saúde humana, e não podem ser interrompidas mesmo durante este processo epidêmico que estamos vivenciando. A captação e o tratamento do lixo é um serviço indispensável e inadiável às comunidades, que, se não realizado pode colocar em perigo a saúde e a segurança da população.

Megaevento discutirá o futuro da limpeza urbana e

gestão de resíduos no Brasil

Entre 10 e 12 de novembro será realizado em São Paulo um Megaevento - sem precedentes - do setor de limpeza pública, reciclagem e gestão de resíduos que irá reunir empresários, gestores públicos, especialistas, recicladores, grandes geradores de resíduos e técnicos do Brasil e de outros países para discutir as mais recentes e inovadoras soluções para a completa gestão dos resíduos sólidos.

 

O SENALIMP - Seminário Nacional de Limpeza Pública e o Fórum Internacional Waste Expo Brasil – os dois principais encontros técnicos do segmento no país – serão realizados em conjunto com a Feira Waste Expo Brasil - a maior e mais significativa feira comercial do país que reúne fabricantes de equipamentos, produtos e serviços para a coleta, transporte, tratamento, reciclagem e disposição final de resíduos sólidos urbanos.

 

O Megaevento do setor de resíduos sólidos promoverá amplo e diversificado conteúdo técnico com mais de 70 apresentações individuais sobre logística reversa de eletroeletrônicos, coleta seletiva e conteinerizada, tratamento de efluentes, produção de CDR (Combustível Derivado de Resíduo), soluções para aproveitamento energético dos resíduos urbanos, soluções para o gerenciamento do resíduo marinho, recursos tecnológicos para a gestão dos resíduos sólidos urbanos – em pequena, média e grandes quantidades, soluções inteligentes para a gestão de resíduos orgânicos e aproveitamento do biogás gerado nos Aterros Sanitários, entre outros.

 

O Megaevento ainda será palco do Jubileu de Ouro da ABLP e celebrará o sucesso e a expressiva história da principal associação técnica focada em gestão de resíduos sólidos no país.

 

Informaremos em breve através das redes sociais e da página www.wasteexpo.com.br a agenda e o conteúdo do SENALIMP e do Fórum Waste Expo Brasil 2020.

Traga a sua empresa para a Waste Expo Brasil

A Feira Waste Expo Brasil é o evento mais completo do país dedicado exclusivamente a gestão dos resíduos sólidos, da coleta a disposição final, passando pela reciclagem, limpeza pública, tratamento de sucatas e a geração de energia através dos resíduos.

 

Os nossos visitantes são em sua maioria os grandes geradores de resíduos sólidos, operadores e concessionários de limpeza pública e de biomassa, recicladores e processadores, agências federais, estaduais e órgãos reguladores, administradores públicos municipais e engenheiros.

 

As principais marcas globais em atuação no Brasil estão na Waste Expo Brasil. Para informações em como expor na Waste Expo Brasil entre em contato através do info@wasteexpo.com.br

Prepare-se! A Waste Expo Brasil 2019 acontecerá em menos de dois meses

A Waste Expo Brasil vem se consagrando como o evento internacional de maior relevância e o mais focado na gestão de resíduos sólidos no Brasil. A feira traz informações atualizadas, inigualáveis, gratuitas e especializadas, e, não é por outro motivo que o número de expositores continua a crescer, e a cada ano, mais visitantes comparecem à feira para aprender, compartilhar conhecimento, elaborar estratégias e comprar novos equipamentos.

 

A Waste Expo Brasil já faz parte do calendário de muitas empresas do setor e é reconhecidamente o mais importante ponto de encontro de profissionais no país, da coleta ao destino, da limpeza pública a reciclagem, da compostagem a geração de energia limpa e sustentável através dos resíduos.

 

A Waste Expo Brasil reunirá novamente as mais variadas soluções para toda a cadeia produtiva, desde a geração até a disposição final, com a apresentação de máquinas, equipamentos, veículos, plantas de tratamento, soluções e tecnologias.

 

Registre na sua agenda, não deixe sua empresa de fora e faça seu CREDENCIAMENTO AQUI.

A Waste Expo Brasil chama a atenção
de empresários e autoridades de outros
países sul-americanos.

A Feira Waste Expo Brasil é conhecido ponto de encontro de profissionais, gestores públicos e privados que trabalham com a gestão dos resíduos sólidos, sendo o mais completo evento técnico e comercial do país dedicado exclusivamente aos resíduos, reciclagem, tratamento de sucatas e a geração de energia através dos resíduos.

 

Empresas de quase 20 países vão expor máquinas, equipamentos e veículos da mais alta tecnologia - as mesmas aplicadas atualmente na Europa, Ásia e América do Norte - para visitantes de todo o Brasil e América do Sul, focados em soluções específicas para os grandes geradores de resíduos sólidos, para os operadores e concessionários de limpeza pública, saneamento e de biomassa, recicladores e processadores de sucata.

 

Com as inscrições para visitar a feira abertas há pouco mais de uma semana, registramos um importante crescimento no interesse não apenas do público brasileiro, mas de outros países da América do Sul, colocando a Waste Expo Brasil como reconhecido e importante ponto de encontro técnico e profissional também para empresários de outros países.

 

Empresários das regiões sul e centro-oeste vêm, até o momento, realizando em maior volume seus registros, mas destacamos o grande interesse através do credenciamento antecipado de muitos profissionais do estado da Bahia e dos países Argentina, Chile e Paraguai.

 

Registre na sua agenda e faça seu CREDENCIAMENTO AQUI

Conteúdo Técnico Exclusivo e Extenso

Todos os anos a Waste Expo Brasil prepara um amplo, diversificado e dinâmico conteúdo técnico para ser apresentado aos participantes do Fórum Internacional. Este ano, serão mais de 40 palestras, ministradas por especialistas, professores, empresários, autoridades e profundos conhecedores - nacionais e de outros países - que se dividirão entre nove painéis temáticos.

Além do extenso conteúdo do Fórum, também teremos importantes entidades setoriais que vão apresentar com propriedade questões relevantes para a adequada gestão dos resíduos, limpeza urbana, saneamento, reciclagem e a geração de energia através dos resíduos.

 

A ABLP – Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Sólidos apresentará os já consagrados “SENALIMP – Seminário Nacional de Limpeza Pública” e o “Curso Técnico de Instalação e Operação de Aterros Sanitários”, ambos, com duração de três dias.

 

O INESFA e o SINDINESFA, principais entidades de classe no país que atuam pelos interesses do setor de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço, vão, juntas, promover o Seminário Nacional da Sucata no Brasil.

 

A ANAP – Associação Nacional dos Aparistas de Papel, a ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico e a ABREN – Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos, são outras associações que também vão organizar Painéis Temáticos específicos dos seus segmentos.

 

Anote na sua agenda e prepare-se para debater com especialistas e autoridades de diversas áreas na gestão dos resíduos sólidos urbanos.

 

Divulgaremos em breve as agendas técnicas através dos e-mails cadastrados e do site www.wasteexpo.com.br

Reciclagem Automotiva

A reciclagem automotiva tem avançado no Brasil, mas está longe do ideal. Embora o país tenha dobrado o volume de reciclagem de carros velhos e batidos na última década, hoje reaproveita apenas 1,5% das carcaças apodrecidas e das peças enferrujadas abandonadas em pátios e ferros-velhos em todo o país, de acordo com as projeções do Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Sindinesfa). É um percentual irrisório, e o mais baixo do mundo entre as economias mais desenvolvidas.

 

Na Argentina, no Japão e nos Estados Unidos, por exemplo, o índice de reciclagem varia de 80% a 95%. Na Dinamarca, Suécia e Noruega, é de 100%.

A Índia está focada e se organizando para reciclar veículos que tenham mais de 15 anos de uso. O governo indiano, através do Ministério do Meio Ambiente daquele país, quer montar uma rede de 20 centros recicladores automotivos nos próximos três anos, estimando que haverá mais de 21 milhões de carros em fim de vida até 2025.

 

O Brasil tem 35 milhões de carros em circulação, sendo que, mais da metade se aproxima da aposentadoria, com mais de 15 anos de uso. O gradativo aumento da velha frota nacional recomenda urgentes medidas quanto à destinação adequada e a remediação dos estragos provocados. A sucata automotiva não sugere unicamente benefícios financeiros, mas, proporciona proteção ambiental. O processo adequado de desmonte de um carro e a destinação ambientalmente adequada das peças e fluidos retirados do carro desmontado diminuem os riscos de contaminação do solo e da água.

 

A regulamentação para desmontagem e utilização das peças de reuso de origem lícita seria um combustível para a economia nacional. Discretamente, algumas iniciativas começam a surgir nesse sentido, onde determinadas seguradoras, por exemplo, já oferecem apólices mais baratas, desde que usem peças remanufaturadas ou reaproveitadas procedentes de empresas cadastradas no Sistema Nacional de Trânsito do DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito. Além do incentivo financeiro, é uma oportunidade para inclusão securitária, reaproveitar, reduzir e reciclar, melhorando a qualidade de vida, gerar renda e empregos.

Isopor é Reciclável?

A maioria das pessoas acreditam que o isopor é um material tóxico e não reciclável, o que é um mito. O EPS, ou isopor, é produzido a partir de 2% de um polímero derivado do petróleo e 98% de ar, ou seja, faz parte da mesma família dos plásticos e pode ser descartado de forma similar.

Os grandes desafios da reciclagem do isopor se encontram na maneira incorreta do descarte, na dificuldade do transporte e nos poucos locais de coleta. De acordo com os dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, somente 18% dos municípios brasileiros contam com coleta seletiva e, por consequência, o descarte incorreto impossibilita a reutilização.

 

O isopor pode ser descartado em lixeiras vermelhas, destinadas aos plásticos, mas a embalagem deve estar limpa. É importante higienizar qualquer tipo de material descartado, e não apenas o isopor, neste caso, já que muitas coletas seletivas não possuem funcionários para esse tipo de serviço e embalagens sujas, com restos de alimentos ou fragmentos de outros tipos de embalagens, inviabilizam a reciclagem.

 

O isopor pode ser reciclado de três formas: a reciclagem mecânica transforma o produto em matéria prima para novos produtos; a reciclagem energética usa o poliestireno para a recuperação de energia e a reciclagem química reutiliza o plástico para produzir gases e óleos.

 

O processo mais comum de reciclagem é o modo mecânico. Nele, o isopor é triturado e transformado em pequenas bolinhas, depois é aquecido e fundido, resultando em uma massa que pode se tornar solas de sapato, clipes de papel, caixas e brinquedos.

Nada a Comemorar no Aniversário de Nove Anos
da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Nove anos após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o Brasil não conseguiu cumprir nenhuma meta para a gestão do lixo. Em alguns aspectos, o País inclusive caminha na direção contrária de diretrizes que levaram duas décadas para serem aprovadas no Congresso Nacional.

 

Nestes nove anos de PNRS as notícias não são favoráveis e mostram descontrole de órgãos fiscalizadores, despreparo de agentes públicos e, infelizmente, o que é pior, ausência de conhecimento e pouco caso para com o meio ambiente pela população.

 

Dados mais recentes apontam que apesar da crise financeira instalada no país nos últimos anos, a geração de resíduos no país aumentou 28% entre 2010 e 2017, a taxa de reciclagem média nacional ficou praticamente estagnada em 3%, o país ainda tem 3 mil lixões a céu aberto, que deveriam ter sido extintos até o final de 2014, e, 9% do lixo

produzido no Brasil nem sequer é coletado pelo sistema de coleta regular, tendo como destino lixões, córregos, rios e oceanos.

 

Os motivos apontados por especialistas para o fracasso da PNRS vão da penúria financeira de prefeituras à falta de articulação entre municípios, estados e a federação.

 

O Índice de Sustentabilidade Urbana (ISLU), elaborado pelo Sindicato Nacional das

Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e pela consultoria PwC Brasil, mostra uma espécie

de abismo entre o desempenho de cidades que cobram taxas para a gestão do lixo e

aquelas que dependem apenas de orçamento próprio. Quase 80% dos municípios que

têm arrecadação específica para o lixo usam aterros sanitários. Entre as cidades que não

cobram pelo serviço de coleta, só 35% estão em situação regular.

 

Especialistas calculam que o prejuízo financeiro pela falta de reciclagem daquilo que vai para aterros e lixões é calculado entre R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões por ano. São gastos, ainda,

cerca de R$ 5 bilhões com medidas de recuperação ambiental e com tratamentos de saúde por problemas causados pelo descarte irregular de lixo.

 

Há uma enorme desigualdade entre regiões, como mostram dados do ISLU. O uso de

aterros sanitários chega a 88,6% dos municípios pesquisados na região Sul, 56,9% no Sudeste, 18,6% no Centro-Oeste, 12,8% na região Norte e 12,6% em todo o Nordeste.

O Descarte de Lixo pelo Mundo

Embora a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos sólidos ainda não aconteçam em todo o território brasileiro, alguns países são mundialmente reconhecidos pelo comprometimento com a sustentabilidade e a cada dia reduzem a produção de lixo de maneira efetiva.

 

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) o Brasil perde bilhões de reais por ano, pois recicla apenas 3% do lixo produzido.

 

A Alemanha lidera o ranking com iniciativas eficientes sustentáveis e recicla cerca de 64% de seus resíduos sólidos. No país há contêineres específicos para os resíduos e calendários de coleta todos os anos. Além disso, o não cumprimento das regras gera multas individuais e para os grandes geradores.

Já a Coreia do Sul aderiu os “3Rs”: reduzir, reutilizar e reciclar. A população reaproveita ao máximo os resíduos e evita descartá-los, já que existe um sistema de cobrança para a coleta de lixo sobre a quantidade de resíduos e alimentos desperdiçados e descartados.

 

A meta adotada pela Áustria é reciclar 50% dos resíduos domésticos ou similares até 2020.  O país possui uma política de controle contra o desperdício e conta ainda com o empenho da população que sugere soluções para melhoria da reciclagem.

 

Na Suécia a gestão de resíduos é prioridade nacional. Uma prova disso é o sistema de reaproveitamento dos resíduos, que de tão eficiente, importa o lixo de outros países Europeus para tratá-los em suas usinas de reciclagem ou para gerar energia para a indústria local. Outro exemplo que impressiona é o sistema Envac, onde os municípios disponibilizam lixeiras conectadas a uma rede de tubos subterrâneos que direcionam o lixo a uma área de coleta seletiva, evitando, inclusive, o trânsito de veículos coletores e a emissão desnecessária de Co2.

 

No Japão existem leis nacionais e regionais que incentivam a coleta seletiva e a reciclagem, assim como, o investimento em tecnologias que reaproveitem os resíduos. Para a reciclagem de eletrodomésticos há fábricas que desmontam as peças e cada parte é separada uma a uma entre plástico, metal e outros materiais. Já as garrafas PET são compostas a partir de resinas recicladas, isso significa a redução em 90% de uso de novos plásticos.

 

A cidade americana de São Francisco estipulou como meta em 1989 zerar o envio de resíduos sólidos para os aterros sanitários até 2020. Foi a primeira cidade do país a proibir a distribuição de sacolas plásticas no comércio, e, a percursora a implementar programas e incentivos de reciclagem e compostagem. Já no início dos anos 90, os moradores de São Francisco que realizassem compostagem teriam redução no valor da taxa municipal de lixo.

 

Na contramão dos exemplos de sucesso, os países da América Latina e África ainda enfrentam barreiras no gerenciamento dos resíduos urbanos de forma consciente e eficaz. A maiorias dos países destes continentes caminham horizontalmente em relação a reciclagem e a geração de energia através dos resíduos, mas permanecem com altos índices de geração e descarte inadequado.

Waste Expo Brasil está chegando!

A Feira e Fórum Waste Expo Brasil 2019 são considerados os mais significativos e completos eventos do país dedicados exclusivamente a gestão dos resíduos sólidos urbanos, limpeza pública, reciclagem, tratamento de sucatas e a geração de energia através dos resíduos.

 

Grandes e importantes fabricantes de máquinas, equipamentos e veículos – de 16 países - vão expor seus produtos, tecnologias e soluções na Feira Waste Expo Brasil.

Quem visita a Feira? Geradores de resíduos sólidos e de biomassa, recicladores, operadores e concessionários de limpeza pública, processadores de sucata, agências e órgãos reguladores, administradores públicos municipais e engenheiros, de todo o Brasil e vários outros países, vão encontrar o que existe de mais moderno e disponível no mercado global.

 

O extenso e dinâmico conteúdo técnico é atração à parte, com duração de três dias e disponibilizado em paralelo à Feira através do Fórum Waste Expo Brasil, contará com painéis setoriais de importantes entidades:

 

ABIPLAST - Associação Brasileira da Indústria do Plástico

ABLP - Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública

ABREN – Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos

ANAP - Associação Nacional dos Aparistas de Papel

INESFA - Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço

SINDINESFA – Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço

 

A ABLP, principal entidade técnica do setor, também realizará o SENALIMP - Seminário Nacional de Limpeza Pública, reconhecidamente o mais importante evento setorial promovido no país, e ainda, o Curso Técnico de Implantação e Operação de Aterros Sanitários

 

NÃO FIQUE DE FORA DO PRINCIPAL EVENTO DO SETOR NO PAÍS! ANOTE NA SUA AGENDA E PREPARE-SE!

Vai Descartar? Faça da Maneira Correta

Se você separa seu lixo, mas não limpa os recipientes antes de descartá-los é melhor parar agora!

 

Resíduos recicláveis sujos não são reaproveitados e invariavelmente vão parar em aterros sanitários. Muitas pessoas separam as principais categorias de resíduos; papel, plástico, metais e vidros, mas jogam nas lixeiras sem a menor ideia que um produto “contaminado” com restos de alimentos ou misturado com outro material não reciclável inviabilizará a reciclagem. Neste caso, a pessoa quem fez a separação apenas perdeu seu tempo, pois o material provavelmente irá acabar em um aterro sanitário.

Quem já não viu um fumante usando uma latinha de alumínio como cinzeiro? Ou alguém, que ao brincar com uma garrafa de água, tira o seu rótulo e joga o papel para dentro? Inacreditável, mas a bituca, no caso da latinha e o rótulo de papel no caso da garrafa de vidro ou PET inviabiliza a suas reciclagens. Potes de iogurte sem lavar? Também não serão reciclados. Embalagem de lanche com pingos de ketchup ou um pote de vidro com um pouquinho de extrato de tomate? Nem pensar!

 

Vai descartar? Faça da maneira correta! Sem desperdício desnecessário de água, mas com uso consciente, procure tirar o excesso dos alimentos das embalagens antes de jogá-las fora.

 

Copos de café: A maioria dos copos não pode ser reciclado, pelo menos não atualmente. Isto é principalmente devido ao revestimento de plástico ao redor do copo de papel, que é difícil de quebrar.

 

Embalagens plásticas: Embora seja tentador jogar fora sua caixa manchada de molho sem enxaguar ou aquele pote de iogurte com restos de morango, o resíduo pode vazar para outros materiais da lixeira. Assim, além de descartar errado, você vai contaminar o lixo de quem descartou corretamente. Sempre lave seus plásticos antes de colocar na lixeira.

 

Pasta e escovas de dentes: Os tubos de pasta de dentes são compostos de um componente de plástico, tornando-os difíceis de quebrar. A própria escova de dentes é de plástico e é difícil de reciclar. Mudar para uma escova de dentes de bambu significa que menos plásticos descartáveis vão para o solo.

Irlanda Lidera Reciclagem de Resíduos Eletrônicos

A quantidade de lixo eletrônico produzido globalmente vem crescendo a cada ano e há muito tempo já representa uma grande ameaça ao meio ambiente. Segundo dados divulgados pela Organizações das Nações Unidas (ONU), em 2016, foram geradas 44,7 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos, representando um aumento de 8% na comparação com 2014. A estimativa é que a produção deste tipo de lixo cresça 4% a cada ano, podendo chegar a 52,2 milhões de toneladas métricas produzidas apenas em 2021.

 

Algumas nações já trabalham com políticas públicas que visam aumentar a reciclagem desses tipos de materiais. A Europa foi responsável por 12,5 milhões de toneladas métricas de lixo eletrônico produzidos globalmente em 2016 e reciclou 35% desse total. Os Estados Unidos, responsáveis por 6,2 milhões de toneladas métricas, reciclou 25% desse montante. O Brasil produziu 1,5 milhão de tonelada em 2016 e reaproveitou apenas 4% deste total.

 

A baixa adesão do Brasil na reciclagem de eletroeletrônicos deve-se principalmente à falta da conscientização da população, assim como, a ausência de políticas públicas ao não incentivar a coleta seletiva e implementar ecopontos, e a excessiva demora em colocar em prática a logística reversa setorial, prevista desde 2010 e em vigor desde agosto de 2014 na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 

O país que mais recicla lixo eletrônico atualmente é a Irlanda, com 36.131 toneladas de eletrônicos e 856 toneladas de baterias coletadas para reciclagem em 2018.

 

Entre os itens mais reciclados naquele país estão 3,2 milhões de lâmpadas, 195 mil televisores e monitores e 13 milhões de unidades de eletro portáteis. Os grandes eletrodomésticos, como as máquinas de lavar, constituíram cerca de 48% de toda a sucata eletrônica.

 

Como resultado, a reciclagem de eletroeletrônicos na Irlanda atingiu o equivalente a 10,2 kg de material eletrônico por cidadão, e é novamente a melhor índice da Europa, diz Leo Donovan, CEO da Ireland WEEE. Ele acrescenta que é "incrível" ver 83% do material coletado voltar para a cadeia produtiva.

A Maior Montanha de Lixo no Mundo é na Índia

e deve Ultrapassar o Taj Mahal em 2020

Aterro perto de Nova Délhi já passou de 65 metros de altura e pode superar um dos principais pontos turísticos do país, o Taj Mahal, construído em 1633 e considerado umas das sete maravilhas do mundo moderno. A obra é o principal ponto turístico da Índia e um dos mais altos, com 73 metros de altura.

Mas tudo indica que o monumento será ultrapassado no próximo ano por uma montanha de lixo que não para de crescer nos arredores de Nova Délhi, capital da Índia. O aterro de Ghazipur (que de aterro não tem nada) tem atualmente cerca de 65 metros e não para de receber entre 2.000 e 2.500 toneladas de resíduos todos os dias.

 

A nível de exemplo local, outra, das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor carioca já poderia ter sido inteiramente encoberto pela montanha de lixo, já que a estatua mede 38m de altura x 28 de largura.

 

Chamada de ‘monte Everest’ pelos moradores da região, a montanha de lixo indiana está tão grande que em breve deve receber luzes de sinalização para aviação, como as que ficam nos topos de prédios das grandes cidades.

 

Ao que tudo indica, até o ano que vem, ela deve chegar aos 73 metros de altura e ultrapassar o gigante e icônico mausoléu indiano, e, em 2021, o prédio da FIESP na cidade de São Paulo.

Últimas Notícias sobre Poluição Marinha no Brasil

Materiais de plástico e bitucas de cigarro representam mais de 90% dos resíduos encontrados

no ambiente marinho brasileiro. Os resíduos correspondem a 52,4% e 40,4%, respectivamente, do número de objetos coletados no litoral do município de Santos, em São Paulo.

 

Dados internacionais mostram que, no exterior, os materiais plásticos também são os mais recolhidos em ambientes marinhos (45,5%), seguidos das bitucas e filtros de cigarro (28%).

 

O estudo divulgado recentemente aponta ainda que as áreas de ocupação irregular, os sistemas de drenagem e a orla das praias são as principais fontes de vazamento de lixo para o mar.

 

No Brasil, são 274 municípios costeiros que podem auxiliar na poluição marinha, por meio de lixo descartado inadequadamente em vias públicas, depositados em lixões e até mesmo em áreas de preservação.

 

Fonte: ABRELPE

Governo Federal lança o “Programa Lixão Zero”

O Governo Federal publicou recentemente a Portaria 307/2019 do Ministério do Meio Ambiente, que aprova o Programa Nacional Lixão Zero, com foco no fortalecimento de gestão integrada, coleta seletiva, reciclagem, logística reversa, recuperação energética e disposição ambientalmente adequada dos rejeitos.

 

Desde 2010, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) solicita a União programas sólidos que aportem recursos financeiros e técnicos suficientes e acessíveis a todos os Municípios brasileiros. Para que se cumpra a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a União e os Estados, bem como a iniciativa privada, precisam se tornar protagonistas da implementação da lei.

 

A CNM destaca a iniciativa do governo federal, mas reforça que não participou da construção do plano de ações do programa e aguarda informações do MMA sobre o apoio aos Municípios. No site da pasta, é possível verificar um Plano de Ação, com descrições de várias iniciativas, mas sem informar metas e os custos para a execução, além de uma agenda de atividades, que serão atualizados de acordo com a evolução do programa. É possível também visualizar mapas, gráficos e indicadores relacionados a gestão de resíduos sólidos urbanos e logística reversa.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), implementada pela Lei 12.305/2010, atribuiu obrigações à União, aos Estados, aos Municípios, ao setor empresarial e à própria sociedade. Passados quase nove anos, a legislação obrigou a realização de planos de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, coleta seletiva, compostagem, reciclagem e disposição final em aterros sanitários apenas de rejeitos. Entretanto, nenhum município conseguiu cumprir 100%.

 

Eliminar os lixões ainda é um dos maiores desafios para o poder público. Por esse motivo, a CNM elogia a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente de lançar o Programa Nacional Lixão Zero, que faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana. Segundo o MMA, com foco na população residente nas grandes metrópoles, o documento orienta para políticas públicas urgentes, mais efetivas e eficientes, que integrem condutas nos diferentes níveis de tomadas de decisão.

 

Apesar de constar no plano de ações do Lixão Zero, a CNM não participou da construção do documento e aguarda retorno do Ministério para compreender melhor como os Municípios receberão apoio técnico e financeiro para encerrar os lixões e aterros controlados ainda em 2019, conforme prevê o referido Programa. A preocupação da CNM é com o apoio aos consórcios, que está previsto para 2020, mas, em razão do alto custo dos aterros sanitários, a regionalização deveria ser priorizada de modo a reduzir os custos e maximizar os benefícios.

 

Outra preocupação da CNM é que a Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana não foque apenas nas metrópoles, conforme consta no site do MMA. A demanda por apoio técnico e financeiro deve ser centrada em pequenos Municípios para que o problema dos resíduos sólidos seja de fato resolvido no país. Caso o MMA atue apenas por editais, como definido no plano, a CNM entende que a priorização deve ser feita para atender Municípios que de fato necessitam de apoio.

 

Fonte: Professor Resíduo

Faltam Seis Meses para a realização da Waste Expo Brasil:
Principal e mais significativo evento comercial no país
sobre Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos.

Com pouco mais de 6 meses para a realização, a Waste Expo Brasil registra um grande interesse por parte de novas empresas, nacionais e internacionais, o que já está resultando em uma área de exposição bem maior que a da última edição, com maior diversificação dos equipamentos que serão expostos, mais máquinas e tecnologias que vão estar disponíveis para os visitantes.

 

A retomada da economia, as novas perspectivas do mercado, o crescimento do consumo, e consequentemente, o aumento na geração de resíduos, estão encorajando as empresas investirem na divulgação dos seus serviços e produtos.

Outro fator determinante para o crescimento da Waste Expo Brasil foram as parcerias com associações e entidades de classe atuantes e respeitadas, já que estão levando seus Seminários setoriais para dentro do evento, tornando o evento mais robusto e horizontal.

 

A Waste Expo Brasil 2019 é considerada hoje o evento comercial mais significativo e completo do país dedicado exclusivamente a gestão dos resíduos sólidos, reciclagem, tratamento de sucatas e a geração de energia através dos resíduos.

 

Os visitantes são qualificados e, em sua maioria, são gestores públicos ou privados com poder de decisão. Grandes geradores de resíduos sólidos, operadores e concessionários de limpeza pública e de biomassa, recicladores e processadores de sucata, agências federais e órgãos reguladores, compradores e engenheiros de todo o país visitam a Waste Expo Brasil à procura de novidades, tendências e oportunidades.

 

O conteúdo do Fórum Internacional Waste Expo Brasil é atração à parte. Através de 15 Painéis Temáticos, o Fórum trará informações atualizadas e até mesmo inéditas sobre diferentes assuntos. Este ano, a novidade está por conta da Curadoria de associações de classe de todo o país, e que, juntas, vão oferecer ao público informações exclusivas e preparadas pera serem divulgadas durante o evento.

 

“Indiscutivelmente o melhor lugar hoje para fazer negócios e encontrar pessoas relevantes e conhecidas da indústria”. Podemos encontrar nesta feira o que há de moderno e relacionado a gestão dos resíduos sólidos, de A a Z”. Dr. João Gianesi, Presidente da ABLP - Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública.

Dia Internacional da Reciclagem

RECICLAGEM – Ato ou efeito de se recuperar a parte útil dos dejetos e de reintroduzi-la no ciclo de produção de que eles provêm.

 

Todos os anos produzimos bilhões de toneladas de resíduos com condições de serem transformados, reciclados e reutilizados. Em algum momento haverá escassez de recursos naturais, e por isso, devemos repensar sobre o que jogamos fora como lixo.

 

Reciclar (seja industrial ou doméstico) economiza emissões de CO2 ao mesmo tempo em que protege os valiosos recursos naturais do planeta.

 

O Dia Internacional da Reciclagem foi instituído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura), a ser comemorado no dia 17 de maio. É uma data de reflexão sobre as questões ambientais e sobre o consumismo

 

 

Engenheira Química inventou um novo tipo de plástico que se “desfaz” na água

O volume de resíduo plástico que não é reciclado e descartado de forma inadequada vem aumentando consideravelmente há décadas, e encontrar formas para resolver este problema tornou-se uma questão de prioridade máxima.

 

Cerca de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidos em todo o mundo a cada ano. Todos nós usamos itens de plástico em nossa vida cotidiana e é impossível imaginar a vida sem eles. No entanto, o plástico convencional não é ecologicamente correto e, quando jogado fora, pode permanecer na natureza por décadas e até séculos, representando uma ameaça tanto para os animais, ao meio ambiente e para as pessoas.

 

Segundo especialistas, o tempo médio de biodegradação é de 50 anos para copos plásticos, 200 anos para os canudos e 450 anos para garrafas plásticas.

 

Sharon Barak, engenheira química de Israel, deixou a fábrica de embalagens plásticas onde trabalhava para ajudar o mundo a combater a poluição.

 

Sharon e sua equipe passaram muito tempo misturando vários componentes diferentes, até que finalmente encontraram a fórmula certa. O "falso" plástico que a Sharon inventou consiste em materiais 100% ecológicos que se dissolvem facilmente na água e podem até mesmo ser ingeridos com a água pelo homem.

 

Se uma sacola feita com o material que Sharon inventou for parar acidentalmente no oceano, ela se dissolverá em apenas alguns minutos, não representando ameaça para animais marinhos, ao contrário de um saco plástico comum.

 

 

Brasil fica de fora do acordo mundial para lidar com resíduos plásticos

O Brasil decidiu não fazer parte do acordo internacional para limitar o volume mundial de resíduos plásticos, que, no entanto, foi assinado por outras 187 nações. Assim como Estados Unidos, o Brasil se opôs à iniciativa definida pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) em uma conferência que durou duas semanas sobre produtos perigosos ocorrida recentemente em Genebra (Suíça).

 

Por serem mal administrados, grande parte do lixo plástico vai parar todos os anos nos mares, impactando a biodiversidade marinha. Calcula-se que até 2050 o volume de rejeitos plásticos deverá superar a quantidade de peixes nas águas do mundo. A iniciativa proposta pelas ONU visa a reduzir a partir de 2020 a quantidade de resíduos plásticos difíceis de reciclar enviados para nações mais pobres. Isto significa que os países que exportam produtos em embalagens plásticas precisarão do consentimento dos países importadores quando se trata de lixo plástico contaminado, misto ou não reciclável – o que não acontecia até então.

O Brasil é o 4° maior produtor de plástico no planeta, mas recicla apenas 1,28% deste total, e bem abaixo da média global de reciclagem plástica, de 9%.

 

Segundo comunicado da ONU, a medida deve tornar o comércio global de resíduos plásticos “mais transparente e mais bem regulado” e, ao mesmo tempo, garantir que o processo seja “mais seguro para a saúde humana e para o meio ambiente”.

 

A China era a maior importadora mundial de sucata de plástico até 2018, quando parou de aceitar esse comércio, deixando milhares de toneladas desse resíduo no limbo. Sua postura levou a uma série de leis similares em vários países do sudeste asiático, incluindo Vietnã e Malásia, que foram sobrecarregados com o desperdício após a proibição da China.

O Futuro do Saneamento Básico no Brasil

Caminha em ritmo acelerado no Congresso a Medida Provisória 868, que altera o Marco Legal do Saneamento, conjunto de leis e diretrizes para a implementação do saneamento básico nas cidades do país.

 

Além do governo, empresários e multinacionais que atuam com saneamento são defensores das novas regras e argumentam que o Estado não está dando conta dos investimentos necessários.

 

Uma maior abertura para o capital privado pode, segundo os críticos, acarretar maiores tarifas para a população, já que as empresas privadas não desfrutam dos mesmos privilégios que as públicas na hora de fazer um empréstimo e não têm de atender determinada função social.

 

Como funciona o saneamento hoje no Brasil:

 

A implementação de saneamento básico no país é regida pela Lei 11.445 de 2007. O artigo 2º estabelece que o saneamento é o conjunto de serviços operacionais de abastecimento de água potável:

  1.  Esgotamento sanitário, envolvendo coleta, transporte, tratamento e disposição final no meio ambiente;
  2.  Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
  3.  Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.

 

As responsabilidades do serviço de Saneamento Básico são dos municípios, e estes têm três possibilidades para gerir estas atividades:

 

  1. Administração pública direta, quando o município se encarrega de prestar os serviços de saneamento;
  2. Contratos de programa, instrumento utilizado pelo município para contratar empresas estatais (Sabesp, por exemplo) para realizar o serviço de saneamento;
  3. Licitação para contratação de empresas privadas.

 

Não há dúvida que as privatizações geram melhores serviços, mais ágeis e competentes. A exemplo das rodovias brasileiras já privatizadas, também não existirá questionamento se as tarifas aumentarem dentro de uma razoabilidade, desde que os usuários dos serviços obtenham serviços de qualidade.

 

No entanto, especialistas advertem para a possibilidade de cidades menores não serem devidamente atendidas justamente por não serem economicamente atraentes, e, caberá ao Congresso Nacional incluir dispositivos legais para proteger pequenos municípios.

 

De qualquer forma, é certo haver melhorias à vista.

Projeto START UP Gestão de Resíduos

Waste Expo Brasil abre espaço para empresas emergentes que tem como objetivo desenvolver ou aprimorar modelos de negócios voltados a gestão dos resíduos sólidos, reciclagem e tratamento de lixo.

 

Empresas criadas a partir de janeiro de 2016, ainda em fase de desenvolvimento, têm condições comerciais exclusivas na Waste Expo Brasil para expor seu projeto na principal feira do país destinada aos resíduos sólidos urbanos.

 

Mais informações através do www.wasteexpo.com.br ou info@wasteexpo.com.br

 

 

Coletando Grandes Parcerias

A Waste Expo Brasil segue com a proposta de unir a cadeia produtiva dos diferentes segmentos na gestão dos resíduos sólidos, conectando ao mesmo tempo e no mesmo lugar, os geradores de resíduos sólidos, operadores e concessionários de limpeza pública e de biomassa, recicladores e processadores de sucata, agências federais e órgãos reguladores, administradores públicos, engenheiros e ambientalistas.

 

As entidades de classe têm papel fundamental em nossa iniciativa para conectar as pessoas, já que são através das associações que empresas e empresários se organizam e se capacitam.

A ABLP – Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública, o INESFA - Instituto Nacional das Empresas de Preparação de Sucata Não Ferrosa e de Ferro e Aço e o SINDINESFA – Sindicato das Empresas de Sucatas de Ferro e Aço, renovaram a parceria com a Waste Expo Brasil e novamente vão estar presentes na Feira e no Fórum Internacional com Painéis Temáticos específicos.

 

A ABLP vem capacitando profissionais com qualidade técnica de excelência por quase meio século, auxiliando empresas do setor e gestores públicos de todo o país identificarem oportunidades e se adequarem a normativas do setor.

 

O INESFA e o SINDINESFA representam e defendem com grandeza e atenção os interesses de empresas que processam sucatas metálicas.

 

Em breve divulgaremos os conteúdos inéditos dos Painéis Temáticos que a ABLP, INESFA e SINDINESFA irão promover.

Lixo Orgânico: Problema ou Parte da Solução?

O Brasil produz anualmente cerca de 37 milhões de toneladas de lixo orgânico com potencial econômico para virar gás combustível, energia e adubo. No entanto, apenas 1% do que é descartado é reaproveitado de alguma maneira.

 

O lixo orgânico que não é tratado vai parar nos aterros sanitários ou nos lixões a céu aberto, gerando durante a sua decomposição o gás metano (CH4) que é altamente inflamável, é nocivo ao ser humano e perigoso ao meio ambiente por atingir diretamente a camada de ozônio.

 

Um dos processos mais tradicionais de recuperação desse material é a compostagem, onde fungos e bactérias transformam o lixo sólido em adubo rico em nutrientes.

 

O presidente da AMLURB, órgão responsável pela gestão dos resíduos em São Paulo, Sr. Edson Tomaz, diz que o plano da cidade é aumentar a capacidade de compostagem, passando dos atuais 5 para 11 pátios de tratamento até o fim de 2019.

 

Iniciativas privadas também estão sendo engajadas para dar uma nova função ao lixo orgânico. Os empresários Leandro Toledano da Homebiogás, Camilo Terranova da Impacto Energia e Eduardo Prates da Eco Circuito se conheceram há pouco tempo por compartilharem o mesmo objetivo empresarial, que é o de comercializar soluções para tratar o resíduo orgânico.

 

Os três empresários seguem exemplos de muitos outros países que há muito tempo usam o lixo orgânico como matéria prima. Atualmente, Toledano, Terranova e Prates importam os equipamentos de compostagem, com tecnologias e aplicações distintas, capazes de transformar o lixo orgânico de uma cozinha industrial em adubo em poucas horas, ou até mesmo gerar gás combustível a partir dos restos de uma refeição de uma pequena família.

Conheça melhor estas 3 tecnologias já disponíveis no Brasil:

 

Eco Circuito: https://www.ecocircuito.com.br

Homebiogás: https://homebiogas.com.br

Impacto Energia: https://www.impactoenergia.com.br

Industria Automobilística Usará Alumínio Reciclado para Fazer Carros Novos

Uma pesquisa conjunta entre o Reino Unido e a Holanda está tentando desenvolver ligas de alumínio de "alta resistência" produzidas a partir de metais 100% reciclados.

 

O Centro Brunel para Tecnologia Avançada de Solidificação no Reino Unido estabeleceu um projeto especial com o objetivo de aumentar o conteúdo de alumínio reciclado no setor automotivo.

 

Os especialistas britânicos uniram forças com a fabricante de produtos de alumínio Constellium, com sede na Holanda. Juntos, a equipe espera encontrar uma maneira de criar "uma nova geração" de ligas de nível automotivo provenientes inteiramente de metais reciclados.

 

As ligas de alumínio são conhecidas por sua incrível baixa densidade e alta resistência à corrosão, observa o professor Zhongyun Fan, que lidera o projeto. Esses benefícios viram a popularidade do alumínio disparar no setor de transportes nos últimos anos.

Ele estima que mais de um bilhão de toneladas de alumínio foram produzidas desde o início dos anos 1900. No entanto, a produção de alumínio consome anualmente 3,5% do fornecimento de eletricidade do mundo, enquanto produz 1% das emissões globais de dióxido de carbono.

 

O professor Fan diz que o projeto STEP (Strain Enhanced Precipitation - Precipitação Aprimorada por Estirpes) desenvolverá ligas com "ultra-alta resistência", o que significa que elas são duas vezes mais fortes que as ligas de alumínio existentes. Além disso, as ligas recicladas terão uma ductilidade significativamente melhorada, bem como alta resistência ao choque e alta condutividade térmica.

 

Em um futuro breve, esperamos andar em veículos não poluentes e fabricados com materiais reciclados!

 

FONTE: Recycling International Magazine

O Brasil receberá a primeira estação de geração de energia através de resíduos indesejáveis.

Lixo e esgoto serão matéria-prima para uma usina de geração de biogás no Paraná, convertendo esses materiais em eletricidade que abastecerá as casas da região.

 

Com a concessão de licença por parte do Instituto Ambiental do Paraná à empresa CS Bioenergia, a usina, quando em plena capacidade de funcionamento, produzirá cerca de 2,8 megawatts de eletricidade, abastecendo duas mil casas paranaenses, ou dez mil pessoas.

 

Para a produção de energia, caminhões serão responsáveis por transportar toneladas de esgoto e lixo bruto para a usina todos os meses, além do biogás, biofertilizante necessário para a conversão.

 

Os detritos serão desviados de estações de tratamento de esgoto e aterros sanitários da região.

 

De acordo com a CS Bioenergia, a estimativa é 1000 m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico dos aterros sejam desviados.

O Brasil põe em prática uma tecnologia bastante utilizada e comum na Europa: a produção de biogás a partir da chamada biodigestão. Por lá, já existem 14 mil dessas usinas. Só a Alemanha abriga 8 mil.

 

O potencial brasileiro para a geração de biogás é enorme. Atualmente, o componente tem uma pequena participação na nossa matriz energética quando comparado às outras fontes de energia.

Os biocombustíveis e biomassa (como o bagaço de cana) são responsáveis por 9% da energia gerada por aqui.

 

FONTE: Professor Resíduo

WASTE EXPO BRASIL 2019

A Feira Waste Expo Brasil reafirma uma vez mais a sua posição e empenho em conectar as empresas e as entidades de classe que trabalham a favor do meio ambiente através da correta gestão dos resíduos sólidos urbanos.

 

A única feira no país focada na completa gestão dos resíduos mudou de lugar para atender as crescentes e promissoras demandas do setor. A Waste Expo Brasil 2019, que já tem a presença confirmada de empresas líderes em seus segmentos, terá uma área de exposição maior, com mais estandes e mais expositores, e acontecerá no Expo Center Norte entre os dias 12 e 14 de novembro.

 

Fabricantes de máquinas, veículos, equipamentos, implementos, integradores e prestadores de serviços especializados vão expor seus catálogos para centenas de visitantes qualificados e focados em encontrar soluções adequadas às suas demandas.

 

Os grandes geradores de resíduos, operadores e concessionários de limpeza pública e de biomassa, recicladores e processadores de sucata, agências federais e órgãos reguladores, administradores públicos municipais, engenheiros e ambientalistas de todo o país já sabem que a Waste Expo Brasil é um evento completo, e com profundo conteúdo técnico de alto nível, disponibilizado através do Fórum Internacional, que acontece em paralelo à Feira.

Traga a sua empresa para a única feira comercial no país com foco na Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos. Mais informações através do info@wasteexpo.com.br ou (11) 2611-0800.

VEJA QUAIS SÃO OS PAÍSES QUE MAIS RECICLAM NO MUNDO

Com 65% dos resíduos sólidos urbanos sendo reciclados, a Alemanha serve de inspiração para muitas outras nações ao redor do globo.

 

Esta informação foi divulgada em um relatório da OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Organization for Economic Co-operation and Development), que revelou os 10 países que mais reciclam no mundo.

 

Com uma inspiradora taxa de reciclagem de 65%, a Alemanha é o país que mais recicla em todo o mundo. A população daquele país conquistou essa posição através de uma sólida e contínua educação pública aplicada ao longo de décadas, que informa a população sobre como identificar e separar os diferentes tipos de resíduo, o que pode servir para compostagem e o que é descarte, de modo que a maior parte do trabalho é feita dentro das residências, pelas famílias. A população também foi obrigada a pagar mais pelo uso elevado das embalagens, encorajando a não geração e a redução no consumo de embalagens.

 

A Coreia do Sul é o segundo maior reciclador de resíduos sólidos urbanos. O país investiu 2% do seu PIB em programas de incentivo à reciclagem. Este investimento, juntamente com incentivos públicos e medidas de fiscalização, levou a Coréia do Sul a atingir uma taxa de 59% de reciclagem e compostagem.

O país tem ainda programas semelhantes aos da Alemanha, onde os geradores de resíduos pagam pelos volumes produzidos. Esta regra incentiva a comunidade local a criar menos resíduos, separar e reciclar mais.

 

A Eslovênia e a Áustria compartilham a terceira posição na lista dos países que mais reciclam no mundo. Ambos os países conseguem reciclar ou compostar 58% dos resíduos sólidos urbanos. Embora a Eslovénia tenha tido uma melhoria mais rápida nos seus programas de reciclagem, auxiliados pelas iniciativas “Zero Waste”, a falta de incineradores no país também ajudou a aumentar as taxas de reciclagem. Na Áustria, o governo local realmente se comprometeu com a meta estipulada anos atrás pela União Europeia de aumentar a reciclagem para 50% até 2020. A Áustria superou esse objetivo estipulando leis internas, como a de reciclar os plásticos das embalagens e ao impor a meta de reciclar ou reutilizar 80% do vidro usado no país.

 

Outros países da lista dos maiores recicladores pertencem à UE e incluem a Bélgica (55%), Suíça (51%), Suécia (50%), Holanda (50%), Luxemburgo (48%), Islândia (45%), Dinamarca (44%) e Reino Unido (43%).

 

Ao converter o que alguns consideram lixo em itens reutilizáveis, a reciclagem ajuda a reduzir a demanda por novos recursos, como madeira e minerais, uso de energia, contaminação do ar e da água. Ao reciclar, a poluição produzida pela fabricação de novos produtos é bastante reduzida. Na verdade, este é um fator crítico no corte das emissões que levam ao efeito estufa e à mudança climática global. Outro benefício é que aumentar a reciclagem e a compostagem também ajuda a criar novos empregos nessas indústrias. No mundo de hoje, onde os recursos naturais estão sendo esgotados em taxas alarmantes, os benefícios da reciclagem e da compostagem não podem ser exagerados. A dedicação desses países é algo que outros governos deveriam aspirar alcançar.

 

FONTE: OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. A OCDE é uma organização econômica intergovernamental com 36 países-membros, criada em 1961 para estimular o progresso econômico e o comércio mundial.

RELATÓRIO DESTACA A INEXPRESSIVA RECICLAGEM

 DE PLÁSTICOS NO BRASIL

Em recente relatório divulgado pelo World Wildlife Fund - WWF, coloca o Brasil como o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia, mas recicla apenas 1,28% do total produzido. Estados Unidos, China e Índia reciclam 34,6%, 21,9% e 5,7% respectivamente.

 

Dentre os maiores produtores de lixo plástico no planeta, o Brasil é o que menos recicla, ficando atrás de países como Yêmen e Síria, e bem abaixo da média mundial que é de 9%.

 

Segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas do material são descartados de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

 

A poluição pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água, já que o material absorve diversas toxinas e pode levar até 100 anos para se decompor na natureza.

 

Os entraves no Brasil para uma taxa mais alta de reciclagem e descarte correto do lixo são muitos e passam por diferentes fatores, como a falta de estrutura para fazer coleta seletiva em larga escala e a questão da educação ambiental de fazer a separação do lixo.

 

Os dados inéditos do estudo realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês), serão apresentados na Assembleia

das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março.

 

Veja os números:

• Brasil produz 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano

• Cada brasileiro produz 1 kg de lixo plástico por semana

• Somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas

• 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular

• 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários

• Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país

 

FONTE: World Wildlife Fund - WWF

GREENPEACE REVELA AS 5 MAIORES "EMPRESAS POLUIDORAS"

Mais de 75% dos 10.000 quilos de lixo coletados durante um projeto de limpeza de três meses do Greenpeace eram de plástico. Quase 65% dos materiais recuperados das margens norte-americanas vieram das marcas Coca-Cola, PepsiCo e Nestlé.

 

Em todo o mundo, 239 missões de limpeza e auditorias do Greenpeace foram realizadas em 42 países nos seis continentes, e ajudaram a ONG criar um detalhado "mapa de resíduos" marinho. Este instantâneo global revela que os invólucros de balas eram o item mais comum encontrado, seguido por garrafas de polietileno, copos de bebida descartáveis, tampas de garrafas e sacolas de compras descartáveis.

 

Os "piores criminosos"

 

Globalmente, as cinco principais "empresas mais poluidoras" foram identificadas; A Coca-Cola Company foi “eleita” a maior poluidora, seguida pela PepsiCo., Nestlé, Danone e Mondelez International. Na América do Norte, as empresas mais poluidoras são a Nestlé, a Tim Hortons (Restaurante), a PepsiCo, a Coca-Cola Company e a McDonald’s.

 

Ainda sobre a América do Norte, o relatório do Greenpeace alerta que os copos para café de plástico, assim como para outras bebidas são o terceiro tipo de plástico encontrado mais comum, com Tim Hortons, McDonald’s e Starbucks sendo os principais responsáveis. A Starbucks ficou em 7º lugar na lista geral dos resíduos encontrados.

 

O que pode ser feito?

 

A Nestlé respondeu ao relatório dizendo que "o verdadeiro problema" é o descarte inadequado do lixo reciclável. A empresa argumenta que

os resultados "demonstram uma necessidade clara e premente para o desenvolvimento de uma infraestrutura adequada para gerenciar os resíduos de forma eficaz em todo o mundo".

 

A marca acrescentou que se esforça para tornar 100% de suas embalagens reutilizáveis ou recicláveis até 2025. A Nestlé diz que também está explorando soluções de embalagem com seus parceiros industriais para reduzir o uso de plástico e desenvolver novas abordagens para eliminar o lixo plástico.

 

Da mesma forma, a PepsiCo comenta que quer que todas as suas embalagens sejam recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025, e também está tentando aumentar as taxas de reciclagem e reduzir as embalagens.

 

FONTE: GREENPEACE

COMO A RAPOSA IRÁ CUIDAR DA GALINHA DOS OVOS DE OURO?

Nós, da Waste Expo Brasil, queremos externar nossa profunda preocupação com o anúncio da união do Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura. Estes dois ministérios que, ao longo da história, estiveram por muitas vezes em lados opostos ao defenderem interesses distintos.

 

Enquanto um trabalhava para diminuir as reservas florestais para que os limites da pecuária e do agronegócio fossem expandidos, o outro, lutava pela conservação de biomas, da fauna e da flora. Enquanto um era a favor da ampliação do uso de agrotóxicos e pesticidas, o outro, corria atrás dos prejuízos ambientais causados por mineradoras, pelas madeireiras clandestinas, pela caça e pesca predatórias.

 

Somos apartidários, e reitero que a Waste Expo Brasil é um evento técnico e comercial que procura difundir práticas sustentáveis para a gestão de resíduos sólidos e para a universalização do saneamento básico, e, portanto, nosso único interesse, é para com o Meio Ambiente do nosso país e do nosso planeta.

 

Em junho, dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente indicavam que a devastação do Cerrado, a savana brasileira, era 60% a mais do que a perda na Amazônia nos últimos sete anos. No total, foram 80 mil km² de terras devastadas, contra 50 mil km² da Amazônia.

 

Os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia respondem por 62% do total perdido, e, é justamente nessa região que o agronegócio brasileiro mais se expande, chegando ser apontada como a nova fronteira do agronegócio brasileiro - dedicada sobretudo à produção de soja, óleo de palma e criação de gado.

 

O desmatamento ocorrido no Brasil tem afetado não só a vida dos animais, mas também a oferta de água doce - o que ajuda a explicar as recorrentes crises hídricas que têm ocorrido, como a que deixou

em risco o abastecimento da região Sudeste nos últimos anos. Isto porque as regiões mais afetadas, onde estão cerrado e Amazônia, são

justamente as que abrigam os principais mananciais da malha hidrográfica brasileira.

 

De acordo com as metas da convenção da Organização das Nações Unidas para a biodiversidade, pelo menos 17% dos ecossistemas de cada país precisariam estar em áreas protegidas para a conservação. O Brasil, país que tem a maior biodiversidade do planeta, está distante desse número. Apenas 8% do cerrado está protegido. No Pantanal, apenas 2% das áreas estão protegidas.

 

É positivo reduzir as estruturas do governo, mas cada caso deve ser analisado dentro de suas especialidades. É desejável que órgãos públicos sejam enxutos, ágeis e menos burocráticos, mas, quando negam a relevância da nossa própria história e a importância do meio ambiente para um futuro melhor, ficamos mais do que apreensivos e inquietos.

 

Lamentável, sobretudo, não atentarem que a raposada não é a guardiã mais adequada para cuidar do galinheiro.